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542Editorial Emprego VacinaDiante das dificuldades, a tarefa da sociedade é reforçar a mobilização pela sobrevivência da população, com auxílio emergencial, vacina e emprego. Superar a crise com espírito público e solidariedade.  

João Guilherme Vargas Netto*

 

O sucesso é estimulante, mas não deve subir à cabeça. Cria as melhores condições para a continuidade da luta, mas exige criteriosa análise que corrija os erros e supere as fragilidades.

 

A manifestação unitária do 1º de maio, no Vale do Anhangabaú, com as 10 centrais representadas no palanque e os vários discursos aí pronunciados reforçou o papel da unidade de ação como método estratégico. O repúdio à deforma Previdenciária do governo foi unânime, apesar de algumas ressalvas que não levaram em conta o desprezo de Bolsonaro pelo movimento sindical.

 

Mas, em comparação com o evento de São Paulo, as manifestações que aconteceram no país inteiro foram menos pujantes talvez devido à novidade unitária, talvez devido às falhas na mobilização.

 

Em todas elas ecoou o grito “greve geral”. Trata-se agora de prepara-la com afinco, inteligência e unidade, sem ilusões sobre a dificuldade de sua realização na data indicativa.

 

A “construção” da greve geral, para deixar de ser apenas um mito de excitação (e disfarce de impotência real) exige a continuidade da coleta de assinaturas do abaixo-assinado, ocasião propícia ao contato esclarecedor com as bases sindicais nos locais de trabalho.

 

Exige também uma criteriosa análise – a tempo e a hora – das condições reais de paralisação em cada destacamento sindical. Não se pode, por exemplo, eludir as dificuldades criadas pelo posicionamento do presidente da UGT, contrário à greve, às pretensões grevistas dos condutores em são Paulo.

 

A tática das Greves Programadas Simultâneas, aplicada com afinco, pode coordenar nossas iniciativas com o andamento das discussões no Congresso Nacional ao mesmo que serve de “esquenta” na preparação efetiva da greve.

 

A pedagogia do sucesso pode nos ser favorável desde que, no mês de maio e metade de junho (se for mantida a data prevista para a greve geral) aproveitemos todo o tempo para mobilizar as bases e convencer os trabalhadores.

 

 

 

 

 

 

 

Joao boneco atual 

 

 *Consultor sindical.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Comunicação SEESP*

 

O Dia do Trabalhador de 2019 conseguiu unir, pela primeira vez, centrais sindicais de todo País com posicionamentos distintos à mobilização em prol do direito à aposentadoria digna, contra a reforma da Previdência proposta pelo governo Bolsonaro (PEC 6/2019). Em São Paulo, o ato que teve início às 10h, no Vale do Anhangabaú, contou com aproximadamente 200 mil pessoas, segundo levantamento das centrais.

 

Nas falas, os dirigentes sindicais pediam principalmente a retirada da PEC para um princípio de diálogo com o governo. Mas também apontavam a greve geral, marcada para o próximo dia 14 de junho, como ação para derrotar a proposta contra os trabalhadores. As entidades também levantaram bandeiras de luta pelos direitos trabalhistas, por emprego, direitos sociais, democracia e soberania nacional.

 

Em vídeo publicado nas redes sociais, o presidente do SEESP, Murilo Pinheiro, reforçou a importância da data, 1º de Maio, “no resgate da dignidade do trabalhador, da oportunidade de trabalho e da qualidade de vida”, e da luta contra a reforma, “junto com todas as centrais, com todos os sindicatos do País”. E ressaltou: "Vamos juntos fazer este País cada vez mais justo”.

 

A mobilização na capital paulista também foi palco de apresentações musicais de artistas como a cantora de funk carioca Ludmilla, a dupla sul-mato-grossense Maria Cecília e Rodolfo entre outros. A sambista e deputada Leci Brandão cantou prestando homenagem à cantora Beth Carvalho, que faleceu em 30 de abril último.

 

 

Foto: Allen Habert.
1deMaio 2019 Allen
Palco das atividades do 1º de Maio no Vale do Anhangabaú, na capital paulista. 

 

 

 

 

 

 

 

*Com informações da Rede Brasil Atual.

 

 

 

 

 

João Guilherme Vargas Netto*

 

Para quem tem a pretensão de compreender o movimento sindical e de informar sobre ele fica muito difícil falar sobre o futuro, ainda que seja o amanhã e não incorrer no voluntarismo mais chão.

 

Às vésperas das grandes manifestações unitárias do 1º de Maio o mais prudente é desejar que os esforços das direções sindicais sejam recompensados pelo comparecimento maciço dos trabalhadores e trabalhadoras.  

 

A pauta compacta e consistente de repúdio ao fim das aposentadorias da deforma previdenciária, de defesa da política de valorização do salário mínimo e de exigência da retomada do desenvolvimento com criação de empregos calou fundo nos materiais produzidos e teve eco na disposição de luta das bases sindicais.

 

Durante um mês inteiro os dirigentes e ativistas convictos de sua justeza encarregaram-se de apresentar aos trabalhadores e trabalhadoras nos locais de trabalho o abaixo-assinado contra a deforma a ser enviado ao Congresso Nacional.

