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Comunicação SEESP

A Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU), da qual a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) faz parte, realiza o 4º Encontro Nacional nesta sexta-feira (1º/12), das 9h às 20h, na sede do SEESP, na capital paulista. Com a temática geral “Soberania, democracia e cidadania rumo ao Brasil 2022”, a entidade vai reunir especialistas para debater questões cruciais à sociedade.

A conferência “Constituição, democracia e justiça rumo ao Brasil 2022”, às 10h, contará com a participação do diplomata Celso Amorim, ex-ministro da Defesa e ex-ministro das Relações Exteriores do Brasil; do advogado Pedro Serrano, professor de Direito Constitucional da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Já às 14h será realizada a mesa-redonda "Soberania, democracia e cidadania rumo ao Brasil 2022" com a economista Esther Albuquerque, consultora em cidadania e participação para o desenvolvimento econômico e social; o engenheiro Pedro Celestino, presidente do Clube de Engenharia; o jornalista Antônio Augusto de Queiroz, analista político e diretor de Documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) e Paulo Teixeira, deputado federal e vice-presidente da Frente Parlamentar Mista da Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento Nacional.

A partir das 16h30, será realizada a plenária do Conselho Consultivo da CNTU, com a posse de novos membros. E às 18h acontece a entrega da sétima edição do prêmio Personalidade Profissional, concedido aos homenageados em Economia, Engenharia, Farmácia, Nutrição, Odontologia e Interesse público. Confira aqui os agraciados deste ano.

Contamos com sua participação. Informações e inscrições: em São Paulo, Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. e (11) 3113-2634; em Brasília, Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., (61) 3225-2288.

>> Programação completa aqui
>> O evento terá transmissão online ao vivo 

A Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU) realiza a 11ª Jornada Brasil Inteligente, no próximo dia 18 de agosto, no auditório do SEESP, na capital paulista. O tema, desta edição, é "Emprego e desenvolvimento rumo ao Brasil 2022".

A entidade criou o projeto “Brasil 2022: O País que Queremos” anos atrás, num momento de relativa estabilidade socioeconômica no País, apesar dos inúmeros problemas a serem enfrentados. A intenção naquele momento era iniciar a preparação articulada e ampla das comemorações do Bicentenário da Independência e dos 100 anos da Semana de Arte Moderna, que acontecerão em 2022.

Contribuir para acelerar e aprofundar o avanço da democracia e das potencialidades de desenvolvimento com sustentabilidade social, econômica e política do País foi, portanto, a razão inicial do Brasil 2022. De lá para cá, a situação institucional, social e econômica degradou-se aceleradamente. A denominada reforma trabalhista aprovada recentemente é um dos graves indicadores do retrocesso em curso.

Manter, ampliar e fortalecer o projeto Brasil 2022, portanto, tem razões ainda mais fortes neste momento crítico. Unir os brasileiros para encontrar soluções positivas e animadoras ao País é o que perseguimos na 11ª Jornada Brasil Inteligente, cujo tema é “Emprego e desenvolvimento rumo ao Brasil 2022”. Tal questão é uma das mais importantes sobre a qual devemos nos debruçar. Empregos decentes, qualificação do trabalho, inovação no processo produtivo e inclusão de todos os brasileiros na distribuição das oportunidades e riquezas são as chaves para se obter maior produtividade e desenvolvimento.

A CNTU convida para participar dessa rica jornada de debates e proposições com lideranças de todas as regiões do País. Mais informações pelo telefone (11) 3113-2634 ou pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. O SEESP fica na Rua Genebra, 25, Bela Vista, SP.

Programação

9h
Abertura

10h
Mesa-redonda: Emprego e desenvolvimento rumo ao Brasil 2022
Palestrantes convidados:
- Ciro Ferreira Gomes, advogado e político brasileiro
- Peter Poschen, cientista social, diretor da Organização Internacional do Trabalho (OIT ) no Brasil
- Clemente Ganz Lúcio, cientista social, diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese)

14h
11ª Plenária do Conselho Consultivo da CNTU
- Posse dos novos conselheiros consultivos
- Depoimentos sobre emprego e desenvolvimento
- Debate e aprovação do documento de conclusão sobre o tema

18h
Encerramento​

 

Comunicação SEESP

 

 

 

 

 

No dia 22 de abril último, mais de 500 cidades no mundo participaram da Marcha pela Ciência. A CNTU também esteve presente ao movimento, que reuniu cientistas, professores, pesquisadores e estudantes. O objetivo é destacar a importância da pesquisa científica para a humanidade. A inspiração para o ato veio dos Estados Unidos, onde cientistas estão se articulando contra os cortes no orçamento da área de pesquisa e o posicionamento do governo de Donald Trump em relação a temas como o aquecimento global. No Brasil, mais de 20 cidades convocaram a marcha. Os participantes pediram mais recursos e apoio à pesquisa e ciência.

O diretor de Articulação Nacional da confederação, Allen Habert, participou da atividade na cidade de São Paulo, onde os manifestantes reuniram-se no Largo da Batata, zona oeste da capital. No local, foram montadas tendas onde as pessoas podiam obter, por exemplo, informações sobre a dengue.

Foto: CNTU
O diretor da CNTU, Allen Habert (de blusa vermelha), defende avanço científico e tecnológico durante ato em São Paulo.


O pesquisador Joaquim Adelino de Azevedo Filho e presidente da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APQC) disse que o ato é mundial e visa a demonstrar a importância da ciência. "Há 40 anos, logo depois da 1ª Guerra Mundial, o Brasil importava sementes de hortaliças e frutas. Com a guerra, isso ficou inviável. O Brasil teve então que investir em pesquisas para produzir aquilo que a população estava acostumada a comer", disse, acrescentando que os 19 institutos científicos do estão "há 20 anos sofrendo um desmonte".

A presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, ressaltou que o ato de é mundial e apartidário. "Ele está presente em mais de 60 países e 600 cidades e 25 delas no Brasil. Hoje é o dia do Planeta Terra. Está sendo uma marcha pela ciência porque algumas pessoas passaram a questionar o valor da ciência", explicou.

Helena Nader disse ainda que a ciência no país vive uma crise."A produção científica está indo muito bem, com aumento do número de publicações e da qualidade medida pelo impacto. No entanto, quando se olha o financiamento, ele está inversamente proporcional. Com o contingenciamento, não temos como sobreviver. E isso não vem deste ano. Vem de alguns anos", acrescentou.

Brasília
Em Brasília, os manifestantes reuniram-se em frente ao Museu da República, na zona central da cidade. Acompanhados por um caminhão de som e portando faixas, cartazes e balões eles marcharam pela Esplanada dos Ministérios em direção ao Congresso Nacional. Lá, espetaram os balões no gramado como forma de chamar a atenção dos parlamentares.

A conselheira da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e professora da Universidade de Brasília (UnB) Laila Espíndola destacou a diminuição de recursos para o setor e a fusão entre o antigo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e a pasta das Comunicações.“Já está começando a Escolha de Sofia. Estamos tendo que escolher onde alocar recursos”, afirmou a professora, uma das organizadoras da marcha no Distrito Federal.

Rio
No Rio de Janeiro, embaixo de chuva, o ato ocorreu pela manhã em frente ao Museu Nacional, na zona norte da cidade. Levando tesouras, os participantes protestaram contra o corte no orçamento do ministério.

