GRCS

14/08/2017

Artigo - O que as empresas querem dos estagiários e trainees

Mariles Carvalho*

Participei do 27º Workshop Integrativo, realizado por alunos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), o Poli Júnior, nos dias 9 e 10 de agosto último. O evento é considerado o maior em participação de empresas (70) e tem como foco aproximar o estudante do mercado de trabalho. Empresas de grande porte são convidadas para apresentar seus programas de estágio e trainee, promover oficinas, palestras e simulação de processos seletivos com feedback para os jovens. Boa parte dessas está com processos seletivos em andamento para este segundo semestre.  

O mais interessante é o contato que os jovens têm com os representantes das empresas – de estagiários à diretoria –, que tiram dúvidas sobre rotinas de trabalho, etapas do processo seletivo, diferencial para conquistar a tão sonhada vaga etc.. Também conversei com eles para entender o que as empresas buscam de um estagiário ou trainee atualmente, o que me esclareceu muitos pontos. 

Por exemplo, para as grandes empresas, o estagiário tem um papel fundamental na organização. Os programas de estágio estão muito próximos do modelo de trainee, em relação ao processo seletivo, responsabilidade e atitudes esperadas. Eles são mais estruturados e têm como foco um plano de melhoria ou implementação que pode durar de seis meses a dois anos. Em contrapartida, é oferecido ao estudante o que eles mais buscam em uma oportunidade: crescimento rápido, desafios constantes, trabalho relevante e treinamento.

Diante dessas observações, qual é o perfil que as empresas esperam dos candidatos nos processos de estágio e trainee? Relaciono, a seguir, as atitudes e habilidades mais procuradas pelo setor de recursos humanos: ter bom autoconhecimento, apontando qualidades e interesses; apresentar disposição de pôr a “mão na massa”, ou seja, que gostem de se colocar em ação, fazer acontecer; ter postura autêntica no comportamento, aspirações, valores e escolhas; mostrar coragem para questionar e não apenas reproduzir o que já existe; ter capacidade de resolver problemas por meio de análise e interpretação de dados; saber se comunicar para sustentar seus pontos de vista ou para simplesmente responder um e-mail; ter a inovação no horizonte profissional, o que pode significar “pensar fora da caixa” e usar a criatividade para melhorar o que já existe.

Claro que o conhecimento técnico também é muito e bem avaliado, com perguntas voltadas às experiências acadêmicas e atividades extracurriculares. Se você está em busca de oportunidades em programas de estágio e ainda não sabe como se apresentar ao mercado, busque os serviços da área de Oportunidades do SEESP.



Mariles Carvalho é psicóloga e coordenadora do setor de Oportunidades e Desenvolvimento do SEESP. Contatos: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
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