GRCS

16/03/2010

UFMG inaugura maior escola de engenharia do país

A instalação tardou, mas o que conseguimos excedeu nossas expectativas", disse o reitor Ronaldo Pena, que retorna à unidade como professor do curso de Engenharia de Controle e Automação

       Com a presença do ministro da Educação, Fernando Haddad, a UFMG inaugurou na última quinta-feira, dia 11, o complexo de 12 prédios da Escola de Engenharia no campus Pampulha. "Cada real investido aqui se transforma em inclusão e pesquisa", afirmou o ministro, dizendo acreditar que, em se tratando de educação, gasto é sinônimo de investimento.

      O diretor da Escola de Engenharia, professor Fernando Amorim, disse que a inauguração do novo complexo acontece em um momento de expansão da Universidade. Com os quatro novos cursos criados na unidade, a Escola passou a oferecer, a partir de 2010, 1.010 vagas, tornando-se a maior escola de Engenharia do país. "Estamos expandindo as vagas com manutenção da qualidade", ressaltou.

        Para Amorim, um dos maiores benefícios da mudança para o campus Pampulha é a oportunidade de fortalecer a parceria e interação com outras áreas do conhecimento, o que permite a viabilização de projetos importantes. Ele citou ainda a discussão sobre um possível "apagão de engenheiros" no Brasil, dizendo que, com a inauguração do novo espaço, a UFMG está apresentando alternativa a esse problema.

        “Não são só instalações novas, mas melhores, modernas e adaptadas para as finalidades a que se destinam”, avalia. O novo prédio de salas de aulas (Bloco 3) foi construído em parte com recursos oriundos da adesão da UFMG ao Programa de Apoio aos Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). Com a adesão, a Escola ganhou quatro novos cursos – Engenharia de Sistemas, Engenharia Ambiental, Engenharia Aeroespacial e Engenharia de Controle e Automação Noturno – e ampliou o número de vagas oferecidas.

        O reitor Ronaldo Pena relembrou a saga da Escola para se transferir para o campus, desde quando a ideia foi aprovada formalmente por sua Congregação, em 1943. O reitor afirmou que as dificuldades nunca abalaram sua confiança no sucesso final da empreitada. "A instalação tardou, mas o que conseguimos excedeu nossas expectativas", disse o reitor, que retorna à unidade como professor do curso de Engenharia de Controle e Automação.

Execução direta
      
Além da integração, o novo complexo simboliza a vitória de um modelo de construção pública único no país e há décadas adotado pela UFMG. Trata-se da autoconstrução ou execução direta, processo pelo qual a própria Universidade ergue seus prédios, dispensando a presença de empresas terceirizadas. “A Universidade acredita que é legal fazer a construção como ela sempre fez, mas o Tribunal de Contas da União (TCU), que antes aprovava esse método, alega que não podemos mais utilizá-lo. Por isso, com toda a compreensão democrática do direito, recorremos à Justiça, e o Supremo Tribunal Federal dará a palavra final”, comenta Ronaldo Pena.

       Em sua opinião, a nova sede da Escola de Engenharia é a prova da viabilidade da autoconstrução, que economiza recursos e melhora a qualidade da obra. O reitor lembra que, ao auditar a obra da Face, o TCU concluiu que houve uma economia de 20%. “Tal percentual, aplicado aos R$ 120 milhões utilizados para construir a Engenharia, se traduz em uma economia de R$ 24 milhões para os cofres públicos”, calcula Pena.

        A cerimônia contou com a presença do ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias; do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda; da secretária de Estado de Desenvolvimento Social e reitora da UFMG na gestão 2002 a 2006, Ana Lúcia Gazzola; do vice-reitor da unidade, Rodney Saldanha; e do reitor eleito Clélio Campolina.Saiba mais no Boletim da UFMG

(Com informações da Assessoria de Imprensa de UFMG)
www.fne.org.br

 

 

 

 

 

Lido 2412 vezes

Adicionar comentário

Código de segurança
Atualizar

VAGAS DE ESTÁGIO

agenda