GRCS

13/04/2012

Emprego industrial registrou taxas positivas em fevereiro

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada nesta semana, o emprego industrial e o número de horas pagas, em fevereiro de 2012, voltaram a registrar taxas positivas ante janeiro do mesmo ano, mas com comportamentos bem distintos, enquanto o primeiro apontou ligeira variação positiva nesse mês (0,1%), permanecendo com o quadro de estabilidade observado desde outubro último, o segundo, ao crescer 1,3%, assinalou o avanço mais intenso desde fevereiro de 2008 (1,7%), refletindo em grande parte o maior dinamismo da produção industrial em fevereiro de 2012.

A evolução do índice de média móvel trimestral também reforça essa diferença, já que o emprego industrial ficou estável nesse mês e o número de horas pagas acentuou a intensidade do crescimento entre janeiro (0,1%) e fevereiro (0,6%). Nas comparações contra iguais períodos de 2011, os resultados do total do pessoal ocupado na indústria e do número de horas pagas permaneceram negativos tanto em fevereiro como no acumulado do primeiro bimestre do ano e prosseguiram com o perfil disseminado de taxas negativas entre os locais e os setores investigados.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o emprego industrial teve queda de 0,7% em fevereiro de 2012, o quinto resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto e o mais intenso desde janeiro de 2010 (-0,9%). O acumulado no primeiro bimestre de 2012 também apontou recuo (-0,6%), intensificando o ritmo de queda observado no último trimestre de 2011 (-0,4%), ambas as comparações contra igual período do ano anterior. A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos 12 meses, ao avançar 0,5% em fevereiro de 2012, prosseguiu com a redução no ritmo de crescimento iniciada em fevereiro de 2011 (3,9%).

Número de horas pagas aumenta 1,3%
Em fevereiro de 2012, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, já descontadas as influências sazonais, avançou 1,3% frente ao mês imediatamente anterior, após registrar variação negativa de 0,1% em janeiro e incremento de 0,5% em dezembro último. Com isso, ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral, ao crescer 0,6% na passagem dos trimestres encerrados em janeiro e fevereiro, apontou o segundo resultado positivo consecutivo e o mais intenso desde abril de 2010 (0,9%), após marcar comportamento predominantemente negativo entre maio e dezembro de 2011.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o número de horas pagas mostrou, em fevereiro de 2012 (-0,8%), a sexta taxa negativa consecutiva nesse tipo de confronto, mas a menos intensa desde setembro último (-0,5%). O índice acumulado no primeiro bimestre do ano também ficou negativo (-1,1%), com ritmo de queda ligeiramente menor do que o observado no último trimestre de 2011 (-1,3%), ambas as comparações contra igual período do ano anterior. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, ao assinalar variação de -0,2% em fevereiro de 2012, apontou a primeira taxa negativa desde junho de 2010 (-0,9%) e permaneceu com a trajetória descendente iniciada em fevereiro de 2011 (4,5%).

Em fevereiro de 2012, o número de horas pagas recuou 0,8% no confronto com igual mês do ano anterior, com taxas negativas em oito dos 14 locais e em nove dos 18 ramos pesquisados. Em termos setoriais, as principais influências negativas vieram de vestuário (-6,6%), produtos de metal (-4,7%), calçados e couro (-5,7%), madeira (-10,6%), têxtil (-4,8%) e papel e gráfica (-4,0%). Em sentido contrário, alimentos e bebidas (3,2%) exerceu a contribuição positiva mais relevante sobre o total da indústria, vindo a seguir máquinas e equipamentos (3,7%), meios de transporte (2,0%) e indústrias extrativas (5,1%).


Imprensa - SEESP
* IBGE


 

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