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EDITORIAL - Uma campanha para mudar o País

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A vocação nata da CNTU (Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados) é cumprir uma dupla missão: representar e defender os profissionais a ela filiados por meio de suas federações e sindicatos e contribuir para o debate que visa a melhoria das condições de vida de toda a população brasileira e o desenvolvimento nacional. Essa segunda meta coaduna-se perfeitamente com a primeira, tendo em vista o papel essencial dos trabalhadores de formação universitária na construção de um país melhor. É, portanto, dessa disposição natural que nasce a iniciativa de propor a campanha Brasil Inteligente, que será lançada em 18 de maio, durante seminário da CNTU sobre a Rio+20, a se realizar no auditório do SEESP.

Em síntese, trata-se de transformar o País, cujo potencial para o progresso já foi mais que comprovado, em uma nação de verdade, que ofereça a todos condições dignas de vida, incluindo os direitos básicos essenciais, como alimentação saudável, saúde, moradia, segurança e ainda o acesso à cultura e à informação e a possibilidade de participação social plena, com valorização do trabalho. Enfim, trata-se de um movimento cidadão, a resgatar anseios que a sociedade brasileira já reafirmou e deixou escritos na Constituição Federal de 1988.

Focada em reivindicações já antigas dos movimentos populares e engajada em pautas que ganharam vigor mais recentemente, como a luta pela democratização das comunicações e pela preservação ambiental, a campanha proposta pela CNTU busca contribuir para a discussão e a ação que permitam, no menor prazo possível, eliminar a enorme dívida social brasileira. É tempo de dizer “basta” à miséria, às desigualdades e ao preconceito.

Trata-se ainda de deixar para trás a frustração que já atingiu inúmeras gerações que vislumbraram um futuro de desenvolvimento, sem, no entanto, alcançá-lo. Os investimentos em pesquisa, ciência, tecnologia e inovação, sempre tão propalados, devem tornar-se realidade e ser aplicados de forma a viabilizar definitivamente a inserção do Brasil de forma soberana na economia global. Sem abandonar os importantes avanços agropecuários, é urgente recuperar a indústria nacional, criar empresas fortes, que possam atuar no mercado mundial, gerando divisas ao País.

A dinâmica positiva da atualidade, que combina democracia com distribuição de renda, precisa ser valorizada como a conquista que de fato é, mas tem de ser aprofundada, posto que ainda é insuficiente. Deve-se construir, estrategicamente, um Brasil inteligente, que só se contentará quando todos tiverem o bastante.




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