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06/05/2010

Conferência de Ciência e Tecnologia vai propor plano de ação até 2020

       A informação foi dada em audiência pública da Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática nesta quinta-feira (6) , que discutiu os preparativos para a conferência.
       A 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação vai propor um plano de ação para o setor de 2011 a 2020. Segundo o secretário-executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Luiz Antonio Elias, esse plano deve conter uma agenda estrutural de desenvolvimento para o país. As afirmações foram feitas durante audiência pública da Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática nesta quinta-feira (6) , que discutiu os preparativos para a conferência.
       O deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que propôs a audiência, explicou que o objetivo é inserir o Parlamento nos debates da conferência, que vai "oferecer uma proposta de ciência e tecnologia para o nosso país para os próximos anos". A 4ª Conferência Nacional de C&T será realizada de 26 a 28 de maio, em Brasília. O tema neste ano será "Política de Estado para Ciência, Tecnologia e Inovação com vista ao Desenvolvimento Sustentável". As inscrições podem ser feitas até o dia 14 de maio pelo site www.cgee.org.br/cncti4/
       Conforme
Luiz Davidovich, secretário-geral da conferência, a participação da sociedade civil nas etapas regionais da conferência foi grande. "Na região Norte, foram mais de 1.700 inscritos. No Centro-Oeste, mais de 1.000 inscritos", informou. Davidovich. "Além disso, foram realizados seminários preparatórios sobre temas como produção de conhecimento no Brasil e protagonismo do país no mundo", explicou. Cerca de 40 entidades sociais participam da conferência nacional.

Projeto de desenvolvimento
       Para Davidovich, a ambição da conferência deve ser a construção de um novo modelo de desenvolvimento. Segundo o secretário-geral, países como Brasil, Índia e África têm o desafio de mostrar um novo modelo de civilização e de desenvolvimento para o mundo. Esse novo modelo deve ser sustentável do ponto de vista ambiental e social.
       A ex-deputada Irma Passoni, gerente-executiva do Instituto de Tecnologia Social do Brasil (ITS Brasil), também acredita que a conferência deve debater um projeto de desenvolvimento para o Brasil. "A questão é: como produzir dentro de outro paradigma menos depredador, como um acordo de respeito e suportabilidade de cada ecossistema e com ampla inclusão social".
       Segundo Passoni, o ITS Brasil reivindica a formulação e implantação de um Programa Nacional de Inovação e Tecnologia Social, como política transversal, atingindo diversas áreas de atuação - de agricultura e pesca à inclusão de pessoas com deficiência, passando por arte, cultura e meio ambiente. A ex-deputada defende recursos orçamentários, com fundo próprio, para o desenvolvimento de tecnologias sociais, ou seja, tecnologias desenvolvidas a partir da atividade de pesquisa, voltadas para o interesse social, que atendam às demandas da população.

Tecnologia social
       A deputada Luiza Erundina (PSB-SP) elogiou a valorização, pelo atual governo, das tecnologias sociais e defendeu o fim do elitismo na área de produção do conhecimento. "O povo acumulou conhecimento por séculos. O Estado e o governo devem entender isso e integrar o saber popular ao conhecimento gerado na academia", disse. A deputada é autora, juntamente com o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), do PL 3449/08, que institui a Política Nacional de Tecnologia Social. O projeto aguarda votação na Comissão de Ciência e Tecnologia. Durante a audiência, Erundina sugeriu a criação da Frente Parlamentar de Tecnologia Social.
       A Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática deve dar continuidade aos debates sobre a 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, em audiência pública na próxima terça-feira (11). Devem participar novamente da discussão o secretário-executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia, Luiz Antonio Rodrigues Elias, e o secretário-geral da conferência, Luiz Davidovich.

 

(Agência Câmara, 6/5)
www.fne.org.br

 

 

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