A presidenta do sindicato dos trabalhadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Justa Helena, lembra que, sem investimento de grande porte, a pesquisa não avança. “Por exemplo, se não tivesse tido pesquisa em relação à febre amarela, hoje a gente não poderia produzir as vacinas para a febre amarela que estão salvando muitas vidas no nosso país. É um processo lento, mas que precisa caminhar”.

O diretor do Instituto Oswaldo Cruz, Wilson Savino, que compareceu ao evento representando a presidência da Fiocruz, afirma que os cortes de verba têm afetado as pesquisas. “Vai ser um atraso muito maior nosso em relação ao desenvolvimento da ciência no mundo como um todo. É o que a gente pode chamar de tiro no pé, não investir em ciência e tecnologia e em educação quando um país está em crise econômica.”

O reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Leher, destaca que a ausência de recursos desestimula os jovens a ingressarem no mundo científico. “Se não tem bolsas de iniciação científica em quantidade suficiente, se os laboratórios estão desorganizados e desconstruídos, se projetos de pesquisa têm que ser interrompidos por falta de verba, é claro que isso é uma sinalização objetiva para a juventude: se afastem da ciência."


Comunicação CNTU
Com informações da Agência Brasil

 

 

 

Em reunião com o diretor José Roberto Castilho Piqueira e a vice-diretora Liedi Légi Bariani Bernucci, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), em 23 de setembro último, na capital paulista, o diretor de Articulação Nacional da CNTU, Allen Habert, apresentou o Projeto Brasil 2022 e a proposta de se fazer uma iniciativa específica com a comunidade politécnica e seus formados para integrar a Rede Brasil 2022. Também na ocasião foi feito o convite para a posse dos dois dirigentes, em 2 de dezembro próximo, no Conselho das 1000 Cabeças da confederação. Piqueira gostou da proposta e disse que vai criar uma comissão para proceder à criação da “Poli Brasil 2022”. Segundo Habert, a CNTU está estimulando as entidades e instituições a criarem suas iniciativas dentro do objetivo das diretrizes da Rede Brasil 2022.


Foto: Divulgação CNTU
Allen CNTU 23SET2016 SEESP 
Dirigentes da CNTU ladeados pela vice-diretora (à esquerda) e diretor da Poli-USP, no dia 23 de setembro.
 

Em documento entregue aos diretores da Poli-USP, a entidade apresentou, em linhas gerais, o projeto “Brasil 2022: O País que Queremos para comemorar o Bicentenário da Independência do Brasil e os 100 anos da Semana de Arte Moderna”. Está colocado que “desde já apresenta-se como uma oportunidade para a realização de um movimento cívico, de gestão descentralizada de instituições das mais diversas naturezas, que se mobilizam para que o nosso país reafirme e aprofunde sua condição de nação livre, soberana, pacífica e em permanente processo de construção de seu desenvolvimento sustentável e da democracia”.

O projeto “O País que Queremos” foi criado pela CNTU e vem sendo debatido por ela desde 2013, buscando traçar indicações básicas que possam animar a sociedade brasileira a transformar a comemoração dos 200 anos de Independência do Brasil em manifestações dinâmicas, amplas e plurais que possam iluminar os caminhos como povo e estado-nação. Para tanto, foram traçadas três diretrizes que esboçam um método de trabalho com o objetivo de construir uma unidade mínima das forças sociais, culturais e políticas, que paulatinamente, construam um caminho com orientações básicas.

Diretriz 1
Debate do papel e os instrumentos dos profissionais universitários no projeto de futuro do País, especialmente nas seguintes questões: 1.1) Democratização do Estado e universalização dos serviços públicos: debater a reforma do Estado e da administração pública objetivando a profissionalização e a democratização dos serviços públicos, rompendo com as culturas de privilégio, partidarização, corrupção e descontinuidade das políticas públicas; 1.2) Democratização da economia e valorização do trabalho: diversificação e descentralização da economia brasileira, gerando mais oportunidades, melhores empregos, valorização das micro, pequenas e médias empresas e outras formas sociais e colaborativas de produção e inovação; 1.3) Prospecção da educação e do trabalho no futuro: contribuir com a juventude e as futuras gerações de profissionais universitários através da prospecção das transformações do trabalho e da educação; 1.4) Fortalecimento do sindicalismo: valorizar e fortalecer as entidades sindicais dos profissionais universitários para potencializar a defesa da democracia, do desenvolvimento socioeconômico, da justiça social, do emprego, das rendas do trabalho e da educação continuada.

Diretriz 2
Motivar a participação das diversas instituições democráticas (poder público, empresas, entidades, escolas etc.), cada uma com seu projeto, mas buscando-se unidade entre elas para o desenvolvimento de grandes ações cooperadas como: 2.1) Portal: um sítio comum na web para todos os projetos Brasil 2022; 2.2) Certificação e selo: para distribuir aos parceiros do projeto Brasil 2022; 2.3) Publicações: produzir livros, cartilhas, folhetos e outras publicações; 2.4) Curso Cidadania Brasil 2022; 2.5) Arte moderna e contemporânea: organizar e estimular atos culturais e artísticos.Estimular a economia da cultura, a economia criativa, auxiliando a valorizar e integrar as regiões do País.

Diretriz 3
Constituinte do Saber visa mobilizar a sociedade brasileira através de conferências municipais nas principais cidades do País, elegendo partícipes e propostas para uma Conferência Nacional do Brasil 2022 que aponte rumos e prioridades para o País nos mais importantes aspectos nacionais, como: 3.1) Estado e serviço público: desenvolver um Estado com ampliação da democracia e serviços públicos com crescente qualidade e gestão participativa; 3.2) Educação: desenvolver proposições para a educação brasileira, acolhendo suas expectativas de autonomia, liberdade e criatividade; 3.3) Ciência, tecnologia e inovação: propostas para o desenvolvimento científico, tecnológico e inovacional, rompendo com as abordagens elitistas, distanciadas da vida real e excludentes da produção e acesso de todos ao conhecimento mais avançado; 3.4) Economia e empreendedorismo: traçar propostas de políticas nacionais e regionais de fortalecimento da capacidade empreendedora da sociedade, de geração de emprego, trabalho e renda e de proteção da economia brasileira nas crises cíclicas do capitalismo. Investir na implantação de cidades inteligentes, reforçando a soberania cidadã; 3.5) Cultura e civilização: desenvolver a economia criativa. Propor formas de incremento do potencial criativo do País, musical, audiovisual, literário, plástico, teatral, arquitetônico, ambiental, urbano, agrário, científico e esportista.

 

Comunicação SEESP
Da Redação da CNTU

 

 

 

 

 

 

Apesar de o Brasil de hoje ser uma incógnita, já existe gente pensando o que deveremos ser em 2022. São pensadores que estão sendo recrutados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados. A CNTU está criando o seu Conselho Consultivo, que tem sido chamado de "Conselho das Mil Cabeças", para discutir o Brasil que queremos para 2022.


Foto: Beatriz Arruda/SEESP
Jorge Antunes 
Maestro participou da 9ª Jornada Brasil Inteligente cujo tema foi
"Brasil 2022: o País que queremos", em 1º de julho último
 

Questões importantes para o destino do Brasil, tais como a modernidade, a democracia, a cultura, a soberania e o desenvolvimento, precisam ser discutidas urgentemente. Se isso não for feito desde já, corremos o risco de sermos surpreendidos com desvios nefastos nas mensagens e conteúdos dos festejos do Bicentenário da Independência do Brasil e do Centenário da Semana de Arte Moderna.

