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12/01/2018

Primeiro grande ato em SP contra aumento da tarifa reúne 20 mil

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Comunicação SEESP*


O primeiro protesto contra o aumento da tarifa do transporte público na capital paulista reuniu 20 mil pessoas no final da noite de quinta-feira (11/1). A informação é do Movimento Passe Livre que convocou o ato pelas redes sociais, como faz todos os anos. Como esperado, apesar do número expressivo de pessoas nas ruas, a grande mídia não repercutiu e houve repressão por parte da Polícia Militar. Um novo ato está marcado para a quarta-feira (17), na Rua Itália, 414, com concentração a partir das 17h. O endereço é a casa do prefeito João Dória.


Foto: CMI
Protesto contra tarifa 11 1 2018 foto CMI home
Manifestantes recompõem ato e seguem em direção ao largo da Concórdia, por volta das 20h30.


A concentração da manifestação de ontem começou às 17h no Teatro Municipal. Às 18h, saiu em marcha pelo viaduto do Chá, seguindo até o Largo São Francisco, Praça da Sé, Terminal Parque Dom Pedro, Estação da Luz, pelo bairro do Brás.


Em diversos trechos houve tensão com policiais, como no terminal Dom Pedro, que foi fechado pela polícia e a queima simbólica de uma catraca no final do viaduto 25 de Março.

Por volta das 20h30, o ato foi recomposto por uma parte dos manifestantes, cerca de 7 mil, que seguiram até o Largo da Concórdia, Pinheiros, zona oeste da cidade. No final da noite, o Centro de Mídia Independente (CMI), que cobriu todo o ato com transmissão ao vivo, informou que a repressão continuou no Largo da Concórdia. No metrô Bresser, quando alguns manifestantes tentaram pular as catracas, houve tumulto e violência por parte da polícia do metrô que feriu uma pessoa, que foi socorrida em um hospital da região. Três pessoas foram detidas na estação.

Já a cobertura de alguns portais de notícia foi reduzida e pontual, enfatizando a violência durante o protesto. Nas redes sociais, muitas manfiestações a favor e contra o protesto. O MPL existe desde 2003 (oficializado em 2005), quando começou justamente com atos nas ruas para reivindicar o passe livre para todos.  A Revolta do Buzú, como ficou conhecido o episódio, aconteceu entre agosto e setembro de 2003, na capital baiana. Para o movimento, é possível custear o transporte público integralmente a partir da taxação sobre os mais ricos, que utilizam transporte individual e privado.

As tarifas de ônibus, trem e metrô subiram de R$ 3,80 para R$ 4 no último dia 7 de janeiro. O anúncio foi feito em dezembro de 2017 e, segundo os governos estadual e municipal, o reajuste foi de 5,26%.


*Com informações do MPL, CMI e Portal Vermelho



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