GRCS

Comunicação FNE*

Engenheiros de Santos estão preparando um manifesto em que defendem a manutenção da navegação na Hidrovia Tietê-Paraná, por sua importância para o escoamento de cargas em direção ao Porto de Santos. O documento intitulado Carta Moção de Comunhão Hidroviária  está circulando entre organizações e autoridades e recebendo assinaturas.

A iniciativa é da Associação de Engenheiros e Arquitetos de Santos (AEAS) que pretende encaminhar a carta ao governador Geraldo Alckmin; o secretário estadual de Logística e Transportes, Laurence Lourenço; o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, e diretores das agências nacionais de Águas (ANA), de Transportes Aquaviários (Antaq) e de Energia Elétrica (Aneel), além de deputados da Baixada Santista e da publicação na imprensa.

A hidrovia pode ser afetada pela redução dos níveis de suas águas, para priorizar a produção de energia elétrica. O perigo de inviabilização da hidrovia  foi tema do seminário Hidrovia Já, realizado pela AEAS em 17 de outubro.

 

Foto: Gilberto Marques/ A2img -- Fotospublicas.com
Hidrovia TietêParaná Foto Gilberto Marques A2 600

 

 

*Federação Nacional dos Engenheiros

 

 

 

 

Da Agência Fapesp*

Os estudos do Projeto Metrópole, com apoio da Fapesp, demonstram que a cidade de Santos, no Estado de São Paulo, já está exposta a tempestades, erosão e intrusão de água salgada, de acordo com a Assessoria de Comunicação do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

Há uma tendência das alterações climáticas e a subida do nível do mar intensificarem esses riscos, conforme pesquisa coordenada pelo climatologista José Marengo, do Cemaden.

Esses impactos foram observados também em Broward, nos Estados Unidos, e Selsey, na Inglaterra. Iniciativa internacional com pesquisadores brasileiros, norte-americanos e ingleses vem desenvolvendo, desde 2013, estudos sobre adaptação às mudanças climáticas em áreas costeiras.

Os dados da pesquisa fazem projeções dos impactos associados à elevação da temperatura oceânica e chuvas extremas, além do aumento do nível do mar e aumento na frequência e na intensidade das tempestades. Esses fatores podem gerar deslizamentos de terra, enchentes urbanas e contaminação das águas subterrâneas. Na situação atual, as áreas suscetíveis à inundação já apresentam problemas de drenagem.

Na cidade de Santos, no litoral paulista, os estudos projetam que as mudanças climáticas provocarão a subida do nível do mar em pelo menos 18 centímetros até 2050, podendo chegar até 45 centímetros em 2100. Essa elevação do nível do mar poderá chegar a dois metros, durante a ocorrência de marés altas, tempestades e as ressacas.

“As adaptações serão necessárias, não há como escapar. E não estamos falando sobre mudanças do clima em um futuro distante – é preciso entrar em ação agora”, afirmou o pesquisador.

Medidas de minimização de impacto
Entre as medidas estratégicas indicadas às cidades costeiras para a gestão da adaptação, podem-se destacar o monitoramento da mudança do clima e as avaliações dos desastres socioambientais, para adequar a situação das mudanças ocasionadas ao longo do tempo.

O trabalho científico aponta dois caminhos para a preparação e diminuição dos impactos das mudanças climáticas nas áreas costeiras: as medidas proativas e planejadas para preservar e proteger os recursos – antecipando-se aos impactos (adaptação planejada) – e as medidas reativas/emergenciais, implementadas após o impacto das mudanças climáticas.

O Projeto Metrópole é uma coprodução entre a comunidade científica, os tomadores de decisões e a população. Santos foi escolhida para o projeto, segundo Marengo, porque tem os dados mais completos sobre variações de marés e o georreferenciamento mais preciso entre as cidades litorâneas. Os métodos utilizados podem ser replicados em qualquer cidade da costa brasileira.

A pesquisa aplicada desenvolvida nos últimos quatro anos faz uma avaliação conjunta sobre possíveis impactos da elevação do nível do mar, extremos de chuva e tempestades na frequência e intensidade das inundações costeiras que afetam a Ponta da Praia, no município de Santos. Segundo os dados científicos, estes impactos podem aumentar no futuro.

Mais informações: www.cemaden.gov.br/pesquisa-alerta-para-medidas-antecipadas-aos-impactos-provocados-pela-elevacao-das-mares-nas-cidades-costeiras/.

* Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo

 

Comunicação SEESP
Com informações da assessoria do Sintracomos

Na última segunda-feira (28/08), sindicatos de trabalhadores da Baixada Santista elegeram uma comissão que ficará responsável de reunir propostas para dinamizar a economia e combater o alto desemprego na região. A ideia é encaminhar esse material ao Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana (Condesb), órgão que reúne nove municípios. Na terça-feira (29), a comissão participou de reunião do conselho onde informou os encaminhamentos aprovados. 