Para tanto, a CNTU lançou as bases do projeto "Brasil 2022: O País Que Queremos" no evento 9ª Jornada Brasil Inteligente, realizado em São Paulo no dia 1º de julho último. A confederação congrega uma importante parcela da inteligência nacional com seus 56 sindicatos filiados. São sindicatos de todo o país nas áreas de engenharia, economia, farmácia, nutrição e odontologia.

Tudo indica que os próximos seis anos serão tomados por intensa reflexão capitaneada pela CNTU: as potências criativas e vitais do povo brasileiro estão sendo mobilizadas.

No evento do dia 1º de julho, no Auditório do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo, foi realizada mesa redonda -- para a qual tive a honra de ser convidado -- com o tema Soberania e cultura rumo ao Brasil 2022.

No debate, membros da mesa e da plateia foram unânimes na tentativa de equacionar a desejada soberania nacional. Sindicalistas e universitários de todo o Brasil apresentaram análises e propostas as mais atuais e progressistas, sobre o pertencimento do pré-sal aos brasileiros, sobre a mitificação enganosa de investimentos estrangeiros com evasão de riquezas nacionais, sobre a necessidade de recriação do Ministério da Ciência e Tecnologia etc.

Minha presença como debatedor revelou a visão ampla e lúcida que a diretoria da CNTU reserva à identidade brasileira: a cultura em geral e a música em particular se faziam presentes.

O renomado arquiteto e designer Ruy Ohtake elaborou a logomarca do projeto Brasil 2022, demonstrando, logo de início, a importância dos símbolos. Um engenheiro sindicalista da plateia lembrou que em 2022 não estaremos rememorando apenas os 200 anos da Independência e os 100 anos da Semana: estarão também se completando 100 anos da organização partidária liderada por Astrogildo Pereira.

Aproveitei para lembrar e frisar que a Independência do Brasil que completará 200 anos é aquela referente a Portugal. Ou seja, avivei a memória para o fato de que a independência soberana do Brasil ainda é sonho a ser concretizado. O sonho da independência, que se confunde com o sonho da soberania, precisa, acima de tudo, reconhecer a verdadeira e atual identidade do povo brasileiro.

Sabemos que a identidade brasileira de 2022 será totalmente outra, bem diferente daquela de 1922. Nossa identidade precisa estar revelada e bem representada em nossos símbolos nacionais. Foi com essa tese que lembrei outra efeméride, esquecida da maioria, que teremos para 2022: os 100 anos da letra do Hino Nacional.

Foi exatamente em 6 de setembro de 1922 que o presidente Epitácio Pessoa oficializou, por decreto, a letra gongórica e ridícula que ainda hoje cantamos. A letra é incompreensível para o povo brasileiro, não apenas porque fala de raios fúlgidos, de terra mais garrida, de impávido colosso, de lábaro e de clava forte. As formas indiretas de seus versos também impedem totalmente a compreensão. Só quem é afeito ao jogo e à permutação de palavras é capaz de descobrir que Osório Duque Estrada pretendeu dizer que "as margens plácidas do Ipiranga ouviram brado retumbante de um povo heroico".

A música que Francisco Manuel da Silva compôs em 1831, festejando a abdicação de Dom Pedro I, mudou de letra várias vezes, sempre com atos de cima para baixo por imperadores e ditadores.

Ideal será que, em 2022, ao comemorarmos os 200 anos da Independência e os 100 anos da Semana de Arte Moderna, seja promovido um concurso para a criação de um novo Hino Nacional, um novo brasão e uma nova bandeira do Brasil.

Tem sentido, em pleno século XXI, termos o lema positivista "Ordem e Progresso" escrito em nossa bandeira? Tem sentido, em pleno século XXI, termos nas armas da República, ramos de café e de fumo? Entendo que devemos tentar sensibilizar os artistas plásticos e os especialistas em heráldica para que adotemos uma nova bandeira e um novo brasão.

O convite à reflexão fica, assim, colocado. O ano de 2022 será momento em que, certamente, a expressão "passar o Brasil a limpo", voltará à baila. Fiquemos atentos à mobilização que a CNTU inicia agora, com vistas à instalação de uma verdadeira "Constituinte do Saber Brasil 2022".

 

* Jorge Antunes, maestro, compositor, poeta, membro da Academia Brasileira de Música, Pesquisador Sênior da Universidade de Brasília (UnB). Artigo publicado, originalmente, no jornal Correio Braziliense, de 18 de julho de 2016







A Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU), da qual o SEESP faz parte, promoveu, em 1º de julho, no auditório do sindicato, em São Paulo, a sua 9ª Jornada Brasil Inteligente, com o mote "Brasil 2022: o País que queremos". Reunindo dirigentes das categorias ligadas à entidade (economistas, engenheiros, farmacêuticos, nutricionistas e odontologistas) de todo o País, a atividade colocou em pauta os avanços necessários a serem alcançados para o aprofundamento da democracia e do desenvolvimento.

No evento, foi lançada a logomarca do projeto "Brasil 2022", criada pelo arquiteto e designer Ruy Ohtake. Duas mesas-redondas com a participação de lideranças e intelectuais debateram os temas cultura, política e economia. Por fim, aconteceu a plenária do Conselho Consultivo da CNTU e posse dos novos membros desse fórum de formulação de ideias e debate.

Confira a cobertura completa do evento:

Brasil 2022 com democracia, ciência e cultura

Logomarca Brasil 2022, criada por Ruy Ohtake

Inventar o Brasil que queremos

Economia e política rumo ao Brasil 2022

Empossados novos conselheiros da CNTU

Moção de repúdio à vaporização aérea de agentes tóxicos

Confira imagens na Galeria de Fotos

 

Redação CNTU

 

 

 

 

 

 

 

A primeira mesa de debate da 9ª Jornada da CNTU, ainda na manhã do dia 1º de julho último, em São Paulo, reuniu engenheiro, economista, socióloga e cineasta e maestro e se debruçou sobre o tema “Soberania e cultura rumo ao Brasil 2022”. A coordenação do debate foi feita pela vice-presidente da entidade, Gilda de Almeida Souza.


Foto: Beatriz Arruda
Mesa-redonda 9jornada 01jul16 editada 
Mesa-redonda "Soberania e cultura rumo ao Brasil 2022"
 

Allen Habert, iniciando os trabalhos, discorreu sobre as atividades e estruturação da confederação ao longo dos dez anos de existência, “fomos construindo uma “coluna vertebral” no sentido de diálogo com as categorias e com a sociedade”.  A CNTU, explicou, desenvolveu um programa à luz de seminários que uniram as diversas categorias, criando a “nossa identidade em torno do entendimento do desenvolvimento sustentável. A partir disso criamos a revista Brasil Inteligente, 15 departamentos temáticos para capilarizar as discussões e informações, o Conselho das 1.000 Cabeças, que vem se tornando cada vez mais orgânico e participativo. E promovemos as excelências em cada categoria com o Prêmio Personalidade Profissional".

