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20/06/2012

Campinas rejeita proposta da CPFL na mesa de negociação

Na oitava reunião de negociação do ACT 2012 (Acordo Coletivo de Trabalho) com o Grupo CPFL, realizada na sede da empresa em Campinas, no dia 14 último, a empresa propôs 4,8% de reajuste salarial a ser aplicado, também, em outros benefícios, como vale alimentação e refeição, creche e gratificação de férias.

A empresa também propôs fazer algumas mudanças na organização sindical, além de extinguir o quadro mínimo; alterar a composição do cálculo da PLR (participação nos lucros e resultados); implantar vários pisos salariais iniciais sem contemplar o salário mínimo profissional do engenheiro; revisar a tabela salarial até o mês de outubro de 2012, sem mesmo informar como isso será feito; estabelecer teto máximo do pagamento de dois salários quando houver transferência de local de trabalho, aumento da jornada de trabalho passando para 44 horas semanais, entre outros itens.

A Delegacia Sindical de Campinas-SEESP avaliou as propostas e rejeitou-as na mesa de negociação por considerá-las um retrocesso trabalhista, além de acarretarem perdas financeiras para os engenheiros.

O Sindicato afirma que os engenheiros devem estar atentos às condições propostas pela empresa, pois representam sérias perdas que não convergem com as aspirações apregoadas pela CPFL, que sempre enfatizou almejar ser empresa de referência no mercado e melhor empresa energética para se trabalhar.

A empresa agendou a nona reunião de negociação nesta quinta-feira (21/06), quando, segundo ela, será apresentada a proposta final para renovação do ACT 2012.
 

Marta Adriano Rabelo Rocha
Delegacia Sindical Campinas – SEESP

 

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