GRCS

16/08/2012

Treinamento, resgate e sistemas de segurança em pauta

Esses foram os temas abordados na tarde do dia 15 de agosto, durante o Fórum Nacional Trabalhos em Altura NR 35, realizado pela FNE (Federação Nacional dos Engenheiros) e Isitec (Instituto Superior de Tecnologia e Inovação). No painel sobre contribuições técnicas, representantes de companhias apoiadoras expuseram os equipamentos necessários para reduzir impactos em quedas, de modo a atender a nova norma regulamentadora, a NR 35, que entrará em vigor em 27 de setembro próximo. Inaugurando essa parte do evento, Guilherme Amaral, da empresa Capital Safety, falou da importância do absorvedor de energia. “Um manequim com 100kg em queda livre de 1,80 metros de altura gera impacto de 2.200 quilogramas/força. A desaceleração rápida pode causar a falência de órgãos, que chegam a ‘explodir’. A norma determina como limite para impacto dessa ordem 600kgf. Com o absorvedor, pode-se chegar a menos de 400kgf, oferecendo-se muita segurança ao trabalhador.” À sua proteção, para ele, além do absorvedor, é fundamental planejar o sistema todo (que abrange outros equipamentos e cálculos). Destacando que o Brasil evoluiu bastante em relação a isso nos últimos 15 anos, Silvia Pini Arruda, da MSA do Brasil/Latchways, abordou soluções nesse sentido, como afirmou, “eficientes e de valor agregado, com facilidades para o operador desenvolver trabalho seguro, confiável e seguindo o que a NR 35 pede”. Já Diogo Rodrigues Antunes, da Ideal Work, falou sobre sistemas de resgate. Merecendo capítulo específico na norma, o assunto foi tema também de Gianfranco Pampalon, auditor fiscal do trabalho. “Toda empresa deverá ter um plano de emergência”, avisou.

Ruy Fernandes, da Leal, por sua vez, discorreu sobre a importância do treinamento, cuja obrigatoriedade está expressa na NR 35. Essa, como lembrou ele, especifica conteúdo programático e carga mínima de 8h. A capacitação conforme as novas regras passa a valer a partir de 23 de março de 2013. O tema foi ainda abordado por Joaquim Gomes Pereira, coordenador da NR 10 e auditor fiscal, que destacou ser responsabilidade da empresa garantir treinamento teórico e prático adequado para trabalho em altura, incluindo noções de resgate e primeiros socorros. Tal pode ser ministrado por profissional com proficiência na área, sob supervisão de engenheiro de segurança. Deve ser realizado preferencialmente durante a jornada de trabalho e se não for assim, ser considerado como hora extra. Segundo sua preleção, está prevista ainda reciclagem bienal “ou quando houver circunstâncias como mudanças de processos e afastamento do trabalhador por mais de 90 dias”. Ao final, o profissional estará certificado e receberá autorização para executar a atividade.

No fórum, foi ainda apresentada a importância de avaliação psicológica, prevista no manual relativo à aplicação da NR 35, por Fernanda Passoni de Oliveira, profissional da área na Cesp (Companhia Energética de São Paulo). E de exame clínico, por Sérgio Carvalho e Silva, médico do trabalho da CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz).

 

Soraya Misleh
Imprensa SEESP



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Comentários   

# Bem explicadoParide Vallarelli 16-08-2012 21:40
Obrigado Soraya. Acho que o seu artigo foi bem feito. Foi bem explicado e resumido pois os sistemas de segurança para Trabalho em Altura não sempre são fáceis de entender.

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