Foto: Vespasiano Rocha/Sintracomos
Sindicatos de trabalhadores participam de reunião do Condesb, no dia 29 de agosto.

Segundo o presidente da regional do SEESP, Newton Guenaga Filho, que integra a comissão, os representantes dos empresários e das universidades também devem encaminhar suas propostas. Já o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Montagem e Manutenção Industrial de Santos (Sintracomos), Macaé Marcos Braz de Oliveira, salientou a importância do canal aberto junto ao Condesb e que isso seria uma “oportunidade de consultar os sindicatos sobre o grave problema que atinge mais de 50 mil pessoas” nas nove cidades que forma a região metropolitana (Bertioga, Guarujá, Santos, Cubatão, São Vicente, Praia Grande, Itanhaém, Mongaguá e Peruíbe).

 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP

A Delegacia Sindical do SEESP na Baixada Santista está participando ativamente da discussão sobre a implementação de políticas de desenvolvimento para geração de empregos na região. Um dos grandes impactos na economia local se deu quando a linha de produção de aço da Usiminas foi fechada, no polo industrial de Cubatão. À época, em 2016, foram demitidos mais de 4 mil trabalhadores, entre empregados diretos e terceirizados da siderúrgica, com reflexos em cascata em outras fábricas e serviços locais.

>> Encolhimento da Usiminas elimina milhares de empregos e afeta região

Naquele momento, lembrou o presidente da Delegacia Sindical do SEESP, Newton Guenaga Filho, criou-se o Fórum Cresce Baixada com sindicatos de trabalhadores, cujos representantes se reuniram com setores sociais, empresarial e prefeituras da região. Agora, informou o dirigente, viabilizou-se um canal direto de discussão com o Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb) – órgão que abrange nove prefeituras, cujo presidente atual é o prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão. Na terça-feira última (22), foi realizada reunião ampla, com a presença de quase 40 sindicatos de trabalhadores, em Cubatão, e a participação do prefeito. Foram debatidas diversas ações, entre essas a instalação de um estaleiro naval e de uma fábrica de material ferroviário.

A região, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, já perdeu mais de 48 mil postos de trabalho de 2014 para cá. Uma situação, destacaram os participantes da reunião do dia 22, totalmente incompatível com o perfil da Baixada, que tem 23 indústrias de base, além do maior porto da América Latina. Entre as ações definidas também está a formação de um conselho com todos os segmentos – trabalhadores, universidades, empresários e prefeituras – para definir uma proposta de ação para reverter o quadro de estagnação econômica da Baixada Santista. Nova reunião ficou agendada para o dia 28 de agosto próximo.

>> Confira reportagem de TV local aqui

 

Os resultados das caracterizações físicas e gravimétricas de resíduos domiciliares realizadas nos nove municípios da Baixada Santista, que fazem parte do projeto de criação do Plano Regional de Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos (PRGIRS), apontaram que as cidades com maior geração de resíduos úmidos (ou seja, orgânicos, rejeitos e sobras) foram Santos (72%), São Vicente (65%), Cubatão (64%), Mongaguá (63%) Peruíbe (61%) e Praia Grande (60%). O estudo que está sendo realizado pelo Laboratório de Resíduos e Áreas Contaminadas do IPT apontou ainda as cidades de Bertioga (55%), Guarujá (55%) e Itanhaém (54%) como aquelas de menor geração de resíduos úmidos.

A caracterização da composição gravimétrica é feita para conhecer o percentual de cada componente presente em uma massa de resíduos e avaliar o potencial regional de reciclagem. A composição gravimétrica da geração média dos municípios da Baixada Santista apontou ainda uma predominância de materiais orgânicos (42%), vindo a seguir plástico (19%), rejeitos (17%), têxteis em geral (5%), papel (5%) e papelão (4%). Estes números representam a campanha de amostragem realizada pelo IPT na coleta regular de lixo durante a alta temporada (fevereiro de 2017).

Em abril de 2017 foi também realizada pelo IPT mais uma campanha de amostragem na Baixada Santista, que possui uma área de 2.420 quilômetros quadrados e abriga 1.765.431 habitantes, segundo dados da Fundação Seade de 2016. Essa segunda campanha foi realizada nas cooperativas de reciclagem, para os resíduos provenientes da coleta seletiva: os principais materiais presentes foram papelão (17%), vidro (15%), papel (11%) e metais ferrosos (6%).

A segunda caracterização não foi feita em Mongaguá porque um processo de transição de gerência da cooperativa estava em tramitação, com a implantação de um novo sistema de coleta seletiva; para Bertioga, foram aproveitados os dados do Projeto RSU Energia, tanto da caracterização da coleta regular quanto da seletiva feitos em janeiro e em abril de 2016, respectivamente.

