GRCS

25/04/2014

Protesto no Sistema Cantareira chama a atenção para a falta de medidas

Um ato organizado pelo Consórcio PCJ, das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, reuniu cerca de 300 pessoas na manhã desta sexta-feira (25/4). Os manifestantes se reuniram no fundo seco da represa Jacareí, interligada ao reservatório Jaguari, entre as cidades de Piracaia e Joanópolis, e chamaram a atenção sobre a falta de água no Sistema Cantareira e a falta de medidas para evitar o desabastecimento. O nível do reservatório, comparando marcas nas estruturas de sustentação de uma ponte no local com o atual, está muito baixo. Antes deste período de estiagem chegou a atingir 18 metros. Agora, não passa de um córrego.

De acordo com Secretário Executivo do Consórcio PCJ, Francisco Lahoz, a seca na represa é comum na estiagem devido à elevação geográfica, mas a situação mostra que o abastecimento não pode depender do volume útil. Para ele, a saída seria a construção de novos reservatórios na região de Amparo e Pedreira, que atenderiam principalmente a Região Metropolitana de Campinas.

Durante o ato, que envolveu entidades e estudantes de escolas públicas de Piracaia, foi realizado um abraço simbólico ao Cantareira. Deputados federais e estaduais também foram ao local, assim como prefeitos e vereadores de cidades da região.

Entre os representantes da Câmara de Campinas, estava o presidente da Comissão de Meio Ambiente Luiz Carlos Rossini, que estuda um projeto de lei sobre o reúso da água em condomínios do município.

Além do ato, o PCJ também elaborou uma carta de propostas de curto, médio e longo prazo. Dentre as propostas apresentadas se destacam as reivindicações: declaração de Estado de Calamidade Pública nas questões hídricas para as Bacias Hidrográficas do PCJ e Alto Tietê, com liberação imediata de recursos financeiros, pelos Governos Estaduais, envolvidos e União; a redução drástica do consumo de água, preservando, assim, o volume morto do Sistema Cantareira; incentivos à fabricação de materiais hidráulicos que otimizem o consumo de água; estimular em construções novas e já existentes a implantação de armazenamento de água de chuva e que as Câmara de vereadores das duas bacias hidrográficas envolvidas, criem leis de exigência de construção de cisternas para armazenamento de água pluviais, para novas construções com área igual ou superior a 500 m2, prevenindo, ao mesmo tempo, a ocorrência de enchentes e inundações, a exemplo do município de Rio Claro (SP).

O documento destaca a suspensão de aprovações de novos loteamentos e expansões urbanas nas regiões direta ou indiretamente envolvidas com o Sistema Cantareira, além de solicitar recursos para desenvolvimento do ecoturismo na região de cabeceira do sistema e projetos de preservação dos recursos hídricos nas bacias hidrográficas. No total, são apresentadas 39 reivindicações que deverão ser encaminhadas aos órgãos gestores e aos governos estadual e federal.

Leia a íntegra do Manifesto no documento anexo (abaixo).


Imprensa SEESP
Com informações do Portal CBN Campinas e Consorcio PCJ 

 




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