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13/08/2012

Aerotrem, novas centralidades e civilidade para São Paulo

Em sua participação no ciclo de debates “A engenharia e a cidade”, no dia 13 de agosto, na sede do SEESP, na Capital, Levy Fidelix (PRTB) apresentou seu plano de governo para a cidade. Além do já conhecido aerotrem, que, segundo ele, inspirou o monotrilho que vem sendo feito pelo governo estadual, ele trouxe outras propostas ousadas. Entre elas, transferir a Rodoviária Tietê e a Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) para locais próximos ao rodoanel. Na sua concepção, isso desafogaria o trânsito nas marginais e grandes avenidas. Sob essa mesma lógica, o Aeroporto de Congonhas também seria reinstalado em outro lugar, no caso em São Bernardo do Campo ou Jundiaí, para diminuir o problema de mobilidade na Av. 23 de Maio. Outra medida em tal sentido seria limitar a entrada de caminhões ao município das 8h às 20h. “No quilômetro um de cada uma das dez principais rodovias que chegam a São Paulo, seriam colocados grandes estacionamentos para esses veículos, bandejão a um real, hotéis baratos (para estada no período em que a circulação estaria proibida).” Fidelix destacou: “As entregas seriam feitas à noite. Essa cidade tem que viver três turnos, em acordo para vigilância com os governos estadual e federal.” No caso dos ônibus de média capacidade, não entrariam no centro expandido, que seria servido gratuitamente por circulares. Para aproximar o emprego da periferia, em seu programa, visa a construção de shoppings centers nesses locais e retirar os hipermercados dos grandes centros para os subúrbios. Quer ainda arborizar esses bairros distantes e subsidiar com redução de impostos a pintura de casas. Da Luz à Santa Efigênia, a Capital seria inteiramente remodelada, com a instalação da Prefeitura e Secretarias, além de comércio legal. “Vamos tirar o pedinte da rua e proibir a esmola. Nossa Prefeitura será rigorosa, mas também assistencialista.”

* Veja aqui as fotos do debate com Levy Fidelix

Ainda no seu plano de governo, o candidato apontou a necessidade de colocar faróis com temporizadores em toda a cidade e placas em neon para garantir visibilidade à noite, mediante “captação solar”. A promessa é ainda promover educação no trânsito, com “guardas orientadores, além dos disciplinadores (responsáveis por impor penalidades)”. Com isso, acredita, seria possível “acabar com a indústria de multas, que resultará em arrecadação de R$ 700 milhões neste ano”.

 Propostas inusitadas

Outra ideia apresentada por Fidelix é construir elevados nas marginais e promover uma nova concepção urbanística, com parques poliesportivos ao redor dos rios Tietê e Pinheiros, que seriam canalizados. Para tanto, seria criada a Companhia de Desenvolvimento Urbano. “Vamos deixar a cidade verde”, simplificou. Na saúde, instituiria o Pasp (Plano de Atendimento à Saúde do Paulistano), renovando e aperfeiçoando o antigo PAS (Plano de Atendimento à Saúde) implementado por Paulo Maluf em sua gestão municipal. “Aos atendimentos emergenciais, usaríamos motomédicos e motorremédios para chegar mais rápido.” Na educação, a proposta é suspender contratos com empresas terceirizadas que fornecem merenda escolar e ter profissionais voltadas à alimentação das crianças nas escolas. Resgatar também a figura dos orientadores educacionais, adotar bibliotecas para pais e alunos, informatizar os colégios, colocar câmeras de segurança e vigilância para monitorar as portas dos estabelecimentos de ensino e garantir que todos tenham dentistas também estão nos seus planos.

Fidelix pretende ainda criar a Secretaria de Defesa Civil contra as Calamidades da Natureza, concedendo seguros contra enchentes à população, desde que esteja com os tributos municipais em dia. E instalar uma usina de energia para aproveitamento do lixo. Além disso, constituiria o Banco de Poupança Popular Municipal de São Paulo, que concentraria todos os tributos. E acabaria com a Operação Cidade Limpa, permitindo a volta das fachadas iluminadas. Também retiraria os presídios da cidade e os instalaria em “ilhas”.

 

Soraya Misleh
Imprensa SEESP



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