Os critérios adotados para a caracterização em cada município foram adequados conforme a disponibilização de infraestrutura de trabalho, o espaço disponível para a homogeneização das amostras e a setorização dos municípios. A equipe do IPT procurou obter amostras que fossem representativas da geração de resíduos em todos os municípios. “Com exceção de Cubatão e São Vicente, que não possuem áreas de transbordo, foram obtidas amostras representativas de todos os setores, atingindo assim, uma abrangência de 100% da coleta”, explica a pesquisadora Fernanda Peixoto Manéo, do Laboratório de Resíduos e Áreas Contaminadas.

Os municípios com áreas de transbordo, que foram disponibilizadas para a execução do levantamento, foram Bertioga, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Praia Grande e Santos – além disso, em Peruíbe, a caracterização ocorreu no aterro municipal. Em Praia Grande e em Mongaguá, houve dificuldade nos trabalhos devido à presença de catadores na área de transbordo – ainda assim, foi possível obter amostras intactas, mas de uma quantidade menor de caminhões. Em Itanhaém e em Peruíbe, uma quantidade menor de amostragem de caminhões foi obtida, mas também de todos os setores.

A caracterização física e gravimétrica faz parte da segunda etapa da elaboração do PRGIRS que deverá ser finalizada no próximo mês de julho. Esta semana, três oficinas microrregionais serão realizadas: a primeira acontece hoje, 21 de junho, na Praia Grande, e as outras duas amanhã, dia 22, no Guarujá, e no dia 23 em Peruíbe, para apresentar e discutir os primeiros dados levantados. Audiências públicas acontecerão no início de julho, quando os dados consolidados serão apresentados e avaliados pela sociedade de maneira participativa.

 

Reprodução de notícia do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT)
Comunicação SEESP

 

 

 

 

 

Gestão lixo baixadaA sociedade terá participação garantida na elaboração do plano de gestão integrada de resíduos da Baixada Santista, por meio de oficinas e audiências públicas. A primeira das quatro etapas dos trabalhos – Mobilização e Divulgação Social – tem início previsto para março, com a realização de um encontro regional aberto ao público. Em janeiro, técnicos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), da Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem) e da Câmara Temática do Meio Ambiente e Saneamento do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb) concluem o cronograma das ações.

As informações são de Cláudia Echevenguá, pesquisadora do Laboratório de Resíduos e Áreas Contaminadas do IPT e coordenadora do plano. Cláudia participou da reunião do Condesb, nesta terça-feira, 20 de dezembro, para dar esclarecimentos sobre essa fase de Mobilização Social e Divulgação. “O objetivo é garantir a participação de todos os envolvidos, desde aqueles que geram resíduos domiciliares, de construção civil, pó de varrição etc., até empresas e entidades que trabalham, por exemplo, com coleta, transporte, reciclagem e processamento de materiais. Este envolvimento é fundamental para dar transparência ao processo”, afirmou. Todas as ações, relatórios e cronogramas do trabalho ficarão disponíveis nos sites do IPT e da Agem, que terá, inclusive, seção na qual o cidadão e/ou representantes de entidades poderão registrar suas sugestões.

A pesquisadora do IPT explicou que o trabalho terá base no 'tripé da sustentabilidade', considerando os aspectos econômico, social e ambiental. “São vários segmentos e interesses envolvidos e a gente precisa primar pela isenção tecnológica. Vamos analisar todos os processos e possibilidades para apontar soluções adequadas e integradas. A proposta é um plano regional, por isso, serão necessários os arranjos municipais, para buscar alternativas consorciadas, de apoio mútuo.”

Claudia ressaltou que é importante que os novos prefeitos disponibilizem rapidamente os dados necessários para que o IPT possa realizar um levantamento mais completo sobre a região. “Precisa ter uma base de informações e diagnósticos para poder trabalhar. Os responsáveis legais pelos resíduos são os prefeitos. Precisamos ter a transição e conversar com as novas gestões. Sem essas informações disponíveis para poder avaliar os cenários e as possibilidades, fica muito difícil”, esclareceu.

 

 

Comunicação SEESP
Reprodução de notícia do IPT

 

 

 

 

 

 

 

O encerramento da produção de aço na Usiminas em Cubatão (SP), no final de 2015 e início deste ano, teve como reflexo a extinção de mais de sete mil postos de trabalho diretos na empresa, entre contratados e terceirizados, e dispensas também na área de fertilizantes e fabricação de cimento. Por isso, o Fórum Cresce Baixada, criado no bojo dessa situação de crise e formado por sindicatos de trabalhadores e outras representações sociais, está sugerindo a realização de uma conferência regional para discutir os reflexos dessa desativação à economia local, e principalmente alternativas ao caos criado. Tal demanda foi encaminhada, em 25 de outubro último, à presidência do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb) – órgão que reúne as nove prefeituras da Região Metropolitana da Baixada Santista (RMBS) e o Governo do Estado de São Paulo.

