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15/02/2019

Sindicalismo ajusta preparativos do ato contra a reforma da Previdência, dia 20

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Agência Sindical

 

Dirigentes de centrais sindicais se reuniram nesta quinta-feira (14) na sede do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em São Paulo, para afinar os detalhes da Assembleia Nacional, dia 20 de fevereiro (quarta próxima), na capital paulista, em defesa da Previdência Social. O ato, na Praça da Sé, terá a presença das mais diversas categorias profissionais, do campo e da cidade.

 

Segundo os dirigentes, o evento vai marcar a retomada da luta contra a supressão de direitos. Há receio de que o projeto que Bolsonaro enviará ao Congresso seja muito duro, como sinaliza o texto divulgado na mídia.

“É um reinício de mobilização. As informações passadas na reunião mostram que a organização está correndo bem, faltando fechar apenas detalhes”, adianta o metalúrgico João Cayres, secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT-São Paulo).

 

Ele explicou que as providências finais serão definidas na próxima segunda-feira (18), às 15h, no Dieese. Conforme o dirigente, a expectativa é reunir 10 mil pessoas na Sé. “Além de lideranças dos movimentos sociais, devem participar servidores paulistanos em greve contra a reforma da Previdência municipal”, diz.

“Essa luta precisa ser de toda a sociedade e não apenas dos trabalhadores com carteira assinada”, argumenta João Carlos Gonçalves (Juruna), secretário-geral da Força Sindical.

O dirigente informa que no ato será votado documento que explicita a visão do sindicalismo sobre a Previdência Social adequada ao País. “Defendemos um modelo de Previdência pública, que cumpra uma função social”, afirma.

“O governo aperta o cerco aos trabalhadores, mas não cobra os grandes devedores do INSS. Insiste que a Previdência é deficitária, mas aplica a Desvinculação de Receitas da União, mecanismo que permite ao governo federal sequestrar recursos da seguridade”, denuncia o bancário Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

 

Congresso

O sindicalismo também busca interlocutores no governo e Congresso Nacional. No último dia 13, lideranças das centrais, confederações, federações e sindicatos participaram da segunda reunião preparatória a fim de relançar os trabalhos da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência. O evento está marcado para 20 de março.

Artur Bueno de Camargo, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Alimentação, esteve no encontro. Ele relata que existe consenso sobre a inexistência de déficit na Previdência, como mostrou CPI em 2017.

“É preciso acabar com isenções das empresas devedoras e com todas as formas de saque aos cofres da seguridade. Por isso a importância da Frente Parlamentar para se debater, dentro do Congresso, mecanismos que evitem desvios”, argumenta.

 

 

 

 

 

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