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14/12/2012

Opinião do Mobilize - A energia da pedalada

BicicletadentroPequenas invenções, grandes ideias. Esse aparente paradoxo muitas vezes impulsionou e impulsiona o avanço da humanidade, desde a sua origem, há dez mil anos. Este pode ser o conceito-motriz da bicicleta dobrável sem correia, que transforma pedaladas em energia, de acordo com reportagem da revista Planeta Sustentável. Desenvolvida de forma colaborativa por um conglomerado multinacional de profissionais e empresas – o designer britânico Mark Sanders, o holandês especialista em bikes elétricas Han Goes, uma fornecedora de automotivos e uma distribuidora de serviços sul-coreanas, a Footloose, como foi batizada, pode andar quase 30 km só com o motor, e ainda mais longe se o ciclista der uma forcinha pedalando. A bateria se recarrega conforme a pessoa pedala ou freia, ao transformar a energia gerada em eletricidade, via alternador conectado à manivela da bike, e armazenada em bateria de íons de lítio, usada para ativar o motor. A promessa de lançamento da bicicleta elétrica movida a pedaladas, que usa a tecnologia para aumentar o índice de sustentabilidade do meio de transporte, é para 2013.

Outra inovação no uso das bikes como meio de transporte, esta no sentido do incentivo econômico, vem da cidade portuguesa de Vila Nova de Gaia. Ali, quem utilizar a bicicleta como meio de transporte para chegar ao trabalho poderá ganhar descontos em sua conta de água e impostos. O controle de uso será realizado através de um registro eletrônico nos bicicletários da cidade, que computará cada dia de uso da bicicleta. Segundo os idealizadores do projeto, a estimativa é que em um ano e meio se recupere através deste crédito o valor investido na compra da bicicleta e, a partir daí, é possível que o cidadão não pague mais conta de água, se continuar utilizando este meio de transporte. Esse pode ser um exemplo para os novos administradores municipais brasileiros que assumem (ou continuam) as prefeituras em 1º de janeiro de 2013, como o prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad que, em entrevista, ao programa Roda Viva, da TV Cultura, prometeu retomar a construção dos corredores de ônibus e acrescentar 160 km aos atuais 120 km de pistas exclusivas existentes na capital paulista.  Numa cidade que tem mais de 17 mil km de vias públicas, o ideal passaria de 500 km de corredores de ônibus, ponderam os especialistas. Esse é um desafio que aguarda o novo prefeito paulistano, que afirmou, na mesma entrevista, buscar o aumento de meios alternativos de transporte, entre eles, as ciclovias. Haddad terá uma grande oportunidade de discutir essas e outras alternativas de transporte coletivo e sustentáveis em 2013, quando haverá a discussão da revisão do Plano Diretor da capital paulista, que representará também uma ótima oportunidade para os cidadãos paulistanos participarem dessa discussão, em benefício de todos.

Outra notícia relacionada ao aumento do transporte público nas metrópoles brasileiras, publicada pelo jornal O Estado, de São Luís, traz uma informação promissora, a de que o VLT em construção na capital maranhense já tem 95% do valor total de suas duas locomotivas pagos pela prefeitura. A parte ruim da reportagem é de que o atual prefeito, João Castelo, após ser derrotado nas eleições municipais deste ano, paralisou as obras do VLT. Essa atitude, infelizmente comum em vários municípios brasileiros, apenas reafirma algo que a maioria já sabe: é preciso elevar o índice de “espírito público” de boa parte de nossos governantes para melhorar a qualidade de vida da população, que é quem, em última análise, paga a conta, por meio de impostos.

 

Imprensa – SEESP
Texto de Silvério Rocha - do site Mobilize Brasil

 



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