GRCS

23/06/2017

Reforçar as ações unificadas em defesa dos direitos trabalhistas

O Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST) se reuniu, na quarta-feira (21/06), em Brasília, para avaliar o novo cenário da luta contra as reformas do governo Temer, após a rejeição na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado do relatório da reforma trabalhista. Na terça (20), o texto apresentado por Ricardo Ferraço (PSDB-ES), que reproduzia a proposta da Câmara, foi derrotado por 10 votos a 9.

Com representantes das 19 confederações que integram o fórum, ligados a diferentes centrais sindicais, o encontro decidiu fortalecer o cronograma de trabalho conjunto pela preservação dos direitos trabalhistas e previdenciários.

A Agência Sindical conversou com Artur Bueno de Camargo, coordenador do FST e presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Alimentação (CNTA Afins). Ele aponta que o objetivo é intensificar o trabalho parlamentar no Senado, além da atuação nos Estados junto às suas bases eleitorais, a fim de garantir que a tramitação do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 38/17 não avance. "O Fórum orienta os sindicatos de todo o País, em cada segmento representado pelas confederações, a manter forte presença nas empresas. Vamos continuar o trabalho de esclarecimento aos trabalhadores sobre o conteúdo nocivo das reformas e reforçar as mobilizações até o final de junho", afirmou.

Audiências
A proposta é sensibilizar parlamentares sobre o abismo de precarizações nas relações de trabalho e da fragilização na organização sindical brasileira. Os sindicalistas também aprovaram continuar fazendo audiências públicas nas Assembleias Legislativas, para ampliar o debate sobre as reformas trabalhista e previdenciária.

O coordenador do Fórum explicou que a meta é integrar também setores do empresariado. "Enviamos ofícios para entidades patronais, alertando sobre a responsabilidade assumida por elas ao apoiarem a reforma trabalhista. A CNI respondeu e marcou uma reunião com o FST, dia 29. Nós iremos até eles. Até porque, se essa reforma for aprovada, eles não poderão alegar desconhecimento sobre seus efeitos nocivos", contou o dirigente.

Mídia
A comunicação integrada das entidades junto às bases foi outro ponto destacado pelos presentes. Segundo Artur, a proposta é intensificar, de forma padronizada, a comunicação nos Estados e municípios, a fim de reforçar a pressão popular e o movimento sindical.

 

 

Publicado por Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP
Informação da Agência Sindical

 

 

 

 

 

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