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07/05/2010

Tratamento de esgoto melhora, mas saneamento ainda é precário

       Dados são do Instituto Trata Brasil, com base nos dados mais recentes do Ministério das Cidades, e se referem ao período de 2003 a 2008.
       O Brasil registrou crescimento de 11,7% na oferta de serviços de captação de esgoto e aumento de 4,6% no sistema de tratamento em 81 cidades com mais de 300 mil habitantes, onde vivem 72 milhões de pessoas, no total. Os números são do Instituto Trata Brasil, com base nos dados mais recentes do Ministério das Cidades, e se referem ao período de 2003 a 2008.
       O instituto, que é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), ressalta, no entanto, que apesar dessa melhora o Brasil ainda está longe de ter uma condição ideal. Aqui, em média apenas 36% do esgoto gerado nesses municípios recebem algum tipo de tratamento. Diariamente, essas cidades produzem 9,3 bilhões de litros de esgoto dos quais 5,9 bilhões são despejados sem tratamento, “contaminando solo, rios, mananciais e praias, provocando impactos diretos à saúde da população”, informa o comunicado da entidade.
       A pesquisa mostra também, em um ranking publicado no ano passado, que entre as dez cidades com evolução, cinco são do estado de São Paulo. Duas delas ocupam as primeiras posições. No topo, está Jundiaí, onde os investimentos foram feitos em parceria entre o setor privado e a prefeitura. Em seguida, aparece Franca, que recebeu investimentos estaduais.
       O município fluminense de Niterói, com 478 mil habitantes, ficou em terceiro lugar. Lá, as obras de extensão e melhoria foram tocadas pelo setor privado. Em quarto está Uberlândia – cidade do triângulo mineiro com 622 mil habitantes e que conta com recursos municipais. Minas Gerais se destaca por obter a décima colocação com a capital Belo Horizonte, que tem 2,4 milhões de habitantes, e onde os serviços são prestados pelo estado.
       A quinta posição na lista foi ocupada pela cidade de Santos (litoral paulista) com 417 mil habitantes e recursos estaduais. Em sexto lugar está Ribeirão Preto (SP), com 558 mil habitantes e que é apontada como um das mais evoluíram, tendo passado da 19ª para a sexta posição depois de ampliar a coleta da rede tratada de 38% para 70%. Maringá, no Paraná, com 331 mil habitantes, obteve a sétima colocação e a operação do sistema é do governo estadual.
       As demais cidades são Sorocaba (SP), com 576 mil pessoas e serviços da prefeitura, e Brasília (DF) com 2,6 milhões de pessoas e serviços estaduais

 

Marli Moreira, ABr
www.fne.org.br

 

 

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