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09/08/2019

Artigo – Caldeirão da bruxa

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João Guilherme Vargas Netto* 

 

Passada a euforia (deles) pela aprovação na Câmara dos Deputados da deforma da Previdência e seu envio para o Senado, ele será obrigado a votar o mesmo texto aprovado (sem modificações como aconteceu na votação senatorial da deforma trabalhista), mas tentará aprovar uma esdrúxula PEC paralela que pode contrabandear a capitalização.

 

No entanto, as atenções dos deputados na próxima semana se voltarão para a discussão e tentativa de aprovação da MP 881 propagandisticamente chamada “da liberdade econômica”.

 

Esta MP, engordada por inúmeros jabutis que quase fizeram transbordar o caldeirão da bruxa com seus ingredientes tóxicos e nauseabundos privilegiou o empresariado lúmpen e restringiu ou eliminou direitos trabalhistas alterando, pelo menos, 36 artigos da CLT.

 

A sopa fétida tem tantos componentes que nem se sabe o que cada colherada pode conter.

 

O próprio relator, depois de engrossar o caldo, propõe eliminar alguns destes ingredientes para facilitar que se engula a gororoba que continua impalatável para os trabalhadores.

 

Embora o movimento sindical não tenha podido compreender o alcance nefasto da sopa tóxica alguns deputados (e não só da oposição) se preocupam com os mais graves aspectos trabalhistas negativos da MP.

 

Para não engasgar e melhorar as condições de vitória parcial o bom senso recomenda que se destaquem alguns artigos da MP como a liberação do trabalho aos domingos sem compensações, a não marcação do ponto nas empresas, a limitação do papel das CIPAs e não muitos mais.

 

Do caldeirão da bruxa podem ser eliminados alguns ingredientes ainda que seja muito difícil fazer caducar a MP não a votando até o dia 27 de agosto: o cheiro da sopa atrai muitas moscas.

 

 

 

 

 

 

 

 

Joao boneco atual 

 

 *Consultor sindical. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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