Habert explicou que o projeto Brasil 2022 tem importantes diretrizes, começando por discutir e pensar como vão ser as profissões no futuro, como trabalhar com o jovem e a ideia de unificar essa mancha de 14 milhões de profissionais que estão em todas as cadeias produtivas e em todos os níveis de governo e poder. “Formamos uma 'coluna vertebral' decisiva para o País. A sociedade investiu muito em nós, por isso temos uma missão de extrair o nosso melhor. A nossa ideia é que a gente trabalhe até 2022 reunindo lideranças para montarmos o que considero a constituinte do saber.”

Para ele, está colocado ao povo brasileiro que tipo de sociedade queremos para as próximas décadas. E questiona: “Será que vamos concordar que a nossa economia continue sendo sugada por dez mil famílias, pelo rentismo e fazendo com que o Brasil seja o segundo maior cassino do mundo, ao mesmo tempo em que reduz a importância da produção, do comércio, da agricultura?”.

Já a economista Ceci Juruá, também conselheira consultiva da CNTU, fez questão de iniciar sua participação, destacando que soberania é um conceito político acima de tudo, ou seja, depende do Estado, dos governos e da participação da sociedade. Ela assinalou que a história política do País carrega dois traços fortes. E ensinou: “Por um lado, há um estabilidade ao que chamamos de sistema político, cujos atores são os mesmos nesses dois séculos de independência: os donos da terra, do dinheiro, das fábricas, o grande empresariado e em determinadas ocasiões as Forças Armadas, a imprensa e até igrejas. Ao mesmo tempo, há uma instabilidade no regime político, que são as formas de gestão – já tivemos monarquia, república, presidencialismo, parlamentarismo e tivemos também distintas modalidades de voto – direto, indireto, censitário etc..”

Durante a sua exposição, a economista citou a importância para o pensamento social sério do País a leitura de diversos intelectuais brasileiros, como Florestan Fernandes, Hélio Jaguaribe, Venício Lima, Samuel Pinheiro Guimarães e Jessé Souza, entre outros. Para ela, a herança maldita que temos pode ser vista na imaturidade política, na democracia restrita e na disfuncionalidade das elites brasileiras, caracterizada, principalmente, pelo descompromisso com os interesses do País e pela incapacidade em elaborar um projeto nacional democrático.

Juruá afirma que gostaria muito que “pudéssemos chegar em 2022 e dizermos, enfim temos um país desenvolvido, vencemos o subdesenvolvimento, aí sim completaríamos, com brilhantismo, dois séculos de independência”.

Brasileiro sem complexo de inferioridade
A socióloga e cineasta Isa Grinspum Ferraz, também diretora cultural da Fundação Darcy Ribeiro, falou sobre o seu trabalho, por mais de dez anos, junto ao antropólogo brasileiro. “Ao receber o convite da CNTU imediatamente me veio à mente a frase com a qual Darcy inicia e finaliza a série de documentários O Povo Brasileiro, que realizei em 1999. Olhando fixamente para a lente de minha câmera e apontando o dedo para o espectador, ele diz: Preste atenção: nós temos que inventar o Brasil que nós queremos.”

Por isso, ela disse que a melhor contribuição que ela poderia dar ao debate era falar de Darcy, para quem o seu pensamento segue vivo. Segundo Ferraz, sem se filiar a nenhuma escola de pensamento, mas bebendo em muitas fontes, e conhecendo com alguma profundidade o país em que vivia, Darcy pode reler a história do Brasil e ousou fazer profecias sobre seu futuro. “Investigou o Brasil e os brasileiros. Foi antropólogo, educador, criador de universidades, romancista, político”, descreveu com admiração.

Darcy fez parte, prosseguiu na leitura de sua exposição, de uma geração de intelectuais e artistas que acreditava ser possível construir um projeto cultural abrangente para o Brasil e para a América Latina. “Um projeto destinado a revolucionar as estruturas do país e do continente, e não apenas a reformá-las”, apontou. E mencionou um discurso do brasileiro, em 1978, no México: “No meu ver, o que caracteriza a América Latina de hoje é o súbito descobrimento de que tudo é questionável. É necessário repensar tudo... Eu acredito que o que caracteriza a nossa geração é esta consciência mais lúcida e mais clara de que o nosso mundo tem de ser desfeito para ser refeito.”

Para ele, salientou a socióloga, nenhum modelo poderá jamais enquadrar o Brasil cheio de história e de possibilidades. “Por isso, é necessário conhecê-lo para poder reinventá-lo. Por isso é preciso decifrar os seus sinais para criar o novo.” E finalizou: “Acho que vale a pena ler Darcy Ribeiro para pensar sobre o Brasil que queremos.” Ferraz informou, ainda, que em 2022 o antropólogo faria 100 anos de idade. Leia aqui o discurso da socióloga na íntegra.

O compositor e maestro Jorge Antunes, professor titular da Universidade de Brasília (UnB), fez um paralelo, a partir de análise crítica do Hino Nacional, com a história política e social do País. De forma diferente ao estilo gongórico, como definiu, abriu sua exposição referindo-se ao projeto Brasil 2022, assim: “Seus idealizadores tiveram verdadeiro lampejo de inteligência. É mister elevarmos um viva sobre esse movimento para que possamos forjar novos, augustos e garbosos cidadãos, grandes e isentos, que com atitudes plácidas garantam de modo impávido um porvir sem grilões e cheio de esplendor.” Confira o texto lido por Antunes aqui.

Confira abaixo o Hino Nacional composto pelo maestro Jorge Antunes:

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP

 

 

 

 

 

 

 

O desafio de pensar o País que queremos em 2022 foi o grande objetivo da 9ª Jornada Brasil Inteligente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU), realizada no dia 1º de julho último, na sede dos engenheiros de São Paulo (SEESP), na Capital paulista. À abertura, o presidente da entidade, Murilo Celso de Campos Pinheiro, exortou os presentes a participarem desse grande esforço: “Temos como meta a melhoria da qualidade de vida de todos os brasileiros e inserir o País no rol dos países desenvolvidos.”

O diretor de Articulação Nacional da CNTU e idealizador da proposta, Allen Habert, disse que o dia era especial, porque unia os profissionais em torno de propostas comuns a partir do desenvolvimento com inclusão social. “O Brasil do Bicentenário da Independência e dos 100 anos da Semana de Arte Moderna deve ser uma síntese do nosso pensamento para mostrar à Nação que é possível construir uma sociedade do conhecimento”, defendeu.

Ele explicou que, simbolicamente, serão escolhidas 222 cidades brasileiras para criar uma espécie de “constituinte do saber” que deverá unir alguns eixos, como soberania, cultura, política, tecnologia, ciência e economia. “Somos quase 14 milhões de profissionais em todo o Brasil, e a CNTU representa uma importante parcela desse público e tem compromisso com a democracia.” Para ele, cada um dos presentes e participantes do projeto Brasil 2022 é um modernista do século XXI.

Quem participou também da abertura foi o vereador paulistano Gilberto Natalini (PV), para quem a sede do sindicato dos engenheiros é um espaço democrático e que já abrigou grandes causas e lutas sociais. Natalini se mostrou entusiasmado com a proposta da CNTU, pedindo licença, inclusive, para levar proposta de criação de uma frente suprapartidária com o mesmo propósito na Câmara Municipal de São Paulo. “Precisamos juntar forças para propor saídas e caminhos às dificuldades enfrentadas pelo País neste momento.”

