GRCS

22/08/2012

Brasil possui segunda maior frota de aviação agrícola do mundo

A atual safra brasileira de grãos, cujos números foram divulgados no início do mês, alcançou um volume histórico: com 165,9 milhões de toneladas, é o maior montante já registrado. O Ministério da Agricultura anunciou que pode revisar a projeção para a próxima safra, dado o bom momento, impulsionado pela alta na produção de milho.

Com crescimento ainda mais acelerado, está o setor de aviação agrícola brasileiro. O país conta com a segunda maior frota mundial de aeronaves desse tipo, com 1.720 unidades, segundo estimativas do setor para o mês de agosto, atrás apenas dos Estados Unidos, que possui dez mil.

Se em 2009 a frota desses aviões cresceu 3,5%, no ano seguinte a alta foi de 4,1% e, em 2011, subiu 6,6%. Para 2012, a estimativa é aumentar 8%, acredita o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag). “Existem 260 empresas no ramo no Brasil, além de 200 operadores rurais. Mais de um terço das empresas se concentram na região Sul, pois a cultura do arroz, por lá, é muito forte. Com o terreno alagado, a pulverização por via terrestre é difícil”, explica o presidente do Sindag, Nelson Paim, à Agência CNT de Notícias.

Apesar de índices positivos de crescimento, a aviação agrícola é responsável por apenas 24% das áreas pulverizadas com defensivos no Brasil. Segundo Paim, a falta de informação sobre esse tipo de tecnologia é o maior problema. “Nosso sistema consome menos agroquímico, é altamente especializado, técnico e eficiente. A aviação agrícola é a tecnologia mais fiscalizada e conta com legislação específica. É a melhor escolha para momentos críticos de todas as culturas no tratamento de fungos e pragas”, garante.

Uma vantagem da pulverização aérea é evitar o amassamento da cultura e a compactação do solo, além de não propiciar o "intercâmbio" de doenças ou pragas entre lavouras - que podem ocorrer via pneus dos equipamentos terrestres. O engenheiro agrônomo André Textor explica que, na pulverização terrestre, é necessário um pulverizador, três profissionais, um veículo apoiador transportando água, há consumo de combustível e, além disso, esses equipamentos ferem a cultura. “No caso da plantação de soja, a perda chega a 3% e, no milho, pode chegar a 8%, o que não acontece com a pulverização aérea”, diz ele, que trabalha também como piloto na empresa goiana Aerotex, atendendo 250 clientes nos municípios de Rio Verde, Montividiu e Quirinópolis.

 

Imprensa – SEESP
Informação da Agência CNT de Notícias



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