O presidente da Delegacia Sindical do SEESP na Baixada Santista, Newton Guenaga Filho, um dos signatários da proposta, observa que a conferência tem como intuito reunir diversos segmentos para discutir “de fato propostas para minorar os problemas do polo industrial de Cubatão bem como do restante das cidades da região. Estamos vendo a Baixada encolher, com reflexos diretos no seu desenvolvimento social”. Ele questiona: “Como ficar indiferente a uma situação que jogou milhares de pessoas no mundo do desemprego e faz a região retroceder nas suas atividades econômicas?”

Outra categoria afetada foi a dos trabalhadores de empreiteiras, mais de três mil perderam o emprego na siderúrgica. Para o diretor do sindicato da categoria (Sintracomos), Luiz Carlos Andrade, a região não pode abrir das atividades do polo industrial de Cubatão. “Não dá para desistir de uma luta que está ligada diretamente à sobrevivência das pessoas”, avalia.

A proposta do Fórum é que a conferência reúna representantes de todos os Executivos e Legislativos da RMBS; dos governos do Estado e Federal; das instituições ligadas à indústria, como Fiesp e Ciesp; associações comerciais; universidades; a área estudantil universitária; e os sindicatos de trabalhadores. “Acreditamos que precisamos sentar e discutir o futuro da Baixada Santista. Simplesmente ignorar a situação não vai resolver o problema”, salienta Guenaga.


JE494 capaLeia mais sobre as demissões da Usiminas aqui


Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP







 

A Delegacia Sindical do SEESP na Baixada Santista também se junta ao esforço do sindicato em garantir um espaço democrático para que todos os candidatos à Prefeitura possam apresentar suas propostas e, ainda, discutirem com profissionais e a sociedade temas importantes para garantir cidades mais sustentáveis e melhores para as pessoas.

Nesse sentido, a delegacia sindical, juntamente com o Sindicato dos Urbanitários da Baixada Santista (Sintius) e o apoio do apoio do Conselho Sindical da região, realiza o Ciclo de debates “A engenharia e a cidade”. Já estão confirmadas a presença de três postulantes: Paulo Schiff (PDT), no dia 30 próximo; Carina Vitral (PCdoB), no dia 20 de setembro; Débora Camilo (PSOL), dia 22 de setembro, e Marcelo Del Bosco (PPS), dia 27 de setembro. Os debates serão realizados sempre às 18h30, na sede do Sintius, na Rua São Paulo, 26, Vila Belmiro, em Santos.


 

Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP








O Sistema de Porta de Plataforma (PSD – Plataform Screen Doors) do VLT da Baixada Santista começou a ser instalado nas estações do trecho entre Barreiros, em São Vicente, e a Estação Porto, em Santos. A Estação Bernardino de Campos, na cidade santista, é a primeira a receber este equipamento que tem a função de organizar o embarque no veículo, propiciando ainda mais segurança aos passageiros. É similar ao existente na Linha 4 Amarela do Metrô de São Paulo e representa um investimento de R$ 35,5 milhões.

O Consórcio Bosung-Arquitrave, contratado pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU/SP) por meio de licitação pública, fornecerá 15 Sistemas de Porta de Plataforma. O processo de instalação iniciou com a fixação das colunas e vigas de suporte em aço galvanizado que fazem parte da infraestrutura fabricada no Brasil. Na Coréia do Sul foram fabricados os sistemas eletromecânicos e os vidros laminados com espessura de 8 milímetros e película interna que bloqueia o excesso de luminosidade e filtra os raios ultravioleta, assegurando mais conforto aos usuários nas estações.

Por ser um equipamento inédito no Brasil para um transporte operado por VLT´s, os técnicos do Consórcio estão analisando o tempo médio que deve levar a montagem na Estação Bernardino de Campos. Depois desta estação, a próxima a receber o Sistema de Porta de Plataforma (PSD) será a Mascarenhas de Moraes, em São Vicente.

O Sistema Integrado Metropolitano da Baixada Santista opera atualmente com seis VLT´s que atendem hoje nove estações no trecho Barreiros - Porto. Das 66 linhas de ônibus metropolitanas, 37 são integradas com o Veículo Leve sobre Trilhos.

