GRCS

23/04/2010

Consumo de energia poderá ser monitorado via internet

 

       Um equipamento capaz de ajudar as pessoas a controlar o consumo de energia elétrica é um dos resultados de pesquisas realizadas desde 2002 pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Ifet-MG e Cemig.
       Denominado Centro de Monitoramento de Usos Finais (Cmuf), ele consiste num sistema de baixo custo e fácil instalação, capaz de medir a energia consumida em uma residência ou indústria. O seu diferencial é que a medição é feita por uso final, isto é, em cada tipo de aparelho separadamente e em tempo real.
       De acordo com seus desenvolvedores, o Cmuf possibilita a medição do consumo geral, do consumo por andar, por sala ou por conjunto de unidades, como aparelhos de ar condicionado, luzes e computadores. Essa setorização é definida de acordo com a necessidade do usuário. "Consideramos importante saber onde há desperdício potencial de energia. Muitas vezes o consumidor gasta sem perceber", explica o professor Fábio Jota, da UFMG, um dos coordenadores do projeto.
       Outra vantagem da tecnologia é o seu custo. "Em geral os modelos convencionais de controle de energia são tão caros que não compensa instalá-los. O que fizemos foi desenvolver um sistema completo, desde o hardware até o software, que chega a ser dez vezes mais barato que a tecnologia disponível no mercado", diz o pesquisador.
       A tecnologia também fornece interface interativa que permite ao usuário monitorar seu funcionamento visualizando gráficos. Além disso, possui recursos que acionam funções como ligar, desligar ou modular o uso de cargas elétricas remotamente. O controle pelo usuário pode ser feito em tempo real, a partir de qualquer computador ou celular com conexão à internet.

Em uso
       O Cmuf tem protótipos instalados em 14 edificações, com resultados de desempenho e eficiência positivos. O sistema funciona sem falhas, 24 horas por dia, mostrando alta confiabilidade. A tecnologia já foi submetida a pedidos de patente nacional e internacional.
       Alguns dos mercados-alvo são as empresas especializadas em projetos de eficiência energética e as concessionárias de energia que necessitam de ferramentas para monitorar a própria rede. Ademais, o serviço pode ser estendido ao consumidor comum.
       Leia também reportagem do Boletim UFMG sobre a tecnologia no link http://www.ufmg.br/boletim/bol1630/6.shtml

 

www.fne.org.br

 

 

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