Também participaram da mesa de abertura os presidentes das entidades que compõem a CNTU José Ferreira Campos Sobrinho (Odontologistas) e Ernane Rosas (Nutricionistas); o vice-presidente Waldir Pereira Gomes (Economistas); a representante dos farmacêuticos e vice-presidente da confederação Gilda Almeida de Souza e o arquiteto e designer Ruy Ohtake.

Arquitetura social
Na sequência, Ohtake apresentou a logomarca idealizada por ele para o projeto da CNTU, destacando que foi um desafio prazeroso mexer com o Brasil todo, o do presente e o do futuro. “Um presente que precisa resolver pendências, e um futuro que precisa ser do jovem”, observou. Ao mesmo tempo, elogiou o empenho da CNTU numa agenda que ele definiu como “realizadora, aberta e democrática”.
 

Ohtake falou sobre o grande desafio de criar uma logomarca que mexe
com o Brasil atual e o futuro. Foto: Beatriz Arruda.
 

Ohtake aproveitou para salientar o que ele considera fundamental às intervenções profissionais, estar ao lado das necessidades sociedade. “É esse lado que vai garantir a dignidade do nosso trabalho e fazer com que pensemos o que é habitar dentro de uma cidade”, exortou. Por isso, acredita que o Brasil não deve se limitar a obras mais sofisticadas, mas criar uma síntese com obras socialmente necessárias. Nesse sentido, ensinou que o arquiteto, por exemplo, não pode fazer o projeto apenas no escritório, “precisa ter contato com a comunidade”. E completou: “Nessa ação, aprendemos todos, e a comunidade acaba tendo reivindicações e propostas mais amplas.”

Confira aqui fotos da abertura aqui

 

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP

 

 

 

 

 

 

 

Nesta sexta-feira (1º/07), a partir das 9 horas, a CNTU realiza, na sede do SEESP, em São Paulo, a 9ª Jornada Brasil Inteligente, que terá como tema o projeto “Brasil 2022: o País que queremos”. Na pauta da atividade, discussões sobre economia, cultura e política, visando um salto socioeconômico, cultural e científico tendo o bicentenário da Independência como norte. 

Duas comemorações em 2022, o Bicentenário da Independência do Brasil e 100 anos da Semana de Arte Moderna, colocam desde já a questão fundamental dos destinos do País: a necessidade de conquistar o alargamento e aprofundamento da democracia e desenvolvimento nacional. O projeto Brasil 2022 é ato catalisador das potências criativas e vitais do País. 

“Mais do que comemorar, com o Brasil 2022, a CNTU pretende mobilizar a força simbólica desses dois acontecimentos. Unir as potências dos profissionais universitários com todas as demais potências criativas da ciência, tecnologia, inovação, das artes, da filosofia, da literatura, da educação. Enfim, unir as forças da cultura, respeitando-se as características de cada uma, mas proporcionando o diálogo, a interação entre elas, por um mundo melhor, pelo país que queremos e podemos produzir”, avalia Allen Habert, diretor de Articulação Nacional da CNTU e coordenador do evento. 

A Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU) é uma entidade representativa que reúne quatro federações e 56 sindicatos filiados. Com o projeto Brasil 2022, a confederação atua na criação de uma rede de parceiros e num conjunto de orientações iniciais para formular questões e respostas sobre as profissões universitárias e sobre o sindicalismo dos profissionais universitários. 

Esse panorama e perspectivas entram em debate no evento. Duas mesas-redondas, abordando soberania, cultura, política e economia rumo ao País que queremos, e a plenária do “Conselho das 1.000 cabeças” compõem agenda da atividade. 

A atividade terá transmissão ao vivo online neste link.

Programação

9h – Sessão de abertura 

9h30 – Apresentação da logomarca do projeto Brasil 2022: O País que queremos - Ruy Ohtake, arquiteto e designer 

10h – Mesa-redonda “Soberania e cultura rumo ao Brasil 2022”
Allen Habert, engenheiro, diretor da CNTU
Ceci Juruá, economista, conselheira consultiva da CNTU
Isa Grinspum Ferraz, socióloga e cineasta, diretora cultural da Fundação Darcy Ribeiro
Jorge Antunes, compositor e maestro, professor titular da Universidade de Brasília (UnB) 

14h – Mesa-redonda “Economia e política rumo ao Brasil 2022”
Carmen Cecilia Bressane, advogada, integrante da Auditoria Cidadã da Dívida
João Guilherme Vargas Netto, analista político, consultor sindical da CNTU
Odilon Guedes, economista, diretor da CNTU 

16h – 9ª Plenária do Conselho Consultivo da CNTU, o “Conselho das 1.000 Cabeças”

Posse dos novos Conselheiros Consultivos

Depoimentos dos conselheiros sobre “Ciência, tecnologia, inovação, educação  e  cultura  rumo  ao  Brasil  2022” 

18h – Encerramento 





Imprensa SEESP
Com informações da CNTU









 

No próximo dia 1º de julho, durante a 9ª Jornada Brasil Inteligente, o arquiteto Ruy Ohtake apresenta a logomarca que criou para o projeto “Brasil 2022: o País que queremos”. O engajamento à iniciativa da CNTU converge com uma trajetória de mais de 50 anos de carreira, desde a formação em 1960 na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), na qual vem cumprindo o desafio de aliar estética à cidadania e coloca o talento e a criatividade a serviço do bem-estar humano. “A arquitetura tem que encher os olhos da cidade. Tem que conseguir de alguma forma magnetizá-la e tem que mostrar o seu tempo. E pode ajudar a se ter uma cidade mais igualitária”, resume ele.


Fotos: Beatriz Arruda/SEESP
RuyOhtake 2 
Ohtake recebeu a imprensa da CNTU para uma boa conversa
 

Uma das grandes intervenções de Ohtake nesse sentido é o projeto do Condomínio Residencial de Heliópolis, como ele fez questão de batizá-lo no lugar do tradicional “conjunto habitacional” utilizado para moradias populares – ou os Redondinhos, como foram apelidados pelos moradores os prédios circulares criados pelo arquiteto. Localizado na comunidade de 190 mil pessoas na Zona Sul da capital paulista, o empreendimento abrigou 400 famílias nas duas primeiras etapas e receberá mais 400 quando estiver pronta a terceira. Selecionados entre os que viviam nas áreas de maior risco, às margens dos córregos poluídos que cortam o bairro e os que estavam na comunidade há mais tempo, os felizes habitantes dos Redondinhos aprovaram o projeto. Até porque participaram da sua concepção desde o início, conforme contou o arquiteto em entrevista ao portal da CNTU.

Na conversa, Ohtake falou ainda sobre a participação na Art Basel, em 16 de junho, quando fez uma palestra sobre criatividade e tecnologia aplicada à arquitetura, dando exemplos de obras como o Pavilhão do Menino Pescador, localizado em Ubatatuba, no litoral paulista, o Hotel Unique, em São Paulo, e o Aquário do Pantanal, em Campo Grande. Essas estão numa lista extensa de realizações, que, entre outras, incluem o Centro de Memória e Cultura USP Leste; o Hotel Renaissance, a Embaixada do Brasil em Tóquio, Japão; o Hotel Golden Tulip Brasília Alvorada, na Capital Federal; e o Centro Cultural de Jacareí (SP).

Um retrospecto de “quatro décadas de carreira, mais o período 2008 a 2015”, pode ser conferido no livro Ruy Ohtake – Arquitetura e Design, a ser lançado no dia 4 de julho, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo.