 

 

Fonte: Assessoria de Comunicação da EMTU

 

 

 

 

 

 

 

 

Mar InstitutoO litoral paulista é o quinto mais extenso do Brasil, com 622 quilômetros e ocupado por mais de 2 milhões de habitantes. Com o objetivo de explorar os potenciais científicos da região para o uso sustentável dos seus recursos e em benefício da população, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) criou o Instituto de Estudos Avançados do Mar (IEAMar), composto por três unidades: duas em São Vicente, no litoral, e uma em São José dos Campos, no Vale do Paraíba.

A iniciativa reúne 117 pesquisadores de diversas unidades da Unesp e profissionais de outras instituições e de empresas com atuação em áreas relacionadas aos recursos marinhos e a zonas litorâneas do Brasil e de outros países.

“A Unesp pretende que o IEAMar se consolide como um centro de excelência voltado aos três pilares da universidade: ensino, pesquisa e extensão, trabalhando na fronteira do conhecimento desde a pesquisa básica até o desenvolvimento de novos produtos, processos e serviços, fazendo transferência de tecnologia para a indústria e para a sociedade – especialmente a população do litoral paulista, que precisa se beneficiar do avanço da ciência e da inovação voltado à exploração sustentável dos recursos marinhos e à preservação ambiental”, disse Peter Christian Hackspacher, do Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE) da Unesp, em Rio Claro, e coordenador do IEAMar.

As atividades de pesquisa e de cunho tecnológico que serão desenvolvidas no IEAMar serão divididas em cinco grandes áreas: Geologia Marinha, abrangendo tecnologias sobre hidrocarbonetos em áreas de pré-sal e exploração de energia e minerais; Oceanografia, com foco nos movimentos da água, do mar e da chuva; Gestão de Recursos Naturais, contemplando a compreensão da biodiversidade local, a preservação dos ecossistemas e a identificação de matrizes para produtos farmacêuticos; Meio Ambiente, em especial as mudanças climáticas e assuntos relacionados a água potável, a ambientes poluídos e ecotoxicidade; e Recursos Pesqueiros, tratando de produção de alimentos e realizando levantamentos da fauna marinha.

Multiusuários
As atividades do instituto até agora incluem o treinamento de professores e funcionários técnico-administrativos da Unesp para utilização de alguns dos 160 equipamentos multiusuários disponíveis para a comunidade científica e a iniciativa privada parceira. Entre esses equipamentos estão um sistema que integra um espectrômetro de massas e um cromatógrafo líquido de alta performance.

Técnica que caracteriza moléculas por meio da medida da relação entre a massa e a carga de seus íons, a espectrometria de massas é empregada na análise de misturas orgânicas complexas e da estrutura de compostos orgânicos, na determinação da composição isotópica dos elementos e no estudo e identificação de proteínas, entre outros propósitos.

Um sistema de espectrometria de massas pode incluir um cromatógrafo que tem a função de separar as moléculas presentes em misturas complexas. O cromatógrafo acoplado no equipamento do IEAMar permite, por exemplo, a avaliação de vestígios de produtos químicos residuais para garantir a segurança dos alimentos e a avaliação de impurezas para melhorar ainda mais a qualidade do produto.

O instituto também conta com equipamentos de microscopia confocal, que permite aumentar o contraste da imagem microscópica e construir imagens tridimensionais em alta definição. A tecnologia é importante, por exemplo, para a obtenção de imagens de amostras vivas e de informação computadorizada tridimensional na pesquisa biológica e na análise química e de materiais.

O IEAMar também será responsável pelo primeiro radar meteorológico dedicado à cobertura do litoral paulista, integrado à rede de radares da Unesp.

Além da infraestrutura para atividades de pesquisa, o IEAMar deve contar com um programa de pós-graduação em estudos avançados do mar, com o objetivo de contribuir para a formação de recursos humanos para atuação em pesquisa, inovação tecnológica e desenvolvimento de produtos, processos e serviços relacionados ao litoral paulista e a águas internacionais. O programa deverá ser voltado a pesquisadores com conhecimentos nas áreas de Química, Biologia, Geologia, Oceanografia, Farmácia, Zootecnia e engenharias, entre outras.

Também deverá ser oferecido mestrado profissional em Gestão Marítima, Fluvial e Portuária, uma vertente do mestrado profissional em Engenharia da Produção da Unesp. O objetivo é capacitar recursos humanos em temáticas relacionadas a gestão de cargas, materiais, transporte, energia, sistemas de informação, logística, comércio exterior, meio ambiente, inovação e resultados, entre outras.

O IEAMar conta com recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), na ordem de R$ 25 milhões, e da própria Unesp, de R$ 10 milhões. Estima-se que todos os laboratórios estejam funcionando nos próximos dois anos. Mais informações em www.ieamar.unesp.br.

