GRCS

06/07/2012

A engenharia e o futuro do País

Neste momento, em que se preparam tantos eventos nos quais a nossa profissão é destaque, fica a grande pergunta a ser feita a toda a sociedade: o País está realmente preparado para o futuro? Após anos de estagnação no setor de infraestrutura, como saneamento e energia, está apto a realizar as grandes obras necessárias para sediar a Copa das Confederações em 2013, o mundial de futebol em 2014 e as Olimpíadas em 2016? Nossos profissionais foram atualizados para acompanhar toda essa evolução tecnológica dos nossos dias?

Se olharmos para a nossa tradição, afirmaremos que sim. Nossa história registra nomes que levaram a engenharia nacional para o mundo, entre os quais o Barão de Mauá, Cristiano Ottoni, Paulo de Frontin, Irmãos Rebouças. Atualmente, nossos técnicos desenvolvem projetos de destaque nas mais diversas áreas, frequentemente reconhecidos e premiados aqui e no exterior.

Por isso mesmo, acredito que temos plenas condições de responder à altura os desafios hoje colocados, mas dependemos de ações do governo e da vontade coletiva da sociedade para que juntos possamos realmente reconstruir o País.

Infelizmente, nas décadas anteriores nossas escolas perderam alunos e formaram muito menos engenheiros do que a demanda atual. Essa tendência começou a ser revertida, com um renovado interesse pela profissão a partir da retomada do desenvolvimento no País, mas ainda é uma tarefa a cumprir garantir essa mão de obra especializada em quantidade e qualidade adequadas, como indica o projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, lançado pela FNE em 2006.

Esse crescimento de ofertas de trabalho também trouxe um sinal de alerta, já que chegou acompanhado da ameaça de uma certa invasão de profissionais estrangeiros. A situação, sem se deixar levar pela xenofobia, exige a ação firme em defesa dos empregos e salários dos engenheiros brasileiros.

Para tanto, temos que buscar ajuda em nossas entidades representativas da profissão para que, num trabalho conjunto, possamos garantir os nossos direitos. Entre esses, está o cumprimento da Lei 4.950-A/66, que assegura o piso salarial à categoria, mas muitas vezes é desrespeitada pelas empresas.

A mudança e o desenvolvimento de que o Brasil precisa passa por uma engenharia fortalecida e reconhecida como um dos vetores propulsores desse progresso. O choque de gestão tão divulgado e propalado passa por investimentos de peso em ciência, tecnologia e inovação para termos de fato um país mais competitivo.

Por Clarice Aquino Soraggi – Diretora Regional Sudeste da FNE

 

Imprensa – SEESP
* Artigo publicado no jornal “Engenheiro”, da FNE, Edição 122/Julho/2012



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Comentários   

# ...Jorge Reis 12-07-2012 09:12
As universidades federais estão em greve desde o dia 17/05. SE o profissional que forma os engenheiros não é bem remunerado, como iremos ter bons engenheiros formados?

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