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EDITORIAL - Rumo às negociações

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      No dia 23 deste mês, o SEESP realiza o seu já tradicional Seminário de Abertura das Campanhas Salariais, que chega a sua nona edição. Como acontece todos os anos, a entidade recebe em sua sede representantes das empresas e sindicatos patronais com os quais negocia e firma acordos e convenções coletivas em nome dos engenheiros.
      Participam ainda especialistas do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), consultores e representantes do governo. A ideia é traçar o cenário so­cioeco­nômico e político no qual as negociações acontecerão e principalmente reforçar a disposição para o diálogo e pela busca de uma solução que atenda a ambas as partes. Tal boa vontade, no entanto, não implica abrir mão dos direitos e conquistas da categoria, tampouco de lutar por novas reivindicações.
       Ter isso em mente é particularmente importante quando se sabe que as campanhas de 2009 acontecerão no clima da crise financeira que se espalhou pelo mundo e que, no quarto trimestre de 2008, atingiu o Brasil causando queda de 3,6% no PIB (Produto Interno Bruto), de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Por alguma razão, esse resultado serviu para desviar a atenção da boa notícia que foi o fato de o País ter crescido, apesar de toda a turbulência, 5,1%, e mantido o patamar de 2007.
      O esforço a ser feito e que deve se refletir nos acordos salariais deste ano é o de garantir a tendência de expansão econômica e superar a crise. Por isso, devem ser defendidos o emprego e a renda dos brasileiros para que em 2009, ainda que não se alcance o nível de atividades dos dois anos anteriores, não haja queda grave no consumo e piora nas condições de vida da população brasileira.
       Sobretudo, é fundamental preservar os postos dos profissionais qualificados, essenciais ao progresso das empresas e ao desenvolvimento nacional. Estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Apli­cada) já aponta os trabalhadores especializados como alvo prioritário das demissões que têm a crise como pretexto (leia matéria na página 5). Nada mais equivocado, se o objetivo for o progresso da economia e da sociedade como um todo.
      Assim, será meta do SEESP durante as negociações que se aproximam fazer ver às empresas que preservar direitos dos engenheiros é de interesse não só da categoria, mas também das próprias companhias em que atuam e da comu­nidade em geral.

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