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24/07/2020

Eventos marcam comemoração do Centenário Celso Furtado

Comunicação SEESP*

No domingo próximo, 26 de julho, o professor Celso Furtado faria 100 anos. Diversas instituições realizam atividades e instituíram 2020 como Ano Comemorativo Celso Furtado.

 

celso furtado divulgacao CCBNB

 

Reconhecido mundialmente como um dos mais importantes economistas brasileiros, Celso Furtado aliou uma análise criteriosa das condições e da dinâmica do subdesenvolvimento do Brasil, com a prática política e a gestão de instituições públicas, como na Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e dos Ministérios do Planejamento e da Cultura.

Suas obras marcam momentos oportunos da história do País, temas de extrema relevância sobre a ordem econômica e a trajetória da economia e da sociedade brasileiras. As análises e estudos que deixou transcendem seu tempo, como em obras clássicas como “Formação econômica do Brasil” (1959); “Desenvolvimento e subdesenvolvimento” (1961); “Dialética do desenvolvimento” (1964); “Um projeto para o Brasil” (1968); “Análise do ‘modelo’ brasileiro” (1972); “A hegemonia dos Estados Unidos e o subdesenvolvimento da América Latina” (1973); “O mito do desenvolvimento econômico” (1974); entre outras.

 

Para Artur Araújo, consultor do projeto Cresce Brasil +Engenharia +Desenvolvimento, da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), a extensa obra bibliográfica de Furtado é comparável à decisiva obra prática do economista. “A liderança e participação de Furtado na criação do BNDES e da Sudene possibilitaram ao País sair do atraso no financiamento da infraestrutura e na redução do flagelo da seca. A importância desses feitos para a engenharia brasileira é inestimável”, ele ressalta.

No domingo, a Associação Brasileira dos Economistas pela Democracia (Abed) lançará, em evento virtual, um livro comemorativo dos 100 anos do professor, intitulado “Celso Furtado – Os combates de um economista”, acompanhando o título do artigo de sua companheira, Rosa Freire, pela Fundação Perseu Abramo e Editora Expressão Popular.


O livro reúne a colaboração de intelectuais de gerações diferentes, autores e autoras de diversas partes do País. A obra conta, ainda, com o apoio do Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento (CICEF), do Conselho Federal de Economia (COFECON), da Associação dos Funcionários do Ipea/Sindicato Nacional dos Servidores do Ipea (Afipea-Sindical), do Sindicato Nacional dos Auditores e Técnicos Federais de Finanças e Controle (Unacon Sindical) e da Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Planejamento e Orçamento (Assecor) e da Tricontinental.

A Abed formou uma Comissão Editorial integrada por Antônio Carlos Galvão, Inês Patrício, César Bolaño, Marcelo Manzano, Mariano Macedo e Nelson Le Cocq d'Oliveira e Rogério Chaves, que decidiu, nesta edição, homenagear por nota os professores Wilson Cano e Carlos Lessa, falecidos recentemente.

Prefaciado por Conceição Tavares (RJ), o livro traz uma entrevista com Celso Furtado realizada, em 1996, por Mário Teodoro (DF), o texto Metamorfoses do capitalismo, do próprio Furtado (2002) e contribuições valorosas de Rosa Freire, Saturnino Braga, Glauber Carvalho (CICEF, RJ), Clélio Campolina Diniz (MG), Carlos Brandão (RJ), Leonardo Guimarães Neto e Tânia Barcelar (PE), Sérgio Buarque (PE), André Martins (PE), Ricardo Bielschowsky (RJ), José Cassiolatto e Helena Lastres (RJ), Ruben Sawaya (SP), Nelson Le Cocq (RJ), Sérgio Kapron (RS), César Bolaño (SE), Danilo Fernandes, Harley Silva e Valcir Santos (PA) e Luise Vilares (DF).


Entre os temas presentes nesta coletânea, destaque para reflexões sobre o legado de Furtado no debate sobre desenvolvimento e subdesenvolvimento; estruturalismo; papel da criatividade e da ciência e tecnologia; capital transnacional, controle sobre a periferia e dependência; e a questão da cultura e da comunicação.

Saiba mais pelo Facebook do Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento

Live

 

celso furtado centenario cntu


Na terça-feira, 28/07, a TV UEG (Universidade Estadual de Goiás) promove uma edição especial do "Diálogos Econômicos Especial", que homenageia o Centenário de Celso Furtado. Estão programados para ocorrer os seguintes painéis: Formação Econômica do Brasil, com o professor Dr. Eduardo Borges (UEG/CSEH-Anápolis); Teoria e Política do Desenvolvimento Econômico, com o professor Dr. Glauber Xavier (UEG/CSEH-Anápolis); Criatividade e Dependência na Civilização Industrial, com o professor Dr. Marcelo Moreira (UEG/CSEH-Anápolis); O mito do Desenvolvimento, com o professor Dr. Ângelo Cavalcante (UEG/Itumbiara); e o pensamento de Celso Furtado para o Centro-Oeste, com a professora Dr.ª Divina Lunas (UEG/CSEH-Anápolis).

Assista à live, a partir das 19h30, acessando: www.tv.ueg.br ou www.youtube.com/uegtv


Trajetória

Celso Furtado é o economista brasileiro mais reconhecido no mundo, tendo sido indicado ao prêmio Nobel de Economia em 2004, mesmo ano em que faleceu de ataque cardíaco no Rio de Janeiro.


Sua obra é considerada cosmopolita, com ênfase no desenvolvimento, sem deixar de lado as questões brasileira e especificamente nordestinas. Foi docente das mais importantes universidades do mundo. Nascido no sertão da Paraíba, se mudou para o Rio de Janeiro em 1939 para cursar Ciências Jurídicas e Sociais na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Com o curso concluído após cinco anos foi convocado para a Segunda Guerra Mundial e ao fim dos combates deu início ao doutorado em economia na Universidade de Paris-Sorbonne, concluído em 1948 com uma tese sobre a economia brasileira no período colonial.


Retornou ao Brasil, no serviço público, mas logo em seguida passou a integrar, no Chile, a recém-criada Cepal, da Organização das Nações Unidas (ONU). Na década de 1950, voltou ao Brasil e atuou no planejamento de metas para a economia brasileira. Foi o criador da Sudene. Sua obra mais consagrada, “Formação Econômica do Brasil”, foi publicada em 1959, no mesmo período em que ocupava o cargo de diretor do BNDES.


Em 1962, tornou-se primeiro titular do Ministério do Planejamento, no governo João Goulart. Dois anos depois, após o golpe militar, Celso Furtado teve os direitos políticos cassados e partiu para o exílio, lecionando em universidades americanas e francesas. Retornou ao Brasil após a anistia, em 1979.

Foi eleito, em 7 de agosto de 1997, oitavo ocupante da cadeira 11 da Academia Brasileira de Letras, que tem por patrono Fagundes Varela. Tomou posse em 31 de outubro, recebido pelo acadêmico Eduardo Portella.


* com agências




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