RuyOhtake 4Arquiteto ficou impressionado com o entusiasmo com que foi recebido em atividades no
sindicato dos engenheiros e, por isso, se colocou à disposição para trabalhos e palestras
 

O que o senhor achou do convite para criar a logomarca do projeto “Brasil 2022: o País que queremos”?
Ruy Ohtake - Há dois anos, estive no SEESP numa reunião, cuja pauta era a discussão de alguns itens importantes para os engenheiros e para o desenvolvimento do Brasil. No ano passado, fui premiado pelo sindicato (prêmio Personalidade da Tecnologia em Desenvolvimento Urbano). Eu me propus, dentro do programa que o sindicato tem de aperfeiçoamento profissional, a fazer algumas palestras. Me propus a isso diante do entusiasmo que vi lá, não só da diretoria, mas do auditório lotado naquela noite. Acho que nós, com um pouco mais de anos de trabalho, temos obrigação profissional e de cidadão de discutir com os mais novos, todas essas questões que o sindicato levanta. A programação que o sindicato faz para o seus profissionais, é muito importante. Se todos tivessem o mesmo entusiasmo e as mesmas proposições, seria um intercâmbio importante para a formação, cada vez mais ligando o trabalho de todos nós aos propósitos do Brasil. Foi por isso que quando o Allen (Habert, diretor da CNTU) me convidou para fazer a logomarca, eu aceitei de muito bom grado e com muito entusiasmo. É um desafio um pouco diferente do que estou habituado com projetos de arquitetura ou de urbanismo, mas busquei fazer uma síntese. Apresentei três estudos e resolveu-se pegar duas das alternativas e fundi-las. Será apresentada na sexta-feira.

Qual o papel da arte e da cultura numa agenda como essa?
O Brasil 2022 é uma oportunidade boa para rediscutir o ambiente que houve há 100 anos, numa espécie de revigoramento da arte brasileira. A Semana de Arte Moderna foi muito importante, marcou muito 1922. Ao comemorar os cem anos, é uma oportunidade muito adequada para dar o passo, não de discutir o passado, mas de propor o “para frente”. Esse é o desafio que a CNTU tem, de fazer um chamado em nível nacional. Com os recursos e a criatividade que o Brasil tem, precisamos avançar. Estive na Art Basel, participando de um fórum cujo tema foi criatividade e tecnologia, então mostrei que apesar de não termos o mesmo nível tecnológico que os Estados Unidos ou alguns países europeus, temos essa capacidade de liberdade de criatividade que pode contribuir no conjunto.

RuyOhtake 5Como foi a experiência de desenvolver os projetos para o bairro de Heliópolis? Qual a importância disso como arquiteto e cidadão?
Esse é o projeto que a gente chama de Redondinhos, apelido dado de forma muito carinhosa pela comunidade e que ficou conhecido até na Suíça. Foi feito entre 2008 e 2009. Eu já tinha contato com a comunidade de Heliópolis antes e tenho por ela respeito e carinho. Eles mostraram que uma parte do futuro do Brasil está lá. Quem acredita no Brasil tem que acreditar em comunidade. Comecei a usar essa frase nas palestras, porque aquela comunidade é uma coisa impressionante. Tenho ido lá a cada 15 dias, com ou sem trabalho; às vezes só para tomar uma cachacinha no bar do Geraldo. Quando começamos, minha preocupação era que trouxesse dignidade para os moradores. Independe o custo, pode ser uma obra requintada ou simples, mas ambas devem ter dignidade. Fizemos uma mesa redonda com a comunidade e o resumo foi o seguinte: “Ruy, a gente não sabe viver em prédios muito grandes, com aqueles corredores. Se você puder pensar alguma coisa que não tenha corredor, seria ótimo.” Esses corredores tendem a virar lugar paras crianças andarem de skate, ou para as mulheres venderem bolo caseiro, mas também entram as drogas e a prostituição.
A ideia inicial foi um prédio de planta pequena, quadrado, com quatro apartamentos e a escada no centro. Mas toda intervenção que eu faço como arquiteto tem a questão da dignidade, mas também a plástica, a estética. Então, depois de uns 20 dias estudando voltei lá com uma proposta. Na hora que eu faço um círculo, não pode se colocar outro justaposto, tenho que automaticamente separar um do outro. Então, isso garante insolação, ventilação e um visual que eles nunca tiveram. Aprovar na Secretaria da Habitação foi um parto. Eles estão acostumados a fazer um prédio comum com corredor longo, que dá um aproveitamento X do terreno; os redondos dava menos. Após seis meses de discussão, a Prefeitura acabou topando. Colocamos o estacionamento fora do gradil que cerca a área e os redondinhos tem a seguinte característica: o chão é dos meninos, não tem que disputar com os carros. Ou seja, ficou um parque. É um projeto que pode ser colocado em qualquer bairro. A arquitetura pode ajudar a ter uma cidade mais digna, mas igualitária. A primeira etapa, para 200 famílias, foi concluída há três anos e foi um sucesso. Então, foi feita a segunda para mais 200. Está em construção a terceira etapa para 400 famílias. E não chamamos de conjunto habitacional, termo que traz tristes memórias, mas de Condomínio Residencial de Heliópolis. Qualquer trabalho nas comunidades carentes tem que ter esse lado da cidadania, não é só o profissional.

Qual o propósito estético da sua arquitetura, marcada pela curvas e cores?
A arquitetura tem que encher os olhos da cidade. Tem que conseguir de alguma forma magnetizar a cidade. E tem que mostra o tempo. Vamos voltar ao projeto da CNTU. Há cem anos, foi importante o movimento, então vamos tentar fazer um novo para os próximos cem. Essa questão dos movimentos refletirem a contemporaneidade é muito importante. E o Brasil é um país que sempre utilizou cores. Você vai ao interior da Paraíba, as casas são coloridas. E não é corzinha europeia, é a cor forte, a cor que eu chamo de compromisso. Desde recém-formado, comecei a usar cor, mas era um pecado. Até dez anos, acho que fui o único arquiteto que usava cor. E a curva exige um pouco mais de sensibilidade de quem constrói. Os materiais que nós temos são todos retos.

Qual a sua obra preferida?
Eu gosto de todas; a predileta é sempre a próxima que ainda não sei qual é.

 

Rita Casaro
Comunicação CNTU

 

 

 

 

 

 

 

 

Debater as dificuldades do presente e lançar luz sobre um futuro possível. Com esse objetivo, a Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU) reunirá as lideranças sindicais das seis categorias que compõem a entidade, de cinco federações e 97 sindicatos, além de conselheiros consultivos e parceiros. O 3º Encontro Nacional da CNTU será realizado nesta quinta-feira (10/12), das 9h às 21h, na sede do SEESP, na cidade de São Paulo.


CNTU aovivo DEZ2015Clique aqui para assistir ao vivo online aqui

Com o tema “Democracia e Desenvolvimento”, o evento pretende contribuir para a construção de uma soberania cidadã, ao relacionar as duas palavras e discutir ideias para a luta contra a recessão econômica, com o processo de ampliação da democracia e o desenvolvimento, com inclusão social. Esse binômio também pode ser entendido pela necessidade contemporânea de desenvolver a política e democratizar a economia como grandes desafios da atualidade no Brasil.

