GRCS

10/07/2012

ITA quer dobrar vagas e motivar prática de engenharia

As empresas brasileiras de engenharia tiveram um discurso uníssono nos últimos anos: falta mão de obra qualificada. O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) aproveitou o pleito do setor privado para tirar da gaveta um projeto antigo, de duplicar o número de vagas oferecidas no vestibular do ITA. Hoje apenas 120 alunos de graduação são admitidos na escola por ano.

"Agora o governo se sensibilizou com o tema e aprovou o investimento", disse o reitor do ITA, Carlos Pacheco. O investimento, de R$ 300 milhões, inclui a construção demais salas de aulas e dormitórios - muitos alunos moram no campus. As obras de duplicação começam em setembro e, em 2014, o ITA oferecerá 240 vagas no vestibular.

"É um desperdício não ampliar o ITA. Temos 500 alunos com nota para entrar na escola", disse Pacheco. Ele quer aproveitar o investimento para renovar o ensino de engenharia. Uma das premissas é aproximar os alunos das empresas e promover mais atividades práticas. "Queremos motivá-los a seguir na área de engenharia", disse.

Estimativas da consultoria Michael Page indicam que só metade dos alunos que se formam nas escolas de engenharia de primeira linha trabalham no setor. No ITA, a estimativa do reitor é que 80% dos formandos fazem carreira na área, mas muitos seguem carreira acadêmica.

"Há muita demanda por engenheiros no mercado financeiro, em consultorias e em multinacionais ", disse o diretor de consultoria da Michael Page, Augusto Puliti. Para ele, mesmo com a desaceleração da economia, ainda falta, sim, mão de obra técnica qualificada. "O déficit é enorme. Duplicar o ITA é ótimo, mas estamos muito longe do número de engenheiros que precisamos no Brasil", disse. A concorrência por profissionais fez a média de salários ofertados para engenheiros subir cerca de 20% em 2011, segundo a Michael Page.

 

Imprensa – SEESP
* Notícia do “O Estado de S.Paulo”, de 09/JUL/2012



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Comentários   

# quem so o filejose luiz 13-07-2012 16:48
Acho engraçado falar em falta de engenheiros no mercado, as empresas querem sim e engenheiros recém formados com experiencia, isso sim, hora isso e fácil,e só pegar os engenheiros formados que estudaram a noite e trabalharam durante o período como técnico, mas esses engenheiros não estudaram nas famosas faculdades de primeira linha, mas com certeza tem uma vasta experiencia, mas nessa hora isso não conta,
O que conta e ser formado no ITA, USP,UF.., E NÃO IMPORTANDO A EXPERIENCIA DO CANDIDATO.
OU então a famosa palavra over qualifier ,da qual já fui vitima algumas vezes.
Parem de reclamar de que não tem engenheiros , e passem a ver o homem por trás do engenheiro e invistam em treinamento, ninguém nasce sabendo software x ou y, ou normas a ou z, ou tem obrigação de ser greem ou black belt,ou ter treinamento em six sigma .
# Engenheiro Mecanico Sr.Luiz Carlos Leonardo 12-07-2012 12:05
Concordo com o colega acima. Sou engenheiro com + de 30 anos de experiencia em projetos de equipamentos, maquinas, instalações, acessorias, consultorias e docência em ensino superior, e não tenho encontrado nenhuma facilidade no mercado de trabalho. Mesmo tendo a possibilidade de atuar como CLT ou PJ.
Dados cel. 11 81549902 - lcleonardo@genialconsultoria.com
# engenheiroCarlos 12-07-2012 09:00
Bom dia, como engenheiro, tenho agenda disponivel para consultorias, auditorias, etc... Seria possível informar onde se encontram tantas oportunidades e carencia de engenheiros no mercado de trabalho ? Pois tal informação é incoerente com a realidade, isto é, tem muitos engenheiros disponiveis no mercado, o que falta são oportunidades de trabalho e vagas...
No aguardo, agradecendo a oportunidade.
Carlos celular 11 9199-9667 e cadb@uol.com.br.

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