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11/07/2018

De funcionário a presidente, Paulo Cézar Shingai fala sobre prioridades à frente da SPTrans

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Jéssica Silva

Comunicação SEESP

 

Empossado em março último, Paulo Cézar Shingai é o primeiro funcionário de carreira a ocupar a presidência da companhia de transporte público São Paulo S.A. (SPTrans). Shingai entrou na empresa em 1984, ainda na antiga Companhia Municipal de Transportes Coletivos (CMTC), aos 19 anos de idade. Graduado em Administração de Empresas, ele conta que teve a oportunidade de trabalhar em diversas áreas da companhia, ocupando cargos administrativos e operacionais. “(...) foram inúmeras situações vivenciadas em campo, na operação, experiências conquistadas até com sacrifício, mas o importante é o sentimento de dever cumprido”, destaca o novo presidente.

 

Hoje, a liderança tem o desafio de disponibilizar, com êxito, o transporte público para 10 milhões de passageiros em meio ao caótico trânsito da cidade, lidando ainda com constantes fraudes em bilhetagens. Para ele, a prioridade é apoiar os serviços de transporte nos pilares qualidade, eficiência e segurança, que considera “fundamentais para o bom funcionamento”. E avalia: “O sistema de transporte público precisa acompanhar a dinâmica da cidade.”

 

 

Foto: Assessoria de imprensa SPTrans
Paulo Cézar Shingai presida SPTransPaulo Cézar Shingai, primeiro funcionário de carreira a ocupar a presidência da SPTrans.

 

 

O senhor entrou na SPTrans como funcionário e hoje ocupa o cargo da presidência. Como foi esse plano de carreira?

 

Comecei como atendente de serviços, hoje cargo já extinto. Exerci outras diversas funções, como operador de computador, programador, encarregado administrativo, encarregado operacional, coordenador de fiscalização, especialista em transporte, gerente de unidade e analista de gestão. Ora, foram inúmeras situações vivenciadas em campo, na operação, experiências conquistadas até com sacrifício, mas o importante é o sentimento de dever cumprido. Até que em janeiro de 2017 fui convidado para assumir a Diretoria de Operações. Em março de 2018, tive o privilégio de ser convidado para me tornar o diretor presidente, o primeiro presidente de carreira.

 

O que significa para o senhor estar hoje na presidência? Quais são os desafios e as oportunidades à frente de uma gerenciadora de 15 mil veículos em mais de 1.300 linhas, transportando 10 milhões de passageiros diariamente?

 

É uma honra imensa e uma responsabilidade maior ainda conduzir a gestora do maior sistema de transporte público do mundo, com todos esses números citados, percorrendo três milhões de quilômetros por dia, equivalente a 74 voltas em torno da Terra. Além da fiscalização do serviço autorizado, atividade designada à SPTrans, que contempla 37 mil táxis, 14 mil veículos escolares, 16 mil ônibus fretamento, carga frete e moto frete, o que totaliza uma frota maior que 90 mil veículos. Meu compromisso e maior desafio é aperfeiçoar e tornar cada vez melhor a qualidade, eficiência e segurança dos serviços de transporte público à disposição da população. Considerando ainda a missão de fortalecer a organização, que possui um corpo de técnicos zelosos e competentes, conhecidos pelas suas valorosas atuações.

 

Na visão do senhor, o que significa a companhia ter um presidente da casa?

 

Significa, sobretudo, a valorização dos funcionários de carreira e, de certa forma, demonstrar que o governo acredita e confia nos profissionais da casa.

 

Quais são as prioridades da sua gestão à frente da SPTrans?

 

Neste momento, é garantir que o sistema de transportes da cidade opere com os três pilares que consideramos fundamentais para o seu bom funcionamento: qualidade, eficiência e segurança. Nossos técnicos acompanham e realizam estudos permanentemente sobre a operação, tendo em vista que o sistema de transporte segue a dinâmica da cidade, que é viva e está sempre evoluindo. Isso é algo que temos sempre em consideração, pois o sistema de transporte público precisa acompanhar a dinâmica da cidade.

 

São Paulo, como o senhor mencionou, é uma grande metrópole e o trânsito por aqui não é fácil de administrar. Na sua visão, como é hoje o sistema de transporte público? O que tem a melhorar?

 

O sistema é organizado e garante o transporte de 10 milhões de passageiros por dia. São Paulo já conta com ônibus com conexão com internet, carregadores USB e ar-condicionado, a acessibilidade se aproxima de 100% da frota. Isso mostra que a cidade está na vanguarda do transporte público nacional. Obviamente, sempre há questões que precisam ser ajustadas, visando sempre a melhoria contínua. Neste conceito trabalhamos para oferecer um serviço cada vez mais moderno e digno à população.

 

Com frequência vemos notícias sobre vários tipos de fraudes efetuadas com o Bilhete Único, que podem afetar todo o sistema de transporte. Qual é o impacto das fraudes e como são tratadas?

 

O impacto se dá tanto no sistema de bilhetagem quanto na vida dos passageiros, que ao carregar seus cartões em postos não oficiais, estão sujeitos a perder seus créditos com uma carga falsa. É uma prioridade da nossa gestão a mobilização no combate às fraudes e, por isso, a SPTrans tem se empenhado em divulgar aos passageiros que não comprem créditos com desconto e verifiquem se os postos são oficiais nos canais da SPTrans. Temos feito campanhas de conscientização e educativas nas redes sociais e nos jornais de ônibus. A SPTrans também trabalha em conjunto com as autoridades policiais, de forma colaborativa e muito próxima, para ajudar a prender as quadrilhas envolvidas na fraude do Bilhete Único. Além disso, no campo tecnológico, já foi contratado um novo sistema de bilhetagem eletrônica que vai ajudar no combate a esse tipo de prática criminosa.

 

 

 

 

 

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