GRCS

31/01/2020

O mercado de desenvolvedores de software, os devs

Procura por profissionais de segurança cibernética e desenvolvedores de software (devs) deve aumentar nos próximos anos no País

Rosângela Ribeiro Gil
Oportunidades na Engenharia

200 Software freepikUm levantamento feito pelo site de empregos Indeed indica que o número de vagas de emprego abertas em segurança cibernética aumentou 10% no Brasil, entre outubro de 2018 e outubro de 2019, e o número de brasileiros procurando por essas vagas cresceu 12% no mesmo período. Comparando esse dado com o mesmo período no ano anterior, em que a procura por essas vagas era 4% menor, o crescimento do interesse no setor parece cada vez mais promissor. A Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) projeta que serão necessários 70 mil novos profissionais de TI por ano no Brasil entre 2019 e 2024.

O desenvolvimento de software é um processo complexo, que inclui muitos profissionais e está sujeito a vários riscos. De acordo com Caio Arnaes, diretor de recrutamento da Robert Half, há um aumento na demanda de profissionais em engenharia indo para essa linha de desenvolvimento e de codificação, ou seja, de software. É uma formação, segundo ele, treinada para enfrentar desafios, principalmente em raciocínio lógico “que são muito úteis para que o software seja criado de maneira muito eficiente”. Tanto que, informa Arnaes, em muitas empresas já existe o cargo de engenheiro de software, “geralmente é um profissional bastante sênior, que conhece muito da linguagem ou da arquitetura de todo o sistema como ele funciona”.

300 Caio Arnaes Robert HalfCaio Arnaes, da Robert Half, mercado promissor para a engenharia. Crédito: João Neto.

Dispositivos em nossas mãos

O especialista da Robert Half observa que a demanda por desenvolvedores de software (devs) continuará em crescimento a partir do contato com o mercado. “Ninguém está apostando, vendo ou imaginando um retrocesso nessa área até porque o mundo está ficando cada vez mais tecnológico e digital. Temos cada vez mais coisas desenvolvidas em software em nossas mãos.”

 

Na linha de desenvolvedores, os profissionais codificam o software “para ajudar a estruturar tanto a parte de front-end – interface usuário-máquina –, como a base de dados, que no mercado se chama back-end”. Além disso, Arnaes aponta que “muitos [profissionais de engenharia] estão indo para a parte de infraestrutura, ou seja, dimensionamento das máquinas, da capacidade de processamento dos links”.

Para Kristian Capeline, coordenador-geral do Centro de Tecnologia da Informação (CTI) da Universidade Positivo, sem dúvida a engenharia pode absorver essa demanda ligada ao desenvolvimento de programas, como na parte de cibersegurança e de dados. Além da engenharia de software, ele informa que “já existem engenharias de dados e de segurança, além de outras, porém quase a sua totalidade não está formatada no ensino superior com as disciplinas clássicas das engenharias tradicionais”.

Mas isso, avalia Capeline, não limita a atuação desses profissionais para as demandas de TI, pelo contrário, grande parte desses currículos diferenciados acaba conseguindo focar em necessidades mais específicas da área. Ele acredita que as “engenharias e a área de TI andam juntas, principalmente por causa da formação dos alunos com um pensamento lógico e analítico”.

 

 

Indicação de leitura
* A batalha pelo emprego - Jornal do Engenheiro

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