 

Fonte: Agência Fapesp
Foto: Wikimedia Commons 

 

 

 

 

 

 

 

A Baixada Santista foi a região do Estado que mais eliminou postos formais de trabalho de abril de 2015 a março deste ano, em termos proporcionais. A queda foi de 6,2% (23.503 vagas a menos). Nesse período de 12 meses, foram 113.551 contratações contra 137.054 demissões.

Os dados constam no boletim do Emprego Formal da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). A região litorânea fica à frente das regiões do Grande ABC, que registrou queda de 6,1%, e de Campinas e Bauru, que empataram com 5,1%. A região de Presidente Prudente teve o menor índice de desemprego neste período (-0,8%).

Ao analisar somente os dados referentes ao primeiro trimestre deste ano, é possível identificar que o estoque de empregos formais caiu 2,7%, o segundo maior índice em termos proporcionais, ficando apenas atrás de Franca (3,6%).

De janeiro a março deste ano na nossa região, foram 27.386 pessoas contratadas contra 37.199 demitidas, o que gerou um déficit de 9.813 vagas. Cerca de 60% dos cortes ocorreram em Cubatão (3.966) e Santos (2.139).

Maior impacto
Na visão do economista e professor da Faculdade de Tecnologia (Fatec) de Praia Grande, João Carlos Gomes, o setor de comércios e serviços está fortemente impactado pela retração de demanda. “Por exemplo, o desemprego no parque industrial de Cubatão e no Porto de Santos gera o fechamento de postos de trabalho na área de comércio. Esse impacto é imediato”.

Segundo o docente, 78% dos empregos de Santos têm um nível salarial de um a três salários mínimos. Isso significa que, em períodos de retração econômica, os setores que contratam com esse nível de remuneração tendem a dispensar as pessoas com maior facilidade.

“Essa mão de obra acaba sendo reposta facilmente quando a economia voltar a melhorar. Certamente, quase 90% dessas pessoas possuem o Ensino Médio completo ou incompleto”.

Tese comprovada
O cenário apresentado pelo economista é confirmado ao se analisar os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). As 20 ocupações com os maiores saldos negativos na Baixada Santista no primeiro trimestre deste ano não requerem escolaridade alta ou cursos técnicos e de especialização.

Algumas das atividades que constam nessa listagem são vendedor de comércio varejista, operador de telemarketing receptivo, operador de caixa, repositor de mercadorias e faxineiro, por exemplo.

A única exceção nessa lista de 20 ofícios é agente de fiscal de qualidade. Juntas, essas 20 atividades profissionais representaram 43,6% dos desligamentos na região (16.222, de um total de 37.199 cortes).

* Confira esses e outros dados no boletim do Seade aqui.

 

Fonte: A Tribuna/Sandro Thadeu

 

 

 

 

 

Em recente seminário promovido pelo Conselho Assessor de Transportes e Mobilidade Urbana do Conselho Tecnológico do SEESP, foi discutido o tema “Transporte, mobilidade urbana e PPPs”. Foi no dia 14 de abril último, na sede do sindicato, na Capital paulista, com as palestras do presidente da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU), Joaquim Lopes da Silva Júnior, sobre as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na Baixada Santista; e do diretor geral do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), Saulo Krichanã, que discorreu sobre as Parcerias Público-Privadas (PPPs). À abertura, o presidente do sindicato, Murilo Celso de Campos Pinheiro, saudou o evento e destacou a importância de a categoria focar os desafios do desenvolvimento em discussões técnicas e sérias.  “Temos credibilidade para debater e fazer propostas”, salientou.


Fotos: Beatriz Arruda/SEESP
Murilo Debate 14ABR2016 
Mesa da abertura (da esquerda para a direita): Carlos Monte, coordenador técnico do
projeto "Cresce Brasil"; Jurandir Fernandes, integrante do Conselho Assessor de Transportes
e Mobilidade Urbana; Murilo Pinheiro, presidente do SEESP e José Roberto Cardoso,
coordenador do Conselho Tecnológico do sindicato
 

Krichanã, em sua exposição, afirmou que o aprofundamento da crise econômica do País faz com que as discussões sobre os tipos de financiamento do poder executivo, em todos os níveis, se tornem fundamentais para entender a situação e também superar os problemas da falta de dinheiro em obras de infraestrutura, principalmente. Segundo ele, há a necessidade de abranger, nesses debates, novos mecanismos de apoio a “projetos concessionáveis”. Nesse sentido, explicou, há muita confusão do que sejam as PPPs e as concessões, “se fala muita na primeira modalidade, e muito pouco na segunda”.

