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06/06/2012

Santos: uma boa cidade para andar de bicicleta

Andar de bicicleta na cidade de Santos, litoral paulista, é gostoso em qualquer tempo. Mesmo se se é surpreendido por chuvas típicas da região, de alto índice pluviométrico. Sua topografia plana, belas paisagens oceânicas, ruas arborizadas e distâncias curtas, montam um cenário ideal para se utilizar a bicicleta como uma opção inteligente de transporte e de lazer. “Quem anda de bicicleta tem a sensação de não ter fronteiras e faz exercício sem precisar ir à academia”, observa José Antonio Marques Almeida, diretor adjunto do SEESP e engenheiro da Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo), acrescentando que a bicicleta é uma das máquinas mais inteligentes que o homem desenvolveu e contribui com a sustentabilidade do Planeta.

Fruto da mobilização da sociedade e motivada por movimentos mundiais por mobilidade e sustentabilidade, a partir da década de 1990, Santos inicia lenta e gradual caminhada para implantação de uma rede cicloviária, que hoje tem
30 quilômetros. Almeida lembra que ONGs, como a Amigos da Bicicleta e a Ciclosan, ajudaram o debate de políticas cicloviárias, mostrando  com estatísticas próprias o assustador número de ciclistas vítimas do trânsito desordenado. Figura de proa  desse movimento, o engenheiro Gunther Bantel logrou incluir no Código Nacional de Trânsito a obrigatoriedade dos veículos motorizados manterem distância de 1,50m na ultrapassagem de uma bicicleta.

“É preciso integrar o ciclismo à administração do tráfego, considerando seus fluxos e sua segurança; mudar atitudes. Bicicleta é ideal para percursos de até 8 quilômetros e é preciso integrá-la ao transporte urbano, utilizando bicicletários onde os equipamentos possam ser guardados com segurança. Ou até mesmo definir espaço no transporte coletivo para se transportar bicicletas,considerando Santos ser sede de uma região metropolitana conurbada de cidades vizinhas ou pouco distantes. Normatização da sinalização e da estrutura de apoio, para que sua observação e uso sejam feitos instintivamente e propicie mais segurança. Campanhas para promover o uso de bicicleta e reduzir os acidentes com ela  no trânsito”, defende o diretor adjunto do SEESP.

No cenário da Rio+20, ao pensarmos o Mundo que queremos, são prioridades a mobilidade urbana e a inovação na busca de soluções que aumentem a sustentabilidade no planeta. Nesse contexto, tem papel destacado as melhores
práticas para promover o ciclismo e o caminhar. A cidade de Santos está no caminho da discussão do futuro do seu espaço urbano, para conciliar desenvolvimento econômico e social com  preservação da natureza.

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Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa - SEESP


 

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