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Opinião – Saber e representação para o Bicentenário da Independência

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Allen Habert

 

 

 

O idealizador do SEESP foi um engenheiro politécnico: Roberto Simonsen. Sua motivação foi a participação dos engenheiros em torno da bancada classista (10%) na Constituinte de 1933-1934. Estimulou lideranças egressas da Poli para formarem a primeira diretoria do sindicato. Elegeu-se constituinte e depois deputado federal. A Constituição de 1934 teve curta duração, até 1937, mas foi  a expressão de  importantes avanços democráticos.

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Epusp) tinha sido criada em função da visão e articulação de um engenheiro e deputado estadual, Antônio Francisco de Paula Souza, em 1892-1893 e o primeiro diretor da instituição. O SEESP foi criado pelas mãos de um empreendedor e um dos fundadores da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) (1928), da Escola de Sociologia e Política (1933) e também futuro senador em 1947. Dois pilares: saber e representação para desenvolver a engenharia nacional e edificar uma nação.

 

Por sua vez, o SEESP teve uma renovação histórica em 1980. Um conjunto de jovens engenheiros aliados aos da geração pós-1945, egressos de lutas pela engenharia nacional e pelas liberdades democráticas, auxiliam a inaugurar uma nova e vibrante etapa do movimento dos engenheiros em todo o País.

 

Nestes últimos 38 anos a entidade cresceu de 5 mil para 63 mil associados. Foram oito profissionais por dia de forma voluntária e ininterrupta que apostaram na ideia de criar uma consciência crítica da categoria e de pleitear um país desenvolvido e mais justo. Criou-se um fenômeno social das camadas médias universitárias.

 

Tive a oportunidade e responsabilidade aos 32 anos de ser eleito presidente do SEESP em 1986. Fui, como um dos coordenadores do Movimento de Ciência e Tecnologia na Constituinte, um articulador para a conquista do capítulo inédito de Ciência e Tecnologia da Constituição Federal. Isso influiu em todas as constituições estaduais (1989) e em centenas de constituições municipais (1990).

 

Em 2006 a Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU) é criada e poucos anos depois lança o projeto “Brasil 2022.

 

A CNTU, reconhecendo a importância do papel das escolas de engenharia para a soberania nacional, premia a professora-doutora Liedi Bernucci como Personalidade Profissional da Engenharia 2018 (inserir link), a primeira diretora engenheira em 125 anos de história da Epusp. Em síntese, a ideia é criar uma onda no País, unindo os brasileiros no processo de comemoração proativa do Bicentenário da Independência e da realização da Semana de Arte de Moderna de 2022. Seremos capazes nessas incertezas do momento atual, como modernistas do século XXI, de unir as forças do saber e da cultura e conquistar uma mudança de pele no País?

 

 

Allen Habert é engenheiro de produção e mestre pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Epusp). Diretor de Articulação Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU) e diretor do SEESP. Foi membro do Conselho Universitário da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e integra o Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação (C, T & I) de São Paulo

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