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Opinião – Infraestrutura brasileira – Qual seu lugar ao sol?

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Elcio Kazuaki Niwa*

 

 

O País apresenta 92 milhões de ocupados, dos quais 42% estão na informalidade. As taxas de desemprego situam-se em torno de 12% e de subutilização, 24% – isto é, pessoas que trabalham menos do que precisariam para garantir o seu sustento. Um leitor poderia me perguntar: o que isso tem a ver com infraestrutura? Respondo que parte das lacunas de emprego e trabalho pode ser preenchida por investimento realizado em infraestrutura, pois o seu impacto é amplo, em cascata e de forma perene na cadeia de produção, logística e serviços para atender o objetivo de efetivar esse serviço com fim público.


Desenvolver infraestrutura de mobilidade urbana, energética, habitacional, de saneamento básico e tecnológico dos setores industrial e de serviços, principalmente focado no turismo, torna-se premente. Não tem alternativa fácil. O caminho que se apresenta é trabalhar e aprimorar para vencer os desafios, que são grandes. A produtividade brasileira necessita melhorar. Estamos num mercado global, busquemos ser os melhores profissionais internacionalmente, mas com o objetivo principal de servir bem ao brasileiro e de autossuperação.


Não duvido da capacidade de sermos aptos às entregas com qualidade. Vide o recente projeto dos jatos da Embraer E190-E2, reconhecido por ter elevado o nível de excelência mundial de atendimento aos grandes clientes de jatos regionais, atingindo todos os 18 mil novos melhoramentos, abaixo do orçamento e com atendimento de prazos restritos, viabilizado por uma equipe nacional capacitada com diversos engenheiros, universitários e técnicos – 80% deles com certificação e treinamento em gestão de projetos.


A leitura que o cidadão faz é que o bom uso dos recursos garante a sustentabilidade da sociedade brasileira com aumento do poder de compra e da confiança nas instituições para realização de novos investimentos em nível satisfatório. O setor privado tem muito a contribuir nas lacunas abertas no setor de infraestrutura, por meios como financiamento desses projetos, assim como o setor público, com gestão competente.


O tema está em discussão no Ministério de Infraestrutura, que tem buscado diálogo com amplos setores e se destacado em se posicionar pelo incentivo ao aumento do estoque de investimento. Consequência direta é a possibilidade de planejar os próximos passos e tomar decisões pelos melhores projetos de transporte lastreados em fundos públicos nacionais. A soberania e progresso nacional por meio da infraestrutura, em conjunto com as boas práticas econômicas, iluminará o caminho do sucesso brasileiro.

 

Elcio Kazuaki Niwa é engenheiro civil formado em 2010 pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). Atua desde 2012 na Engenharia de Manutenção de Via Permanente, Edificações, Obras de Arte Especiais e Mecanização da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e é delegado sindical do SEESP desde 2018 nessa empresa

 

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