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15/07/2013

Coletivo de Mulheres da CNTU realiza seu primeiro encontro

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Lançado em 8 de março, durante a comemoração do Dia Internacional da Mulher, o núcleo reuniu-se para definir rumos e ações no dia 12 último, em São Paulo. Participaram cerca de 40 pessoas, entre dirigentes da confederação e dos sindicatos filiados e lideranças do movimento feminista.

* Confira as fotos do encontro aqui

O encontro reafirmou o propósito de debater a condição feminina a partir do tripé saúde, trabalho e política. Conforme ponderou a vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU), Gilda Almeida de Souza, “a pauta e extensa porque diz respeito à condição feminina na sociedade, mas essas são especificidades importantes”. Ela destacou ainda que o trabalho do coletivo, que deve ser permanente, será feito conjuntamente com os homens.

Ficou marcado para 14 de março de 2014 um grande encontro de profissionais de formação universitária, no qual essas questões serão tratadas amplamente. Até lá, devem ocorrer diversas reunião preparativas. A primeira já está agenda para 20 de setembro, às 15 horas, em São Paulo.

Igualdade no trabalho
ColetivoCNTU3Ao longo do debate, ganhou destaque a luta por igualdade de oportunidade e remuneração no mercado de trabalho, que ainda precisa ser vencida. Um exemplo das barreiras que as mulheres ainda enfrentam nesse aspecto foi levantado por Ernane Rosas, presidente do Sindicato dos Nutricionistas de São Paulo (Sinesp), que luta junto ao Congresso Nacional para estabelecer o piso salarial da categoria , majoritariamente feminina. “A mulher recebe menos porque há a ideia de que deve ser sustentada. Isso era verdade 50 anos atrás. O machismo acha desnecessário o reconhecimento profissional das mulheres. Precisamos lutar para mudar essa realidade”, criticou.

Na avaliação da engenheira Cristina Palmieri, uma das idealizadoras do coletivo, travar essa discussão a partir da CNTU, reúne diversas profissões, pode trazer grandes conquistas no que diz respeito à reflexão e conscientização. “Estamos buscando igualdade de salários e o movimento sindical precisa se inteirar disso”, defendeu.

Marta Lívia Suplicy, presidente da Liga das Mulheres Eleitoras do Brasil (Libra) deu um testemunho da dificuldade enfrentada na formação como zootecnista e comemorou as mudanças observadas hoje. “Na minha turma havia 46 homens e duas mulheres, tivemos que lutar pelo banheiro feminino. Nos estágios, nos colocavam para ser recepcionistas. Hoje, há avanços que vejo com orgulho e felicidade”, afirmou.

Contra a discriminação
ColetivoCNTU4A psicóloga Maria Alice Bueno lembrou a ainda dificuldade que as mulheres encontram para participar da política e mesmo de suas entidades. “A minha é um profissão de maioria feminina, mas a diretoria do sindicato é formada principalmente por homens.” Diante disso, ela considera fundamental a iniciativa da CNTU para superar as ainda existentes desigualdade e discriminação.

Outro ponto levantado a divisão do trabalho doméstico, que ainda recai majoritariamente sobre as mulheres, embora essas sejam também cada vez mais responsáveis pelo sustento da casa. Na opinião de Lídia Correia, da Confederação de Mulheres do Brasil, é preciso trabalhar para que o Estado assuma adequadamente funções como a manutenção de creches e o atendimento à saúde.

É preciso incluir na discussão sobre gênero a questão da discriminação racial, pontuou a advogada Regina Silveira, do Instituto Sindical Interamericano pela Igualdade Racial (Inspir). “A mulher negra advogada iniciante ganha bem menos que a branca”, exemplificou. Segundo ela, a diferença é notável, com a primeira recebendo cerca de R$ 1.500,00 e a segunda, R$ 3.000,00.
 

Fonte: Rita Casaro – Comunicação CNTU




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