GRCS

27/05/2014

Engenheiros e arquitetos da Prefeitura de SP deflagram greve

Engenheiros e Arquitetos e demais categorias de nível superior, do Município de São Paulo, estão em greve desde a zero hora desta terça-feira (27/5). As categorias, representadas pelo Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP) e pelo Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo (Sindsep-SP), que juntos representam cerca de 7 mil trabalhadores, realizam assembleia - prevista para às 14h -, em frente ao Gabinete do Prefeito, no Centro da capital paulista. Por volta das 12h30, cerca de 400 engenheiros e arquitetos se reuniram em assembleia na sede do SEESP.


Foto: Beatriz Arruda/SEESP
murilo pinheiro assembleia PMSP 2
Engenheiro Murilo Pinheiro defende luta da categoria no município



“Abrimos a assembleia aqui no SEESP para unificar a luta e organizar nossa mobilização durante toda a tarde de hoje. Há mais de 20 dias a administração pública não fez qualquer tipo de contato, proposta ou tentativa de retomar a negociação. Não há avanço. Portanto, não nos resta outra alternativa se não levar nossa indignação para conhecimento público”, lamenta o engenheiro Sergio Souza, delegado sindical do SEESP na Prefeitura Municipal de S. Paulo (PMSP).

O presidente do SEESP, Murilo Pinheiro, abriu a assembleia “reforçando o apoio aos trabalhadores”. O presidente do Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo (Sasp), Maruílio Ribeiro Chiaretti, também presente, falou sobre a importância da luta dos servidores e sua unificação.

Segundo os trabalhadores, todas as subprefeituras estão com atividades paralisadas, além de todas as secretarias que funcionam no edifício Martinelli, como as de Habitação e Planejamento, e empresas Emurb e Cohab-SP. Outras paralisações temporárias já foram feitas durante a campanha salarial 2014. Desta vez, os trabalhadores afirmam que não há previsão para retorno.

A mobilização envolve servidores das áreas da saúde, educação, cultura, subprefeituras, assistência social, verde e meio ambiente, serviço funerário, HSPM, AHM, esportes, zoonoses, habitação, entre outras, que estão em estado de greve. Por volta das 14 horas, eles se reúnem reunirão em frente à Prefeitura, onde esperam ser reunidos mais uma vez pelo Executivo. Porém, desta vez, com nova proposta. Há a expectativa de que todos os servidores votem e aprovem paralisação de todo o funcionalismo do município.

Câmara

Antes de chegarem à prefeitura, engenheiros e arquitetos saíram em passeata do SEESP, rumo à Câmara Municipal, onde e reuniriam com presidente da Casa, o vereador José Américo, e outros parlamentares. Também estava previsto que duas mudas de árvores plantadas há cerca de 15 dias pelas categorias, em frente à Câmara, em outro protesto, seriam regadas. As mudas representam as duas categoriais que reúnem cerca de 1400 servidores e vêm atuando de forma unificada na campanha.

Entre as principais reivindicações dos servidores estão nova Lei Salarial que possibilite o aumento dos salários dos servidores e a recomposição da inflação do período (6,45% conforme Dieese, no período de maio de 2013 à abril de 2014); recomposição das perdas inflacionárias de 58% (entre 2005 e 2012), cumprimento da cláusula do acordo de 2013 sobre o plano de carreira e adoção do piso do engenheiro, de 8,5 salários mínimos.


Deborah Moreira
Imprensa SEESP






 

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