GRCS

21/06/2010

2º Fórum Nacional de Cidades Digitais debate democratização da informação

 

A conexão em alta velocidade a ser provida pelo Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) foi o tema principal do encontro, na última semana, em Brasília

       Organizado pela Network Eventos, o 2° Fórum Nacional de Cidades Digitais reuniu, na última semana, em Brasília representantes do governo, da sociedade e de empresas privadas empenhadas nas ações de inclusão digital, para debater o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Na cerimônia de abertura, na manhã desta quinta-feira, dia 17, o secretário de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), Roosevelt Tomé Silva Filho, disse que o ministério está bastante envolvido com o PNBL.
       De acordo com Tomé, desde 2007 são apoiados 18 projetos de inclusão digital em diversas cidades. "Entendemos inclusão digital e cidade digital como instrumentos para levar ciência e tecnologia para o cidadão", disse.
       O secretário ressaltou o papel da sua secretaria como promotora da capacidade de emprego e renda. "Não adianta levar banda larga se não houver capacitação de pessoas, acesso a informação e melhoria da qualidade de vida. O MCT tem também essa função".
       Tomé afirmou que o PNBL impulsiona a instalação de novas cidades digitais. "Esse é um instrumento de democratização da informação. O estudante pode ter conhecimento dentro na escola e também em casa. Tudo isso a um baixo custo operacional", destacou.
       O Projeto Cidade Digital é um conjunto de projetos de inclusão digital com compartilhamento de infraestrutura de comunicação. Entre 2008 e 2009, o MCT apoiou 18 projetos. No total, foram investidos R$ 34,2 milhões.
       Além da implementação do PNBL, o secretário defendeu a participação do setor privado nas cidades digitais. "O governo federal, estadual e o municipal instalam e colocam a rede para funcionar em toda a cidade. A participação das empresas é importante para a criação dos telecentros", disse.
       Os telecentros são salas com computadores, internet e impressora. No local, são desenvolvidas atividades para crianças e adultos. De acordo com Tomé Silva Filho, as salas são a garantia transferência de conhecimento e continuidade nos projetos.
       Participaram ainda da abertura o presidente da Telebrás, Rogério Santanna; o presidente do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Marcos Mazoni, e representantes da Casa Civil, Caixa Econômica Federal (CEF) e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
       Nas mesas redondas e nos painéis foram debatidos os impactos da disseminação da banda larga nos setores da educação, saúde e economia. O cenário regulatório brasileiro e os telecentros também estão na agenda de discussão.

 

Daniela Cardoso, MCT
imagem: Zé da Silva, Sebrae
www.fne.org.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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