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OPINIÃO - Os fatores da vitória

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João Guilherme Vargas Netto

       Nos três últimos meses, quando já estava ficando claro que podíamos vencer a crise com a participação decisiva do movimento sindical, os trabalhadores e suas organizações mais importantes realizaram seus congressos, de categorias ou de centrais, embora não tenham tido a cobertura necessária da grande imprensa.
      Essa movimentação, espontânea e desconhecida pela sociedade, confirmou a percepção de protagonismo, a valorização da unidade e a importância do “balanço e perspectivas” para continuidade das lutas e fortalecimento das campanhas salariais. É nessa conjuntura e nessa movimentação que deve ser valorizado o enorme alcance da realização do VII Conse, congresso estatutário da FNE (Federação Nacional dos Engenheiros), na penúltima semana de setembro.
       Concebido de acordo com as experiências anteriores, o VII Conse deveu a três ordens de fatores o seu grande êxito. Em primeiro lugar, baseou-se na revisão e atualização do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, adaptando-o às novas situações decorrentes da crise, de sua superação e dos problemas surgidos a serem enfrentados. Com os materiais elaborados e discutidos, chegou-se a produzir a “Carta dos Engenheiros”, que passará a ser o guia para as iniciativas do movimento, desde já e em 2010, ano eleitoral.
       Em segundo lugar, contou com a participação de especialistas, dirigentes e políticos que produziram – nos textos e nas palestras – um condensado de informações, teses, propostas, sugestões e encaminhamentos que impressionam. Dificilmente um congresso de trabalhadores qualificados pode contar com contribuições tão relevantes.
      E, em terceiro lugar, mas com importância primordial, o VII Conse agrupou uma massa considerável de delegados e ativistas participantes capaz de irradiar entre os engenheiros, no movimento sindical, na sociedade e no mundo político as ideias fortes e unitárias que foram aprovadas no congresso.
       Durante sua realização, foi comemorado de maneira emocionante o 75º aniversário do SEESP, anfitrião do evento, e realizadas as eleições que consagram a direção unitária dos engenheiros, a FNE, presidida pelo grande organizador do VII Conse, Murilo Celso de Campos Pinheiro.


João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical do SEESP e
membro do Conselho Editorial do Jornal do Engenheiro

 

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