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São José dos Campos vive boom imobiliário

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     Com um crescimento no setor da construção civil de 1,5 vez a média geral do País, a cidade desponta como opção aos grandes empreendimentos no Vale do Paraíba. A informação é de José Luiz Botelho, diretor regional do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil), seção São José dos Campos. Na sua concepção, o volume significativo de investimentos na região por parte da Petrobras, na duplicação de sua refinaria, e de indústrias como a Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica), Volkswagen e General Motors têm mantido a economia aquecida e garantido o resultado positivo.
     Além disso, a localidade vive o efeito cascata da boa fase nacional. O crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do segmento registrado em 2007 foi de 8% e em 2008 a expectativa é que alcance 10%, avalia Botelho. “O Governo está enxergando a construção civil como uma das grandes alavancas para desenvolver o País. Para a expansão neste ano, conta com o impacto dos investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimeno), o que gerará riqueza, melhorará o nível de renda e ampliará a busca por mais qualidade de vida.” Com o cenário auspicioso e os bons resultados locais, “as grandes incorporadoras estão estendendo seus tentáculos ao interior, o que é sinal de que há demanda reprimida”. Em decorrência, Boelho nota que “é sensível o número de edificações verticalizadas em São José dos Campos. A cidade é um verdadeiro canteiro de obras”.
     De fato, cresceu significativamente o número de empreendimentos ali instalados, como aponta João Pereira Dantas, presidente da Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba). “O município fechou o ano com 7.600 imóveis em construção ou em lançamento.” Em número de projetos, foram aprovados junto à Prefeitura, segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de São José dos Campos, 315 na área. O incremento, constata ele, deveu-se à vinda de empresas que captaram recursos na bolsa de valores e compraram áreas para investir. E em 2008, a projeção é de alta acentuada, girando em torno de 30%, diz Dantas.
     Todavia, na sua ótica, não significa que vai repercutir em desenvolvimento para o município. “A disputa pelo cliente é acirrada e o número de lançamentos não está sendo absorvido. A velocidade de venda vem caindo. Se começar a sobrar imóvel e o mercado travar, o preço vai baixar e haverá desemprego.”
     Não é esse o quadro vislumbrado por Botelho, para quem “as grandes empresas têm estrutura forte de pesquisa e sentiram o terreno fértil para investir na região”. A afirmação é comprovada pela Cyrela Brazil Realty, uma das incorporadoras que se instalaram em São José dos Campos, a partir de agosto de 2007, mediante parceria com a companhia local Santa Izabel. Segundo sua assessoria de comunicação, os fatores-chave que a levaram a tomar essa decisão foram o potencial econômico e demanda no município, em especial no segmento residencial. Impactos favoráveis
     Ao menos no momento, o boom na consrução civil tem repercutido em maior número de empregos e companhias que vêm se estabelecendo no local. É o que assegura o assessor da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de São José dos Campos, Toshihiro Yosida. “O crescimento vem sendo progressivo nos últimos quatro anos.” Quanto aos postos de trabalho no setor, passaram de 5.172 para 6.634 e a tendência é de elevação. “O resultado é bastante positivo para a cidade.”

 


Soraya Misleh

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