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OPINIÃO - Porto de Santos e hidrovia, tudo a ver

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José Antonio Marques Almeida

         Para o desenvolvimento econômico e o progresso social penetrarem na Baixada Santista com a urgência desejada e possível, é preciso substituir quatro pontes sobre o Rio Casqueiro por outras de maior altura. Sem mais perda de tempo, é ainda necessário fazer com que barcaças com contêineres naveguem pelos rios Branco, Mariana e Piaçabuçu até portos fluviais a serem construídos em São Vicente e Praia Grande. 
         Por mais alucinante que possa parecer, é possível demonstrar que esse simples ato de engenharia pode desencadear investimentos de mais de US$ 10 bilhões em dez anos. Por que não dizer que seria a única maneira de efetivamente estabelecer um processo metropolitano que leve em conta os interesses local e global, permitindo investimentos na qualidade de vida urbana e familiar, nesse caso com construções vinculadas ao transporte e ao trabalho? 
         Já apresentei essa ideia à Autoridade Portuária do Porto de Santos. Dando prosseguimento a essa proposta, ainda que de modo não oficial e genérico, a Secretaria Municipal de Assuntos Portuários e Marítimos de Santos promoveu um seminário para debater o transporte hidroviário. Recentemente, a Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo) anunciou que está elaborando um convênio com um instituto alemão para desenvolver esse estudo. A chama parece ter sido acesa e precisamos alimentá-la para que não tenha o mesmo destino de tantos outros projetos fundamentais para o nosso desenvolvimento e que até agora se realizaram apenas em maquete e filme de campanha, como a ponte ligando Santos e Guarujá e o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos).
         É urbanística e logisticamente impossível montar terminais de carga em São Vicente e Praia Grande sem o modal hidroviário. Pena que a Prefeitura de Bertioga, que não precisa reconstruir pontes e já dispõe de um canal navegável, não perceba essa possibilidade para transformar o modelo econômico do município, apoiado em turismo de fim de semana, e, sem prejuízo desse, em um centro de produção de alta tecnologia limpa para exportação pelo Porto de Santos. 
         Lamentavelmente, a Agem (Agência Metropolitana de Desenvolvimento da Baixada Santista) não percebeu até hoje o seu papel de promover o progresso regional de modo moderno e avançado. Na mesma linha de buscar convergir as decisões políticas com os objetivos e anseios reais da sociedade local, nossas câmaras municipais devem ser cobradas pela população que deseja ter melhor qualidade de vida e trabalho.

 

José Antonio Marques Almeida (Jama) é diretor do SEESP e funcionário da Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo)

 

 

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