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01/04/2010

C,T&I exige mais formação, defendem conferencistas

       A necessidade de introduzir fortemente a visão de desenvolvimento científico e tecnológico na formação educacional da população, a formação de recursos humanos e a interiorização de pesquisas foram eleitas prioridades no primeiro dia de debates do encontro regional Sudeste, preparatório para a 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI), em maio.
       Na abertura da conferência, o secretário executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia, Luiz Antonio Rodrigues Elias, discursou sobre a importância dos investimentos em CT&I para o desenvolvimento do país e a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional. Segundo ele, é preciso investir em capital humano.
       "Precisamos formar mais mestres e doutores e elevar a capacidade da produção científica dentro das nossas universidades. Mas, principalmente, precisamos fazer tudo isso de forma integrada, estruturada e intensa", disse Elias, na mesa também ocupada pelos secretários ou subsecretários de C&T do Espírito Santo, Paulo Foletto; do Rio, Luiz Edmundo Costa Leite; de São Paulo, Pedro Bombonatto; e de Minas Gerais, Alberto Portugal.
       A necessidade de formação de mais recursos humanos também foi priorizada pelo anfitrião da conferência"Estamos trabalhando a descentralização do conhecimento e investindo na capacitação do capital humano", disse Foletto.
       Já na opinião de Costa Leite, o investimento dos governos estaduais e municipais nos ensinos básico, médio e técnico são fundamentais. "A formação de mão de obra é, possivelmente, o maior gargalo para o desenvolvimento de muitas áreas ligadas a ciência e tecnologia no Brasil. Estamos chegando à conclusão de que esse é o maior desafio, o mais necessário e, paradoxalmente, o menos complicado", afirmou o secretário do Rio.
       Costa Leite também frisou a apresentação de propostas que levem atividades de pesquisa e inovação para além das grandes cidades. "A gente observa que existem centros de excelência no Brasil, mas isso não é interiorizado. Cerca de 90% dos municípios quase não têm atividade de pesquisa ou inovação", completou.
        No primeiro dia de conferência, foram apresentadas propostas para o desenvolvimento de pesquisas em energia e em tecnologia de informação e comunicação. ONTEM (31), os debates foram orientados para qualidade do transporte nas cidades, novos materiais e inovação para a indústria, redução das desigualdades regionais do sistema nacional de ciência e tecnologia e contribuição da Marinha para o desenvolvimento científico e tecnológico.
        A Região Sudeste é a quarta a organizar sua conferência regional. O ciclo de encontros locais termina nos dias 15 e 16 de abril, quando Maceió (AL) recebe a Conferência Regional Nordeste de Ciência, Tecnologia e Inovação.

(Fontes: Jornal da Ciência, Consecti, do MCT e da Secretaria C&T do Espírito Santo)
www.fne.org.br

 

 

 

 

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