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12/06/2019

Como garantir o futuro investindo em ações

 

Soraya Misleh

 

"Ações garantem o futuro - o jeito Barsi de investir." Esse foi o tema de palestra ministrada por Louise Barsi nesta terça-feira (11). Iniciativa do Sindicato dos Economistas no Estado de São Paulo (Sindecon-SP) em parceria com o SEESP, o evento realizou-se na sede desta última entidade, na Capital.

 

Louise Barsi: garantir carteira previdenciária. (Foto: Beatriz Arruda)

 

Corretora da Elite Investimentos, formada em Economia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2015 e em Contabilidade pela Fundação Álvares Penteado (Fecap), instituição em que é pós-graduanda em Mercado de Capitais, a especialista segue os passos de seu pai, Luiz Barsi. Da infância pobre ao homem que acumulou bilhões, Luiz Barsi é considerado pelo Infomoney o maior investidor pessoa física da Bolsa de Valores. Aos 80 anos, teve sua trajetória exitosa apresentada no ensejo por Louise, que fundou o programa de formação "Ações Garantem o Futuro" em "sua homenagem".

 

À sua preleção, a economista trouxe a questão: "Como falar em investir neste cenário em que 12% da população [economicamente ativa] está desempregada, 43% virou o ano como dívidas atrasadas, quatro entre dez jovens estão ou estiveram com nome sujo e na faixa etária de 36 a 40 anos, 48,5%? Entre os idosos com mais de 61 anos, são 38,8%. Noventa e sete por cento dos aposentados dependem do INSS ou de ajuda de parentes e, em 2018, 23% dos jovens encontravam-se na categoria nem-nem [não estudam ou trabalham]."

Complicador é que, como apontou Louise, apenas 4% dos brasileiros têm reserva financeira, 88% em caderneta de poupança. "Há uma infinidade de recursos mal utilizados em caso de necessidade."

 

Na ideia de garantir o futuro, ela revelou sua proposta: democratizar e desmistificar o mercado de ações de modo a que a população tenha acesso a informações e possa fazer sua "carteira previdenciária". "É possível acumular patrimônio em ações que proporcionarão renda generosa em dividendos e viver muito bem com investimento em Bolsa de Valores." Hoje compõem esse universo 1,4 milhão de pessoas que fazem inversões em bitcoin [uma espécie de dinheiro eletrônico] e 1 milhão de CPFs, além de 3,8 milhões em Tesouro Direto, na sua opinião, "o investimento mais seguro". Louise considera que cinco mitos cercam esse mercado de ações. O primeiro é que a bolsa é um cassino. "Não é", frisou. Conforme ela, no longo prazo supera em rentabilidade qualquer outro investimento. "Quem começou na década de 1970 e ficou na bolsa teve valorização de mais de 2.500%." O segundo mito que a economista enxerga é quanto à ideia de que se deve comprar ações na baixa e vender na alta. Na sua análise, deve-se manter a aplicação mesmo no pico, considerando que o mercado é cíclico. O terceiro é de que uma boa empresa signica necessariamente um bom investimento. "Pode ser ou não, e preço importa." Também é mito que uma empresa que paga dividendos não cresce. "Bolsa é desempenho." E por fim, de que é preciso ser rico para vencer na bolsa. 

 

De acordo com Louise, para investir em ações é preciso traçar objetivos de longo prazo, estabelecer metas alcançáveis, manter a consistência, procurar ajuda de um especialista e não adiar o início. "´É como dieta, não deixe para começar na próxima segunda-feira." E ensinou: "É melhor aplicar pouco, mas todo mês do que muito uma vez só." Entre as ações a serem escolhidas, a economista citou por exemplo as de setores de infraestrutura como saneamento, geração e transmissão de energia, cuja demanda deve ser "estável e bem saudável nos próximos anos". "São quatro critérios principais de avaliação de bons investimentos: resultados sólidos, perenidade nos negócios, consolidação do mercado e política de dividendos." E concluiu: "Quem ainda não está na bolsa, faça uma carteira previdenciária. Vai ter ganhos muito mais expressivos que no passado."

 

Confira apresentação.

 

 

 

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