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Opinião – Oito de março, temos o que comemorar?

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Marcellie Dessimoni e Jéssica Trindade



Em meio à crise política, econômica e social que assola o Brasil, onde estão as nossas mulheres? No passado, foram representadas por guerreiras que lutaram contra a opressão, por direitos e pelo seu espaço no mundo. É chegado o momento de revivermos e recriarmos um novo marco e não apenas comemorar as conquistas, mas lutar incansavelmente para mantê-las e alcançar a verdadeira igualdade de gênero.

A bandeira do empoderamento feminino – levantada mundialmente no 8 de março, Dia Internacional da Mulher – deve se tornar uma pauta constante nos debates nacionais, visando ações que adotem e fortaleçam políticas públicas que promovam a igualdade de oportunidades, eliminando todas as formas de violência e discriminação contra as mulheres.

Vivemos um período sombrio de morte de direitos em todas as esferas; a matança inescrupulosa, corruptiva e a sangue frio acarretou um impacto direto na vida diária das mulheres brasileiras. A pergunta que não quer calar é: Onde estão nossas mulheres? O que estamos fazendo para barrar as injustiças sociais? Qual o nosso posicionamento perante as reformas aprovadas e que estão em curso? Conhecemos a fundo o estrago que essas medidas acarretarão principalmente para nós, mulheres? É fundamental que estejamos cientes do nosso papel como cidadãs, sendo urgente e necessário arregaçar as mangas e ir para cima, como nossas antecessoras, enfrentando o machismo, as desigualdades, a violência, com suor, lágrimas e com seu próprio sangue, dando a vida para que hoje todas nós tivéssemos o direito de ser alguém, de poder nos expressar e escolher os caminhos que trilharemos rumo ao futuro.

Esse dia deve ser comemorado como um lembrete de que há um caminho árduo e longo a ser percorrido para alcançar a verdadeira equivalência de direitos. É crucial reconhecer as mulheres, que hoje exercem papéis fundamentais na sociedade e devem ser valorizadas e respeitadas em todos os âmbitos de atuação. Mas, para que isso aconteça, nossos homens precisam compreender que possuem uma responsabilidade que vai muito além dos deveres domésticos compartilhados; devem incorporar essa causa como uma luta diária, não permitindo o machismo dentro de casa, no ambiente profissional e na sociedade.

Acreditamos que um dos caminhos é atingir a meta dos  Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) no que diz respeito à igualdade de gênero, principalmente a de número 5.5, que versa sobre a “garantia da participação plena e efetiva das mulheres e a igualdade de oportunidades para a liderança em todos os níveis de tomada de decisão na vida política, econômica e pública”. Com o objetivo de inserir as profissionais nas discussões nacionais, a Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU) realizará no dia 27 de março, às 14h, na sede do SEESP, na Capital, um evento para debater o impacto de reformas, como a trabalhista, na vida das mulheres.



Marcellie Dessimoni é engenheira ambiental e sanitarista, pós-graduanda em Gerenciamento de Resíduos Sólidos. Jéssica Trindade é engenheira mecânica recém-formada. Ambas atuam no Núcleo Jovem Engenheiro do SEESP, respectivamente como coordenadora e estagiária

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