GRCS

20/01/2010

2010, bom começo

Em 2009 vivíamos as agudas dificuldades da crise externa que se abateu sobre a economia e a sociedade com apavorantes notícias diárias sobre demissões e colapso do desenvolvimento. Artigo de João Guilherme Vargas Netto

      Estes inícios de 2010 estão muito diferentes dos inícios de 2009. Para quem se lembra, vivíamos as agudas dificuldades da crise externa que se abateu sobre nossa economia e nossa sociedade com apavorantes notícias diárias sobre demissões e colapso do desenvolvimento.
       Mas enfrentamos a crise com mobilização, acerto estratégico e unidade de ação e viramos o jogo.
       Hoje posso selecionar duas notícias, aparentemente díspares e que dão todo o sentido ao otimismo do movimento sindical dos trabalhadores e orientam nossas iniciativas nos inícios de 2010.
       A primeira delas, cuja origem é o Dieese, informa que durante o ano passado o custo da cesta básica caiu em 16 das 17 capitais de estados pesquisadas (só não caiu em Belém).

       Em São Paulo, por exemplo, a despesa com a cesta básica passou a equivaler a menos da metade do salário mínimo e isto acontece pela primeira vez desde 1972.
       Este resultado é decorrente da política governamental de valorização do salário mínimo, conquista unitária do movimento sindical e resultado efetivo das seis marchas à Brasília com esta reivindicação.

       O reajuste de 12,05% do salário mínimo em fevereiro de 2009, em plena crise, foi a maior vitória dos trabalhadores no ano passado e um poderoso antídoto à crise.
       A outra notícia, cuja origem é a Fiesp, informa que as empresas planejam ampliar a produção em ritmo superior às contratações, aumentando a produtividade que havia caído 4,1% em 2009 durante a crise.

       Segundo os empresários, o emprego industrial só deve recuperar o nível anterior à crise no segundo semestre de 2010; há, portanto, uma grande necessidade de ampliar os ritmos das contratações acelerando o processo de crescimento.
       Se combinarmos as duas notícias compreendemos claramente a possibilidade e a necessidade da redução da jornada de trabalho, sem redução de salário. A vitória do salário mínimo nos dá a garantia de que é possível vencer, com benefícios para todos.

       O crescimento da produtividade nos informa sobre a necessidade da redução, para aumentar o emprego, sem prejuízo da competitividade.
        Como disse o Paulinho da Força: "Como a produtividade vai crescer muito podemos garantir grandes aumentos de salário (como garantimos o aumento do salário mínimo) e obter conquistas inéditas, como a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais. Vamos lutar, juntos, para isto".
(*) Membro do corpo técnico do Diap e consultor da FNE

 

 

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