Krichanã 14ABR2016 editadaTudo o que acontece atualmente, nessa área, argumenta Krichanã (foto à esquerda), foi “plantado no final dos anos 1990”. Com a preocupação de não infringir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), por exemplo, diz o palestrante, os orçamentos públicos ficaram ainda mais estreitos e restritos para aquilo que se espera de capacidade de investimentos. “Ousa-se muito pouco em criar novas formas de estruturação para captar interesses e confiança de agentes privados (do País e do exterior) eventualmente interessados nas sempre atraentes possibilidades de investimento num país que ainda é a 7ª ou 8ª economia do mundo, com formidáveis gargalos de infraestrutura social e econômica”, ensina. O mercado, insiste Krichanã, está refratário em se convencer de que, com a agudeza da crise fiscal e financeira atual, nada mais será como já foi um dia.

Para ele, esquece-se, por exemplo, o que ele considera o mais importante instrumento de uma operação de concessão: o contrato de concessão adjudicado, “que é o gerador de um fluxo de pagamentos previamente definido, pelo prazo do contrato de concessão ou de concessão sob PPP, por pelo menos 25 e até 30 ou 35 anos, pelo menos”. Tal modalidade, informou, é um fluxo não financeiro de recebíveis que terão como lastro preços tarifados (no caso das concessões plenas) ou de contraprestações totais ou parcialmente pagas pelo Poder Concedente, lastreado por um Fundo Garantidor.
 

VLT
EMTU 14ABR2016 editadaJá o presidente da EMTU (foto à direita) fez uma apresentação em Power-point sobre todas as fases da implantação do VLT da Região Metropolitana da Baixada Santista (RMBS) que congrega nove cidades com uma população total de 1,8 milhão de habitantes. Atualmente, o modal atende moradores de São Vicente e Santos com a circulação de quatro veículos no trecho de 6,5km entre as estações Mascarenhas de Moraes, em São Vicente, e Pinheiro Machado, em Santos. O tempo médio do percurso em cada sentido é de 20 minutos.

Segundo Silva Júnior, o VLT e os terminais de embarque e desembarque impulsionaram a modernização do entorno. O modal atenderá diretamente 70 mil usuários/dia quando as 15 estações do trecho Barreiros – Porto estiverem concluídas. De maneira indireta, todos os 1,7 milhão de habitantes dos nove municípios da Baixada Santista vão usufruir dos benefícios, já que haverá menos ônibus em circulação, menos poluição sonora, além da redução do tempo gasto nas viagens entre os municípios. Com menos ônibus circulando, a expectativa é de uma economia de aproximadamente R$ 21 milhões/ano em gastos como acidentes e manutenção de viário.

Acompanhe no vídeo a seguir, o andamento das obras do VLT no litoral paulista:
 

{youtube} eaNe3p6ZV-Y{/youtube}


Confira as exposições de:
Saulo Krichanã - Concessões e PPPs
Joaquim Lopes da Silva Júnior - VLT da Baixada Santista
 



Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP









 

Em nova reunião do movimento Cresce Baixada, realizada em 11 de março último, em Santos, sindicalistas discutiram propostas para evitar novas demissões na área da Usiminas, siderúrgica instalada no polo petroquímico de Cubatão (SP), e para promover o crescimento econômico da região. Desde que a empresa anunciou o fim da produção de aço na sua planta industrial paulista, quase 1.900 trabalhadores diretos perderam seus empregos e outros oito mil das terceirizadas foram dispensados. Para agravar ainda mais o quadro, a siderúrgica colocou em licença remunerada, na última semana, 1.300 empregados.


Foto: Divulgação
CresceBaixada 11MAR2016 
Encontro do dia 11 de março último reafirmou propostas já apresentadas para ajudar
no desenvolvimento e crescimento econômico do litoral paulista 


Para o presidente da Delegacia Sindical do SEESP na Baixada Santista, Newton Guenaga Filho, a situação deveria preocupar mais os representantes do poder público. “Infelizmente, a luta em defesa do desenvolvimento e crescimento da nossa região, por incrível que pareça, não tem motivado a participação de governos e outros segmentos da sociedade local como merecia”, lamenta o dirigente. Até o momento, segundo Guenaga, 60 engenheiros foram demitidos pela Usiminas.

O encontro do dia 11 reforçou propostas já apresentadas para incrementar a economia da região, como, por exemplo, atrair outros tipos de indústria, como a naval ou ferroviária. A utilização maior do aço na construção civil, como em habitações sociais, é outra sugestão definida.




Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP







 

O Fórum Cresce Baixada Santista realiza plenária, nesta sexta-feira (11/03), às 10h, na sede da Agência Metropolitana (Agem), em Santos. O presidente da Delegacia Sindical do SEESP na Baixada Santista, Newton Guenaga Filho, observa que a atividade pretende repensar a questão do emprego na região, buscando alternativas de modelos econômicos. A empresa Usiminas, principal empregadora local, nos quatro últimos meses, demitiu 50% de seu efetivo próprio e isso trouxe reflexos para outras empresas que dependiam da siderúrgica. “A região já está sentindo o reflexo dessas dispensas que tendem a piorar ainda mais com o término do dinheiro das indenizações trabalhistas”, advertiu.

