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11/12/2018

Mobilização em todo o País contra extinção do Ministério do Trabalho

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Acontecem hoje (11), em todo o Brasil, atos em defesa do Ministério do Trabalho (MTE), que está ameaçado de extinção. Na capital paulista, o protesto ocorreu em frente à Superintendência Regional do Trabalho, na região central. Conforme anunciado pelo coordenador da transição Onyx Lorenzoni, que deve ser o chefe da Casa-Civil de Bolsonaro, as funções da Pasta serão fatiadas entre os ministérios da Justiça, Economia e Cidadania.

 

Protesto em São Paulo reúne sindicalistas e trabalhadores de várias categorias.

 

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna), disse à Agência Sindical que a manifestação objetiva "mostrar a indignação do movimento sindical". Ele enfatizou: "A extinção do MTE significa um grave retrocesso, pois afetará todos os trabalhadores. É uma forma de precarizar, ainda mais, as relações trabalhistas."

Os detalhes da manifestação nacional foram definidos em reunião na última sexta-feira (7), em São Paulo. No encontro, o diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio, alertou que a proposta da Carteira de Trabalho verde e amarela sinaliza o aprofundamento da precarização das relações de trabalho.

Em entrevista à Agência Sindical, ele destacou que, com a extinção do MTE, "o trabalho perde o protagonismo na formulação da política de desenvolvimento". "Simbolicamente, a extinção do Ministério talvez seja o coroamento desse processo de desmobilização", afirmou.

Para Ganz Lúcio, o desmonte da Pasta já vem de muito tempo, turbinado por ações concretas como a retirada da ultratividade (validade de um acordo ou convenção coletiva mesmo encerrado seu prazo de validade), terceirização irrestrita e a reforma trabalhista, que corroboraram com o esvaziamento.  

O SEESP e o movimento sindical como um todo defendem há tempos a valorização e fortalecimento do MTE, ou seja, o oposto do que é anunciado como pretensão do governo que assume em 1º de janeiro.

 

 

Fonte: Agência Sindical

 

 

 

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