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31/05/2012

Trânsito de megacidades irá para a internet

Aconteceu nesta semana no IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), na USP (Universidade de São Paulo), a primeira edição do seminário para divulgação dos resultados consolidados do projeto Viajeo.

A iniciativa internacional, que conta com um financiamento de €5,9 milhões da Comunidade Europeia, pretende desenvolver uma plataforma computacional aberta que permita o compartilhamento de informações sobre transporte terrestre em megacidades. Estão incluídas no projeto as cidades de São Paulo, Pequim, Xangai e Atenas.

No Brasil participam do projeto, além do IPT, a  AEA (Associação Brasileira de Engenharia Automotiva) e a USP.

Segundo Gino Franco, chefe da unidade de inovação da Mizar, empresa de automação que lidera a execução do projeto em São Paulo, o propósito do Viajeo é criar e demonstrar que é possível obter dados que já estão no campo e reuni-los em uma plataforma comum para ser a base da gestão do trânsito e transporte.

O resultado será um banco de dados comum para a plataforma de serviços, incluindo o planejamento e organização do tráfego, acessível pela internet. "O desafio é a melhora de eficiência e segurança no trânsito", afirma.

Ganhos do gerenciamento do trânsito

A gestão com informações em tempo real em um primeiro momento poderá resultar em um ganho de 3% no tempo de viagem, mas esse número poderá chegar a 20% quando todo o sistema de informação estiver consolidado.

Na questão da segurança, a expectativa é de uma redução de 6% no número de acidentes, percentual que a princípio pode parecer baixo, mas que é expressivo frente à frota da cidade - são cerca de seis milhões de automóveis particulares.

Quanto ao aspecto dos congestionamentos, a redução deverá alcançar de 6% com a aplicação de informações em tempo real na gestão e de até 50% com a total integração do sistema.

As emissões de dióxido de carbono (CO2), por sua vez, devem ser reduzidas em 3% na etapa inicial, chegando depois a 10%.

O usuário poderá ter acesso às condições do trânsito antes de sair de casa, escolhendo o melhor caminho em função dessas condições do tráfego.

Isso permitirá mudanças no comportamento dos usuários, já que o sistema poderá motivar a combinação de diferentes modalidades de transporte para a realização de cada viagem, em função das opções que forem viáveis a cada momento.

Redes de sensores

Alessandro Santiago, pesquisador do IPT, disse que será importante a aplicação estratégica da tecnologia de sensores, para "sentir" o que se passa na cidade em tempo real.

As redes de sensores permitirão uma mudança no enfoque do trabalho de gestão do trânsito e transporte, proporcionando ações mais pró-ativas e menos reativas ou corretivas. "O gestor público poderá deixar a cidade mais confortável", destacou.

Os sensores contam com uma ampla gama de aplicações, podendo até mesmo detectar a ocorrência de acidentes e acionar os serviços de emergência com mais agilidade.

Veículos em São Paulo

Entre janeiro e abril deste ano, cumprindo etapas de desenvolvimento do Viajeo, Santiago e sua equipe do Centro de Tecnologia da Informação, Automação e Mobilidade pesquisaram as características do movimento de entrada e saída de veículos na cidade, considerando rodovias como Anhanguera, Castelo Branco, Bandeirantes e o complexo Anchieta e Imigrantes.

"Nesse período, cerca de 32 milhões de veículos chegaram à cidade e igual montante saiu", disse.

Também foram pesquisados dados como velocidade média com a intenção de montar um quadro de características que estão dando subsídios para o sistema de integração de informações.

Para uma população de 11,3 milhões de habitantes, existe hoje na cidade uma frota de 6,4 milhões de veículos e 17 mil quilômetros de vias, dos quais 868 quilômetros são monitorados.

A Companhia de Engenharia de Tráfego, que cuida do trânsito de São Paulo, conta com 350 câmeras, 395 pontos de operação, 170 rotas prefixadas para veículos de fiscalização e 21 faixas reversíveis em horários de pico.

Além disso, há semáforos georreferenciados, sendo 1.621 em tempo real e 4.531 convencionais.

Há uma média diária de 99 acidentes, 309 veículos quebrados e nove mil autuações.

 

Imprensa – SEESP
* Informação do site Inovação Tecnológica


 

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