A categoria dos engenheiros, informa Guenaga, também foi atingida com a decisão da siderúrgica, cuja matriz é em Ipatinga (MG). “Até o momento 60 profissionais foram dispensados”, informa.


Foto: Arquivo
Cresce Baixada 10SET2015 3 editada 
Fórum Cresce Baixada foi formado no ano passado a partir do anúncio das demissões
na Usiminas. Reunião do dia 10 de setembro de 2015, na Agem.

 

O Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Santos (Sintracomos), que representa os operários de várias empresas terceirizadas, também manifesta seu inconformismo com a decisão da empresa. Para Luiz Carlos Andrade, vice-presidente do sindicato, a região não pode ficar refém de empresas, mas precisa ter um projeto econômico que combine desenvolvimento e sustentabilidade.

Nesse sentido, Guenaga aponta, por exemplo, discutir a instalação de indústrias navais e de material ferroviário, além da proposta de utilização do aço brasileiro nas estruturas habitacionais. "Propostas não faltam, mas sua aplicação depende da mobilização", salienta Guenaga.

Para agravar ainda mais a situação, Andrade declara que, além das demissões na Usiminas, o setor perdeu quase 12 mil empregos formais na área predial. Endossando a posição do dirigente do SEESP, o vice-presidente do Sintracomos diz que ficar parado ou de braços cruzados vendo as coisas acontecerem criará um caos ainda maior na Baixada Santista. “Estamos aqui para discutir saídas urgentes, por isso ninguém pode ficar omisso desse debate, da sociedade ao poder público. Estamos todos no mesmo barco”, conclama.




Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP








 

Guenaga foto Bia editada dentroA situação da Usiminas vai de mal a pior, mas isso não foi uma grande surpresa para quem vem acompanhando o decorrer dos fatos, principalmente em 2015.

No início do ano passado, houve o abafamento do alto-forno nº 1 das usinas de Ipatinga (MG) e Cubatão. Na campanha salarial (data-base em 1º de maio), a empresa procurou os sindicatos para propor um acordo de redução de jornada com redução de salário. Em setembro último, foi desligado o laminador de chapas grossas da usina de Cubatão. Como consequên­cia, em 29 de outubro, a Usiminas anunciou o resultado do terceiro trimestre de 2015: um prejuízo de R$ 1 bilhão (acumulando no ano quase R$ 2 bilhões). Se não bastasse isso, a companhia informou sobre o desligamento dos equipamentos e setores da metalurgia primária da usina de Cubatão, ocasionando demissão em massa de trabalhadores, próprios e terceirizados. Tudo isso sob a justificativa de que o mercado está estagnado – o que já se observava em 2014. Sindicatos se mobilizaram, fizeram protestos contra as dispensas e manifestação pacífica foi reprimida pela polícia militar aquartelada na usina. O Poder Executivo da cidade de Cubatão caçou alvarás de funcionamento da usina, mas a companhia obteve liminar para manter a operação. E por aí vai.


Como efeito cascata, fábricas e empresas do polo de Cubatão que dependiam da usina anunciaram o encerramento de suas atividades. A Usiminas, “ponta de lança”, emprega mais de 40% da mão de obra da região.

Quem gera o lucro também paga pelo prejuízo, ou seja, o trabalhador. Por mais que a empresa e os sindicatos procurem medidas mitigatórias do impacto que vão causar as demissões – iniciadas em 19 de janeiro –, o ônus à Região Metropolitana da Baixada Santista será elevado.

Procuradas, as autoridades legislativas e executivas de São Paulo pouco fizeram ou estão fazendo para resolver a situação (com exceção da Prefeitura de Cubatão). Diferentemente do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, que teve a iniciativa de convocar a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), com problemas semelhantes, e articulou reunião com as entidades sindicais. O Ministério Público do Trabalho não pode impedir que a empresa encerre as suas atividades, mas atua como mediador nas ações para mitigar o impacto das demissões em massa.

É muito triste ver que São Paulo, verdadeira locomotiva desta nação, não vai mais produzir aço, ficando agora dependente de outros estados ou de aquisições do exterior.

Necessitamos de uma nova realidade para a Baixada Santista, com alternativas que gerem emprego na nossa região e não caminhos para fora do País, do Estado ou da cidade, podendo ser até o caminho dos “fretados”.

 

* por Newton Guenaga Filho, presidente da Delegacia Sindical do SEESP na Baixada Santista. Artigo publicado, originalmente, no Jornal do Engenheiro, nº 488, de fevereiro de 2016

 

 

 

 

 

Página 1 de 3

agenda