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10/07/2020

Tratamento de resíduos sólidos e o combate à pandemia no ABC

 

Soraya Misleh/Comunicação SEESP

 

Na live desta semana, em 8 de julho, o SEESP trouxe o tema “Tratamento de resíduos sólidos e o combate à pandemia no ABC”. Com participação de Edgard Brandão, secretário executivo do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, e coordenação de Silvana Guarnieri, diretora da delegacia do sindicato na região, a transmissão ocorreu, como de praxe, no Instagram da entidade (oportunidades_na_engenharia).

 

Brandão destacou que o tema é parte do cotidiano da sociedade, portanto, de interesse não só dos engenheiros, mas da população como um todo. Nessa direção, lembrou que problemas seguem em busca de soluções. “Tenho 50 anos de formado e de serviço público. À época já se dizia que era preciso acabar com os aterros e não deixar acabar com as ferrovias.” O resultado, meio século depois, é o inverso dessa orientação.

 

Silvana Guarnieri na live com Edgard Brandão. (Reprodução Instagram)

 

Guarnieri atestou: “Sou fundadora da Delegacia Sindical do SEESP no Grande ABC e do Consórcio Intermunicipal na questão de resíduos sólidos, trabalho iniciado há 30 anos. Continua a haver o mesmo aterro em Santo André. Em outras cidades há ocupação total de áreas, e esse processo [de encerramento] está em fase final. É preciso solução conjunta, o que vai sempre permear o consórcio, o qual inclusive elaborou plano inter-regional.”

 

A região do Grande ABC, conforme Brandão, produz 942 mil toneladas de resíduos sólidos anualmente e menos de 4% tem aproveitamento com reciclagem. “Estamos no limite. Não tem onde colocar mais lixo. A política reversa [em que as empresas são obrigadas a dar destinação adequada ao material que geram] precisa melhorar.” Guarnieri concordou e destacou a existência de novas tecnologias, com redução nos custos aos municípios e aperfeiçoamento no monitoramento das ações.

 

Para Brandão, nessa direção, exercem papel as usinas de energia para dar conta desse volume, como a existente na cidade de Mauá, cuja capacidade é de 3 mil toneladas de resíduos sólidos.

 

Outra questão a ser considerada, na ótica do secretário executivo, é quanto à melhoria na organização dos “profissionais de reciclagem”, como prefere nominar, ao invés de “catadores”. “Há na região 300 a 400 cooperativas, mas no entorno das cidades deve haver muito mais desses trabalhadores. Se são 1.500, com a crise pós-pandemia podem chegar a 3 mil. É necessário pensar no aspecto social.” Reforçou ainda que se privilegiam papel e plástico, o que requer melhor aproveitamento de outros materiais. “A população precisa ter treinamento.” A diretora do SEESP no Grande ABC sugeriu que esses “recicladores” poderiam se tornar personalidade jurídica, o que permitiria serem contratados pelas prefeituras.

 

Defendeu também a conscientização do conjunto da população quanto à coleta e destinação de resíduos sólidos, bem como em relação à economia solidária – que reaproveitaria móveis velhos, por exemplo. “A palavra chave é educação ambiental”, ressaltou Brandão.

 

 

Bons exemplos

 

Por fim, o secretário executivo enfatizou que a região é “muito bem qualificada, com várias universidades e importante parque tecnológico”, sinalizando que pode dar um salto nessas questões. Se a pandemia trouxe outro problema quanto ao lixo, relativo ao descarte adequado de máscaras, também demonstrou que a cooperação entre as instituições, poder público e empresas traz bons resultados.

 

Associando saúde e saneamento (aí incluídos os resíduos sólidos), ele citou alguns bons exemplos: “A Universidade Mauá de Tecnologia, o consórcio intermunicipal e a Mercedes-Benz construíram respiradores hospitalares, chamados ‘usadores para unidades móveis’. Quatrocentos a quinhentos serão colocados à disposição da população nos estabelecimentos de saúde, mediante entendimento com a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]. Já a Braskem [empresa do setor químico e petroquímico] se uniu à General Motors para fazer máscaras, com a participação de universidade e consórcio.”

 

A próxima live ocorrerá no dia 16 de julho, às 18h. Sobre o tema “O papel do BIM no enfrentamento da Covid-19 e na recuperação pós-crise”, terá participação de Meire Garcia, arquiteta e coordenadora do curso “Fundamentos e implementação de BIM” do SEESP Educação, e apresentação de Fernando Palmezan Neto, diretor do sindicato e coordenador do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”. Sempre com transmissão ao vivo na página do Instagram da entidade (oportunidades_na_engenharia).

 

Confira a live “Tratamento de resíduos sólidos e o combate à pandemia no ABC” na íntegra:

 

 

 

 

 

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