No período da manhã, será realizada a mesa-redonda “O direito à educação continuada dos profissionais universitários e sua importância para o desenvolvimento brasileiro”. Contando com apresentações de sete especialistas, o debate ilustra a campanha da CNTU denominada “Brasil Inteligente – Por um sistema nacional de educação continuada dos profissionais universitários”, que busca criar uma legislação e um ambiente cultural no País que incentivem e promovam a educação permanente dos 15 milhões de brasileiros que possuem um diploma universitário.

Para a entidade, o aprimoramento continuado de todos os trabalhadores, com atenção especial na porção mais escolarizada da população, é decisivo para o crescimento da produtividade da economia brasileira  e  para o desenvolvimento científico, tecnológico e inovacional  do País. “Cada palestrante irá trazer a dimensão e a importância da educação continuada em sua categoria profissional. Assim, poderemos entender os desafios e o impacto disso, uma vez que a educação é transversal a todos os profissionais”, destaca Allen Habert, diretor de Articulação Nacional da CNTU e coordenador do encontro.

A programação do turno vespertino começará com a conferência “Caminhos para o País que queremos”, que será proferida pelo economista e professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Ladislaw Dowbor. O tema está ligado ao escopo do projeto “Brasil 2022: o país que queremos”, proposto pela CNTU no contexto da comemoração altiva do Bicentenário da Independência do Brasil. Isso significa constituir, desde já, um processo de mobilização social de orientação democrática para desenvolver a soberania cidadã, por meio do debate criativo, com o uso de várias linguagens, experiências, e singularidades.

“A CNTU é uma entidade de cúpula e não apenas um conjunto matemático de categorias profissionais. Ela representa uma visão conjunta, buscando eliminar a ideia segmentada e procurar soluções para os problemas existentes. Hoje o cenário é mais complexo e os debates ajudarão a criar novas políticas e ideias para construirmos o futuro que queremos”, explica Habert.

Jovem profissional
Na véspera do 3º Encontro da CNTU, em 9 de dezembro, o Departamento do Jovem Profissional da CNTU promove o seminário "Juventude e mercado de trabalho", das 9h às 18h. No período da manhã, será feita a apresentação do “Mapeamento das condições socioeconômicas das seis profissões da CNTU”. O estudo foi elaborado e será apresentado pelo professor Waldir Quadros, da Unicamp, que é especialista em economia do trabalho.

Tomando como base o tripé “trabalho, política e cultura”, o seminário também marca o lançamento do Departamento do Jovem Profissional da CNTU. “O objetivo do evento é reunir a juventude que já milita no movimento sindical para discutir e construir essas diretrizes que irão nortear as ações do Departamento”, explica Marcellie Dessimoni, coordenadora da ação.

Premiação
À noite, como acontece a cada ano, a CNTU realiza a cerimônia de entrega dos troféus e diplomas a sete personalidades profissionais, sendo seis delas indicadas pelas federações filiadas, e o sétimo, em Excelência em Gestão Pública,  indicado pela  diretoria da CNTU. O Prêmio Personalidade Profissional da CNTU encontra-se em sua 5ª edição, contando já com uma expressiva galeria de homenageados.

Confira a programação completa do 3º Encontro Nacional da CNTU em http://goo.gl/rmBffK.

O 3º Encontro Nacional da CNTU, no dia 10 de dezembro, terá transmissão ao vivo online em http://goo.gl/WJK6er.



 

Imprensa SEESP








Entre as bandeiras e propostas ao País defendidas pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU), está a criação de um sistema de educação continuada como política de Estado. O objetivo é tornar exequível o consenso já existente quanto à necessidade de “estudar para o resto da vida”.

Assim, temos  debatido o tema com os profissionais de nossa base e estabelecido diálogo com diversos atores sociais,  a fim de desenhar um modelo que atenda à demanda por qualificação não só das categorias ligadas à nossa confederação, mas de todo o contingente de formação universitária que hoje soma em torno de 15 milhões de pessoas no Brasil.

Em linhas gerais, propõe-se a aprovação de um projeto de lei que assegure aos profissionais 12 dias por ano, sem prejuízo de remuneração, para que se dediquem a atividades de educação continuada. Uma iniciativa dessa natureza, além de ser uma necessidade, tem respaldo na Constituição Federal e nas convenções 140 e 142 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), das quais o Brasil é signatário. Também criaria instrumento para ampliar a ação do Ministério do Trabalho e Emprego no que diz respeito à qualificação da mão de obra nacional.

Essa discussão, que vem amadurecendo ao longo do tempo, ganha agora destaque nesta quarta edição da revista Brasil Inteligente, que aborda o tema em matéria de capa e traz um amplo apanhado da realidade nacional em educação continuada e dos desafios colocados. Qual o papel das empresas, dos governos e dos próprios profissionais nessa empreitada? Como as tecnologias de informação e o ensino a distância podem contribuir para que se dê o salto necessário e quais são os limites desses instrumentos?

Abordando o tema de forma mais ampla, Brasil Inteligente coloca em debate também que modelo de formação se almeja em todos os níveis. Para além de cumprir metas quantitativas – que não podem ser desprezadas – e de se pensar a qualificação da população como essencial ao desenvolvimento, como a educação pode se tornar um instrumento de transformação, contribuindo para a construção de uma sociedade solidária e inclusiva e favorecendo a cidadania plena.

Completando essa rica pauta, dois artigos apontam a situação do acesso à graduação e dos programas de pós no País, indicando que, se ainda há muito a fazer, ao menos já se avançou significativamente nesses campos.

Compõem ainda esta edição uma retrospectiva das mais importantes atividades da CNTU no segundo semestre de 2014 e no primeiro de 2015, a preciosa colaboração de vários especialistas e a fundamental participação das nossas federações e dos membros do Conselho Consultivo da CNTU. Por fim, a revista desenvolve os objetivos do projeto Brasil 2022, que, com o horizonte do bicentenário da Independência, propugna por avanços fundamentais no nosso País. Dá, assim, a senha para que sigamos na luta, unidos e determinados.


Murilo Celso de Campos Pinheiro
Presidente


 


* Editorial publicado na Revista Brasil Inteligente, nº 04










Nesta quinta-feira (27/8), durante a abertura do II Seminário Internacional de Integração dos Trabalhadores Universitários, promovido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU), foi lançada a quarta edição da Revista Brasil Inteligente, que tem como tema central a educação continuada.


Foto: Beatriz Arruda/Imprensa SEESP
lancamento Revista Brasil Inteligente 4 600 Larg
Murilo Pinheiro lança Revista Brasil Inteligente nº 4


Fruto de um trabalho em equipe, de diretores da Confederação, coordenados pelo diretor de Articulação Nacional da CNTU, Allen Habert, a publicação traz em suas 90 páginas temas de relevância nacional. A Educação, por exemplo, é esmiuçada em cinco matérias que falam sobre o acesso ao Ensino Superior; Pós-Graduação; educação continuada – uma das campanhas do projeto Brasil Inteligente, denominada Sistema Nacional de Educação Continuada dos Profissionais Universitários -; entre outros.

“Para nós é uma honra ter essa revista, tão bem elaborada. Ela aprofunda os temas debatidos pela Confederação. Ela não tem só capa, ela tem conteúdo. É como aquele livro que pegamos novamente para reler”, destacou Murilo Celso de Campos Pinheiro, presidente da CNTU, que integrou a mesa de abertura.