 

Nas comemorações, depois das falas públicas dos dirigentes das entidades sindicais e dos aliados, muitos artistas contribuirão para o comparecimento e congraçamento dos participantes. Os resultados parciais da coleta das assinaturas serão apresentados e será reforçada a orientação para sua continuidade.

 

As centrais sindicais decidiram convocar uma greve geral no dia 14 de junho (precedida pelo “esquenta” do dia 15 de maio, do professorado).

 

Esta orientação, audaciosa, precisa ser concretizada para garantir seu êxito. Para tanto, durante todo o mês de maio e a metade de junho é preciso dar ênfase à continuidade da coleta de assinaturas e, se preciso, à realização de Greves Programadas Simultâneas (em sincronia com as peripécias das discussões no Congresso Nacional) que “construirão” a greve geral.

 

Sem estes empenhos a proposta não se efetivará na escala pretendida e requerida.

 

Os trabalhadores e as trabalhadoras e o movimento sindical, agredidos pela recessão, pela lei trabalhista celerada e pelo bolsonarismo precisam, antes de mais nada, reafirmar sua dignidade e sua relevância social. As comemorações seculares do 1º de Maio sempre tiveram esta motivação que é reforçada este ano por seu caráter unitário, uma vantagem estratégica.

 

 

 

 

 

Joao boneco atual  

 

 *Consultor sindical.

 

 

 

 

 

 

 

 

O Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC) lançou, no dia 8 último, durante aula do Curso Vito Giannotti de Comunicação Popular, no Rio de Janeiro, a reedição da cartilha "1º de Maio – dois séculos de lutas operárias". A publicação conta a história de luta dos trabalhadores pela jornada de 8 horas.

Muito mais do que recordar a origem da data, o texto nos ajuda a entender o que está em jogo no presente e nos mostra a força da classe trabalhadora organizada.
Reviver a história é pensar na responsabilidade que temos no presente. Algo importante, principalmente neste ano de 2017, em que governo federal e Congresso Nacional tentam criar uma nova legislação trabalhista, que é um duro golpe nos direitos dos trabalhadores.

O material pode ser adquirido diretamente pela Livraria Antonio Gramsci (Rua Alcindo Guanabara, 17 – Térreo, Cinelândia, Rio de Janeiro). Mas também pode ser enviado para todo o Brasil caso sejam feitas encomendas. Para contato, enviar mensagem de solicitação de compra para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Mais informação sobre valores e encomendas pelo telefone (21) 2220-4623. 


Publicado por Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP
Com informações do NPC

 

 

 

 

Nesta segunda-feira (19/9) será lançado, em São Paulo, livro comemorativo aos 130 anos do 1º de Maio. A publicação repete, de forma ampliada, iniciativa de 1986, quando o Centro de Memória Sindical publicou “1º de Maio - Cem anos de Luta/1886-1986”. O autor é José Luiz Del Roio.

 

Primeiro Maio 1980 Porto by Henrique Matos 600 larg



O livro dos "Cem Anos" (Editora Global/Oboré) teve ampla repercussão em 1986 e, muitos, pela primeira vez, conheceram o fato originário da data. Ou seja, "o massacre de Chicago”, praticado contra trabalhadores em greve, no dia 1º de maio de 1886. Faziam greve por jornada de oito horas.

A presente edição tem apoio das Centrais e suporte de diversos Sindicatos, o que assegura uma tiragem inicial de 25 mil exemplares. O lançamento é pelo Centro de Memória Sindical (CMS). Em 1986, assinava o prefácio Carmem Lúcia Evangelho, então diretora executiva do CMS.

Importância
A Agência Sindical ouviu o consultor João Guilherme Vargas Neto, que assina o prefácio atual. Ele destaca dois aspectos do lançamento: “Primeiro, a própria valorização da efeméride. Segundo, a unidade do movimento materializada na edição coletiva do livro”.

Para Vargas Neto, a dimensão do 1º de Maio deve ser entendida também como um marco civilizatório do próprio capitalismo. Ele chama atenção para o que era o Brasil há 130 anos: “Uma grande fazenda, repleta de escravos, onde a vida era marcada pela precariedade”.

Nova edição
Autor - O ítalo-brasileiro José Luiz Del Roio é escritor, historiador, ex-senador pela Itália e ex-deputado do Parlamento Europeu. Em recente entrevista ao Canal Comunitário da Cidade de São Paulo (TV Aberta SP), ele lembrou: “Não é Natal, nem Ano Novo. A data mais conhecida e comemorada no mundo é o 1º de Maio, Dia do Trabalhador”.

Os Estados Unidos, país onde polícia e patrões massacraram os manifestantes, há 130 anos, não comemoram o 1º de Maio.

Serviço
O lançamento acontece segunda (19), às 17 horas, no Sindicato dos Comerciários de São Paulo, à rua Formosa, 99, térreo, Vale do Anhangabaú. O livro será vendido a R$ 20,00. Confirme presença com Luciana ou Marta pelo telefone (11) 2121.5973.


Fonte: Agência Sindical



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