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13/12/2018

Mercado é promissor para o Avaliador e Perito de Engenharia

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Deborah Moreira
Comunicação SEESP


José Ricardo Pinto é engenheiro Avaliador e Perito de Engenharia há 13 anos. Desde a escola técnica em 1976, quando já ingressou no primeiro e único trabalho como empregado, em uma construtora, onde permaneceu por 32 anos, acumula um vasto conhecimento na área da construção civil. É especialista em laudos judiciais e, mais especificamente, em patologia em estruturas de concreto armado, com cursos no México, Madrid, Portugal e, mais recentemente, no Canadá, realizado em novembro último. Para comemorar o Dia do Engenheiro Avaliador e Perito de Engenharia, neste 13 de Dezembro, ele concedeu uma entrevista ao SEESP.

Na conversa, contou que fez a graduação em Engenharia Civil e lembrou que não é obrigatório ter a pós-graduação para exercer a profissão em um mercado que é bastante promissor. No entanto, recomenda que os interessados façam cursos de especialização ou técnicos. “Existem os cursos de pós, com 420 horas, e de especialização, de 8 a 24 horas, que são pequenos módulos que formam o profissional”, contou Zé Ricardo, que, além de atuar no mercado, encontra tempo para lecionar no Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo (Ibape-SP), que oferece cursos nessa área. Neste ano, se tornou vice-presidente da instituição, a qual foi criando vínculos logo quando fez seu primeiro curso, no início dos anos 2000, estando na diretoria desde 2008. Hoje, aos 57 anos, o paulista de Santo André, no Grande ABC, o primeiro engenheiro de sua família, mora na capital e dedica boa parte de seu tempo de trabalho a elaboração de laudos. Leia a entrevista completa.

jose ricardo engenheiro avaliador e perito de engenharia seespO que te levou a ser engenheiro?

Desde pequeno sempre tive a vontade e o sonho de ser engenheiro. Fiz colégio técnico em edificações e depois, aos 19 anos, entrei na faculdade de Engenharia Civil.

E qual faculdade você fez?

Estudei na Universidade de Mogi das Cruzes, entre 1982 e 1989. Foi uma fase puxada: morava em Santo André, porque sou de lá, trabalhava em São Paulo e estudava em Mogi, onde cursei no período noturno, que são seis anos.

E como foi para ingressar no mercado de trabalho?

Eu já trabalhava em obras, porque fiz entre 1976 a 1981 o Ensino Médio técnico em Edificações, na Escola Técnica Getúlio Vargas, do governo do Estado, que hoje é Etec, um curso de cinco anos, noturno, quando ingressei numa empreiteira que foi meu único emprego durante 32 anos. Contribuí na construção de 50 empreendimentos de alto padrão. Então, foi muito tranquilo para mim.

E como você foi se especializando em Avaliador e Perito de Engenharia?

Uma das obras que atuei apareceu um laudo de um condomínio e era preciso responder a esse laudo, assinado pelo então vice-presidente do Ibape São Paulo. Pesquisei o que era o Ibape e me interessei pela pós-graduação de Avaliação e Perícias com vagas abertas. Comentei com meu chefe sobre isso e ele gostou da ideia. Gostei muito do curso e das possibilidades que se abriram para mim, principalmente, porque a empresa onde eu estava acabou virando incorporadora e precisei buscar outra ocupação. Me especializei em elaborar laudos, abri meu escritório em 2007 e estou até hoje. O destino me levou a isso e a outras especializações. Tenho quatro pós-graduações: Engenheiro de Segurança do Trabalho, Patologia nas Obras Civis e Tecnologia da Impermeabilização, além de Avaliações e Perícias na Engenharia. Também sou especialista em patologia em estruturas de concreto armado, com cursos no México, Madrid, Portugal e Canadá.

E como é o seu trabalho no dia a dia? Você dá mais aula ou está mais no mercado?

As aulas são um hobby. São às sextas à noite e aos sábados. Acho importante passar esse conhecimento para frente por isso faço questão de dar essa contribuição. Meu forte hoje é fazer assistência técnica no Judiciário. Não sou cadastrado em nenhuma vara judicial como perito. Eu defendo uma das partes, normalmente construtoras. Quando existe um letígio o juiz vê que é algo de ordem técnica e nomeia um perito do processo que fará o laudo. As partes envolvidas podem nomear um assistente técnico para acompanhar o trabalho do perito. Eu trabalho como assistente da construtora no desenrolar da perícia e faço uma manifestação técnica, que tem o nome de parecer técnico, mas não deixa de ser um laudo.

Quais os principais motivos dessas ações?

Os motivos podem ser por questões de vícios construtivos , por atraso de obra, entre outras.
 

Para quem está interessado qual a dica?

Para ser perito na engenharia basta ter o registro do Crea, como Engenheiro. Mas, o conhecimento específico é importante. Por isso, recomendo que se faça algum curso. Para começar indico fazer um curso básico. Uma porta de entrada para quem quer fazer avaliação é um curso básico de Avaliação de Imóvel Urbano. E a porta de entrada para quem quer fazer perícia é um curso básico de Redação de Laudo Técnico. Tem outros cursos técnicos que você pode ir fazendo sem a necessidade da pós. Mas, para quem puder, recomendo a pós. É preciso ter formação para exercer essa função. Se um perito errar ele pode prejudicar uma das partes. Então, a formação técnica é muito importante.


Tem mercado?

Sim. O mercado é bem promissor. Tem muita obra e também tem outras áreas de atuação. Não é só disputa judicial. Tem avaliação para efeito de garantia bancária, por conta de renovação de aluguel, e isso acontece sempre. Por exemplo, se você vai comprar um apartamento financiado é preciso de um perito para avaliação para o banco liberar o financiamento. Em novos empreendimentos, o condomínio contrata o profissional para fazer o recebimento da edificação da construtora e checar se o que está sendo entregue obedece aos requisitos do projeto da obra.



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