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24/04/2020

Centro universitário em Sorocaba desenvolve protetores faciais para hospitais

Comunicação SEESP

 

Mais de 600 unidades de protetores faciais produzidos no laboratório de fabricação digital (Fab Lab) da Faculdade de Engenharia de Sorocaba (SP) – o Centro Universitário Facens – foram doadas aos hospitais do município e região. Os “face shields” são importantes Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) utilizados pelos profissionais da saúde no combate ao contágio do novo coronavírus.

 

Para esse projeto independente da Facens, iniciado em março último, estão sendo utilizadas todas as impressoras 3D existentes no Centro Universitário, segundo Ântoni Romitti, coordenador do Fab Lab Facens. São 14 impressoras, uma cortadora a laser e duas máquinas de costura trabalhando simultaneamente na fabricação dos EPIs. “Nossa produção atualmente é de 40 protetores faciais por dia”, conta Romitti.

 

Os protetores são impressos em partes, de Polietileno Tereftalato de Etileno Glicol (PETG), tipo de material bastante utilizado em impressoras 3D.  As viseiras são de lâminas de PETG cortadas a laser e montadas ao final do processo de produção.

 

 

FabLabFacens 1Produção dos face shields. Foto: Facens.

 

 

A equipe é composta por 11 colaboradores, dos quais dois atuam em home office e quatro no Smart Mall Facens – um mini fab lab situado num shopping, no centro de Sorocaba. São estudantes de engenharia da computação, elétrica, mecânica, mecatrônica, de produção e química, além de arquitetos e urbanistas, designers e tecnólogos em jogos digitais.

 

O Fab Lab Facens faz parte da rede mundial de fab labs formada por mais de 1.900 laboratórios em mais de 100 países, conforme conta o coordenador, todos esses “conectados, trocando ideias, processos e compartilhando projetos open source, ou seja, de código aberto”, como o protótipo dos protetores faciais, segundo Romitti. 

 

“Hoje estamos em um momento ímpar da história, e a colaboração em rede é uma eficiente ferramenta para responder a uma emergência global sem precedentes. O mantra ‘quando compartilhamos, todo mundo ganha’ aplica-se agora mais que nunca”, ele defende.

 

No início de abril, diversos sindicatos e associações manifestaram-se em defesa dos profissionais da saúde chamando atenção à falta de EPIs em muitos hospitais de São Paulo. Foi realizado, inclusive, um ato silencioso no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), em denúncia à contaminação dos trabalhadores pelo coronavírus devido à falta de insumos.

 

A iniciativa da Facens, nesse sentido, cumpre o papel da universidade de contribuir ativamente com a sociedade. É como avalia a presidente da Delegacia Sindical do SEESP em Sorocaba, Fátima Aparecida Blockwitz.  “Infelizmente estávamos num momento em que a pesquisa, a ciência, as universidades vinham perdendo investimentos”, ela avalia.  E contempla: “Agora está provado o quanto essas áreas são importantes à sociedade. A engenharia, a pesquisa em tecnologia são muito importantes, dão um suporte muito grande à população, a diversas outras áreas como a saúde, facilitando e aprimorando o trabalho.”

 

Hospital das Clínicas, Santa Casa de Sorocaba, Hospital Santa Lucinda, Hospital Regional Dr. Adib Domingos Jatene, Clínica Odontológica Oral Sin, Unidade Pré-hospitalar (UPH) Zona Norte, UPH Zona Oeste, Hospital Santa Casa Francisco Morato, Pronto Socorro Capela do Alto, Pronto Socorro de Alumínio, Hospital da Campanha de Cotia, Coordenadoria de Saúde Bucal de Sorocaba, Hospital Evangélico de Sorocaba, Santa Casa de Cunha, Hospital Votorantim e a Secretaria Municipal de Saúde de Boituva estão na lista das unidades abrangidas pelas doações da Facens.

 

 

FabLabFacens 2São 14 impressoras, uma cortadora a laser e duas máquinas de costura trabalhando simultaneamente
na fabricação dos EPIs. Foto: Facens.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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