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26/09/2016

Não ao arrocho salarial na Telefônica Vivo

A campanha salarial dos engenheiros da Telefônica Vivo - data-base 1º de setembro - está bem difícil. A empresa, na segunda rodada de negociação em 16 de setembro último, ofereceu zero de reajuste salarial, entre outros itens também considerados ruins pelo SEESP. O sindicato rejeitou a contraproposta patronal à mesa, dizendo que ela não corresponde à realidade da companhia e não valoriza, como deve, a categoria. Já está agendada nova negociação no dia 4 de outubro próximo.

Além do reajuste zero, a empresa propôs indenização adicional para quem for demitido no período do acordo em valores crescentes até o término do período (30%, 60% e 90% do salário em cada terço do período); índice zero também para o tíquete restaurante; reajuste de 5,45% em 1º de janeiro de 2017 para o auxílio-creche e de 6% para o auxílio-creche especial; vigência de dois anos para as cláusulas sociais com negociação anual das cláusulas de caráter econômico; e validade bianual para as cláusulas sociais.

O sindicato mostrou que é um contrassenso a negação de reajuste salarial já que a empresa obteve R$ 3,4 bilhões de lucro em 2015 e lucro acumulado de R$ 1,9 bilhões no primeiro semestre de 2016. A empresa, defendeu o SEESP, por seu desempenho e pela ampliação de sua participação no mercado mediante aquisição recente e pelas características próprias do mercado de concessão de serviços de telecomunicações, está se saindo muito bem em relação à crise econômica no País.

Nesse sentido, o sindicato reafirmou as principais reivindicações da categoria, entre elas: reajuste de 11,68% no piso salarial dos engenheiros em consonância com a Lei 4.950A/66 e reajuste salarial correspondente às perdas geradas pela inflação, mais aumento real a título de produtividade nos demais salários, extensível aos demais benefícios de caráter econômico.

É desta forma, avisa o SEESP, que se valoriza a categoria, e não a proposta de indenização adicional em caso de demissão dentro da vigência do acordo, que só traz estranheza e nutre insegurança entre os trabalhadores.

 

Comunicação SEESP

 

 

 

 

 

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