GRCS

04/05/2010

A vez dos elétricos

"A difusão dos veículos elétricos no mercado mundial, bem como no brasileiro, dependerá do desenvolvimento e acerto nas escolhas das tecnologias mais relevantes, bem como dos preços dos combustíveis"

       Artigo de Pietro Erber, presidente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico, publicado em "O Globo" e reproduzido no Jornal da Ciência Online defende as vantagens dos veículos elétricos que não permanecem ligados a uma fonte externaem relação aos veículos convencionais: menor consumo de combustíveis e redução de efluentes. Eles contribuem, assim, para melhorar a qualidade do meio ambiente, urbano e global e deixaram de constituir uma curiosidade histórica e um meio de transporte de uso restrito.

       O articulista explica as três modalidades de veículos elétricos:
Híbridos - a energia elétrica é gerada a bordo, por um gerador acionado por um motor de combustão interna (a célula a combustível ainda não é competitiva). A geração excedente é armazenada na bateria. Consomem de 10% a 50% menos do que seus similares convencionais.
A bateria - a energia elétrica, de uma fonte externa, é armazenada numa bateria, enquanto o veículo está estacionado. Seu custo operacional é cerca de quatro vezes menor do que o de um similar, a gasolina. Sua autonomia é de cerca de 150 km na maioria dos modelos comercializados.
Híbridos Plug-In - combinam características dos dois precedentes, dado que sua bateria pode ser alimentada tanto por uma fonte externa quanto pelo gerador de bordo. Sua autonomia no modo elétrico é da ordem de 40 km a 60 km.

       A avaliação do impacto ambiental desses veículos deve abranger toda a cadeia energética. E o carregamento das baterias, que constituirá um novo mercado para o setor elétrico, deveria ocorrer fora do horário de maior demanda, para evitar investimentos nas redes de distribuição. A facilidade desse carregamento será relevante para o emprego dos carros a bateria e plug-in.
       Os híbridos atingiram 1,43% das vendas mundiais, em 2009. Estes poderão ser os primeiros a terem participação significativa no mercado nacional, principalmente dentre os táxis e ônibus urbanos.
       Com a melhoria do desempenho das baterias, os híbridos plug-in deverão ocupar parte do mercado dos híbridos puros. Carros a bateria vêm tendo crescente aceitação, estimulada por incentivos governamentais, limitações à circulação de carros convencionais e menores custos operacionais.
       A difusão dos veículos elétricos no mercado mundial, bem como no brasileiro, dependerá do desenvolvimento e acerto nas escolhas das tecnologias mais relevantes, bem como dos preços dos combustíveis.
       As vantagens para a sociedade devidas ao emprego desses veículos deveriam se refletir no plano fiscal, no financiamento à sua produção e aquisição, bem como à sua utilização: simplicidade de licenciamento, permissão de circulação em face de restrições ambientais, facilidade de abastecimento de energia.

 

www.fne.org.br

 

 

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