Ao final do lançamento, Pinheiro parabenizou o trabalho dos dirigentes da entidade na produção da revista, em especial a Allen Habert, “que dedicou a realização dessa edição muitas horas de sua rotina”, e a Rita Casaro, assessora de comunicação da entidade, e a todos os que “apoiaram e engrandeceram a publicação com contribuições”.

Pinheiro frisou a importância do papel da entidade em promover discussões e estimular a participação de todos nas questões da sociedade brasileira. “A CNTU está firme, forte, presente, pronta e cada vez mais legítima na discussão das questões da sociedade brasileira”, enfatizou.

A revista é impressa e também está disponível na versão online, no site da CNTU. Conheça em primeira mão a quarta edição da Revista Brasil Inteligente: Brasil Inteligente nº 4


Deborah Moreira
Imprensa SEESP





Entre as campanhas da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU) está a da "Por uma alimentação saudável e contra o uso abusivo de agrotóxicos", elaborada pela Federação Interestadual dos Nutricionistas dos Estados de Alagoas, Bahia, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco e São Paulo (Febran). Em junho de 2014, inclusive, a entidade realizou o debate, na 5ª Jornada Brasil Inteligente, sobre o tema e participou de audiência pública na Câmara Municipal de São Paulo. Em ofício enviado em 3 de março último ao prefeito paulista Fernando Haddad, o presidente da confederação, Murilo Celso de Campos Pinheiro, solicitou a promulgação do Projeto de Lei 451/2013, aprovado em 11 de fevereiro último, pela Câmara Municipal de São Paulo, que dispõe sobre a obrigatoriedade de inclusão de alimentos orgânicos na alimentação escolar no âmbito do sistema municipal de ensino de São Paulo. 


Foto: Beatriz Arruda
Ernane CNTU editada 
Ernane Silveira Rosas participa de audiência pública, na Câmara Municipal de São Paulo, em junho de 2014 

 

A boa notícia é que o prefeito, na quarta-feira (18/3), sancionou a matéria que teve publicação, no Diário Oficial do Município, como a Lei Municipal 16.140/2015. Pinheiro, no documento, destaca que a sanção do PL constitui “em passo concreto para a implantação de uma política de segurança alimentar e nutricional e para o fortalecimento da agricultura orgânica e familiar no Município de São Paulo”.   

Pinheiro também destacou que o Brasil, infelizmente, ganhou o título de “tricampeão mundial” no consumo de agrotóxicos, muitos deles já banidos em seus países de origem por comprovados malefícios à saúde. E alertou: “Muitos agrotóxicos são comprovadamente cancerígenos, além de contribuir no desenvolvimento de outras doenças, como vários trabalhos científicos vêm demonstrando.”

No lançamento da campanha, em dezembro de 2013, na 3ª Jornada Brasil Inteligente, Ernane Silveira Rosas, presidente da Febran, disse que, em 2010, 1 bilhão de litros de agrotóxicos foram jogados na agricultura nacional, equivalente a cerca de 5,2 litros desse produto por habitante ao ano. Rosas criticou, ainda, o que classifica como monopólio do setor, dominado apenas por seis empresas multinacionais - Basf, Bayer, Monsanto, Syngenta, Dow e Du Pont. “É um absurdo que bilhões de pessoas estejam nas mãos dessas empresas, que faturaram, em 2010, 7,3 bilhões de dólares e, no ano passado, 8 bilhões.”

Política de estado
A sanção do projeto, além de dar prioridade à aquisição desses produtos, permite ao município pagar até 30% mais que o valor de alimentos similares convencionais. Com a lei, ações que vem sendo adotadas pelo Departamento de Alimentação Escolar (DAE), desde o início de 2013, tornam-se política de estado, independente da mudança de governo.

Até 2012, apenas 1% dos recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) eram investidos em produtos da agricultura familiar na educação municipal. Atualmente, os investimentos somam 17%. O novo Plano Diretor, em vigor desde o ano passado, também demarcou uma zona rural, em especial, na região sul da cidade, em Parelheiros, garantindo financiamentos e incentivos para a produção agroecológica em São Paulo.

“É óbvio que não conseguiremos comprar orgânicos no mesmo preço que o alimento produzido em latifúndios. Por isso, é preciso de uma autorização legal para que pagando um pouco a mais, ir introduzindo o alimento orgânico nas escolas e fazer com que as crianças fiquem mais saudáveis”, afirmou o prefeito Fernando Haddad.

Até agora, para as crianças, já foram comprados 252 mil litros de suco de uva integral, 5 milhões de sachês de 200 ml de suco de laranja integral, mil toneladas de arroz orgânico e 520 toneladas de feijão carioca. Foram adquiridos ainda 300 mil litros de suco de uva integral, 360 toneladas de arroz parboilizado, 90 toneladas de carne suína, 512 toneladas de banana nanica e 194 toneladas de banana prata de pequenos produtores que usam menos agrotóxico. As compras tinham como base a Lei Federal 11.326 de 2006, semelhante a municipal.

“Essa lei vem legitimar uma ação que é de uma gestão. Quando se tem uma legislação, a gente passa a ter o alicerce de uma política de estado. O prefeito poderá sair que o novo postulante ou quem estiver no cargo terá de cumprir. Essa legislação municipal dialoga estreitamente com a legislação federal”, afirmou a diretora do Departamento de Alimentação Escolar, Erika Fischer.

Autores da lei
De autoria dos vereadores Gilberto Natalini, Ricardo Young, Goulart, Nabil Bounduki, Dalton Silvano e Toninho Vespoli, o Projeto de Lei 451/2013 foi aprovado em segunda votação no dia 11 de fevereiro deste ano.

* Com informações da Prefeitura Municipal de São Paulo



Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP









 

A 7ª Jornada Brasil Inteligente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU) terá transmissão online ao vivo (para assistir clique aqui), nesta sexta-feira (12/12), a partir das 14 horas. O evento, que será realizado no auditório SEESP, na Capital paulista (Rua Genebra, 25, Bela Vista), debaterá o projeto “Brasil 2022”, que propõe avanços essenciais ao País tendo como horizonte a comemoração do Bicentenário da Independência.

 

CNTU 12DEZ2014

 

Será lançada, ainda, a publicação “A CNTU e a luta das mulheres”, que faz um resgate dessa discussão e aponta caminhos para a confederação, assim como para suas federações e sindicatos filiados buscarem avanços na luta pela emancipação feminina. Também serão apresentados os 15 departamentos temáticos da confederação e dada posse aos novos membros do conselho consultivo, dando início à plenária geral desse importante fórum da confederação.

Premiação
A partir das 19 horas, acontece a entrega da quarta edição do prêmio “Personalidade Profissional”, que homenageia uma figura de destaque em cada um das categorias ligadas à CNTU, além de uma em “Excelência na gestão pública”. Os profissionais são indicados pelas federações e entidades que integram a entidade, por suas contribuições destacadas à sociedade durante o ano.

Os agraciados são: em economia, Gilson de Lima Garófalo; na engenharia, o prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre Aguiar; em farmácia, Waltovânio Cordeiro de Vasconcelos; em medicina, Eleuses Paiva, em nutrição, a coordenadora do programa nacional de alimentação escolar, Albaneide Peixinho; em odontologia, José Tadeu de Siqueira; em excelência na gestão pública, o consultor sindical João Guilherme Vargas Netto.

 

 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP
Com informações da CNTU








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