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11/08/2017

Carro autônomo em debate no SEESP

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Aconteceu na tarde de quinta-feira (10/8), no segundo andar do SEESP, na capital paulista, uma atividade para contribuir com a ampliação do debate sobre automação de veículos e cidades inteligentes. O evento foi promovido pelo Conselho Assessor de Transporte e da Mobilidade Urbana do SEESP, em parceria com a União Internacional dos Transportes Públicos (UITP) para a América Latina e o Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec).

 

Foto: Beatriz Arrudamesa

Da esq. para a dir., Tristão, Pieracciani, Fernandes, Krichanã e Garcez.



Jurandir Fernandes, coordenador do Conselho e presidente da UITP América Latina, que vem guiando as discussões no sindicato sobre a eletrificação das frotas do transporte coletivo em todo o mundo, apontou, ao abrir o evento: “Vertente que não está mais no campo da ficção é a dos carros autônomos. Já tem teste, e isso vai acontecer também aqui no Brasil. Os subprodutos da automação já estão em uso.”


O veículo autônomo vem sendo objeto de pesquisa em universidades e gigantes da tecnologia como Google, Uber e, no setor automotivo, Mercedes. No País, há algumas experiências financiadas atualmente por institutos de pesquisa como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Sistemas Embarcados (INCT-SEC).

Apesar de ainda ser muito embrionário, os palestrantes convidados contaram que há muitos avanços e caminhos apontados que precisam de reflexão, como o fato de as cidades estarem preparadas para receber carros como esse. Não somente a padronização de vias e placas, como mudanças acentuadas na programação de semáforos ou até mesmo a eliminação deles, uma vez que os carros é que terão sensores inteligentes para frear quando necessário.

Para dar início às discussões, o diretor-geral do Isitec, Saulo Krichanã Rodrigues, ressaltou a necessidade de mudar a maneira de adquirir conhecimento, falando da criação do instituto e das demandas nacionais ao alcance de processos inovadores. Para tanto, apresentou alguns indicadores internacionais que medem o desenvolvimento dos países, levando-se em conta estrutura, eficiência e grau de inovação. O Brasil, como lembrou, está muito atrás. Em um rol de 90 nações, está em 81º lugar.

“O conhecimento, embora cada vez mais virtual, é alimentado por um conhecimento gerado nas universidades. Durante muitos anos se discutiu o que seria o profissional de engenharia no século XXI. E a aposta do sindicato foi desenvolver um estudo do perfil de quem estava trabalhando com inovação. Foi então que surgiu um projeto e se discutiu com diversos parceiros um novo modelo de ensino para a engenharia. O sindicato então decidiu criar seu próprio curso”, destacou o diretor do Isitec, que desde 2015 oferece vagas para a graduação em Engenharia de Inovação.

 

Tendências
Em seguida, o consultor em tecnologia Valter Pieracciani, diretor da Pieracciani Consultoria, fez uma palestra sobre tendências tecnológicas selecionando 29 delas, como inteligência artificial, realidade aumentada, nanotecnologia, computação quântica, biometria, robótica, tecnologias vestíveis, tecnologias limpas, impressoras 3D, entre outras. Cada uma estava representada em um minipôster. Todos foram colados na parede. Após explicá-las, desafiou a plateia a aplicar “o montante de R$ 500 mil em tecnologias a sua escolha”, representado por adesivos coloridos. “Vamos fazer uma pesquisa que vai responder a pergunta que todos fazemos: quais são as tecnologias que vão chacoalhar as nossas vidas”, indagou o palestrante. Ao final, ele apontou as que têm mais investimento, como internet das coisas e nanotecnologia – confira o ranking com as tecnologias mais votadas, no documento anexo, ao final da matéria.

Rogério Santana Tristão, sócio-fundador e diretor comercial da Geocontrol , encerrou a atividade contando a sua experiência na empresa, que oferece soluções para o Exército Brasileiro, especificamente para os blindados guaranis e fabricação de notebooks para a Brigada Paraquedista. Há 18 anos no mercado, parte da companhia (33%) foi adquirida há dois anos pela Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer).

Ele lembrou que, apesar de ainda não ser realidade nas grandes cidades, alguns carros comercializados já possuem aplicações, os chamados semiautônomos, como o detector de faixa, o sistema "siga-me", que faz com que o carro faça a mesma trajetória do carro à frente, com igual velocidade; detecção de comportamento do motorista sob estado sonolento; e piloto automático.

Para desenvolver produtos como esses, a Geocontrol criou uma startup de desenvolvimento e divisão computacional e inteligência artificial, a Motora, que forneceu os equipamentos para o Iara, o carro do Laboratório de Engenharia da Universidade Federal do Espírito Santo, que há oito anos atua com uma linha de pesquisa sobre o tema.

Como explicou, "a base para que o carro autônomo funcione é formada por visão computacional baseada em câmeras estereoscópicas e laser, chamado sistema velodyne, um nicho que fica no teto do carro que funciona como scanner". “O velodyne escaneia poste, gente, rua, placa, cachorro, vai pegando tudo em volta e vai entendendo todo o ambiente por onde passa. Para o veiculo autônomo se deslocar, faz primeiramente uma rota, a partir de GPS, e depois, vai aprendendo com as próximas viagens, por sensores e câmeras, entendendo o que são os elementos em volta. Se tiver um engarrafamento, ele vai parar, se entrar uma pessoa na sua frente, ele vai parar”, detalhou Tristão, que mostrou um vídeo sobre uma experiência realizada com o carro, que percorreu 74 quilômetros entre Vitória (ES) e Guarapari (BA).

Carlos Alberto Guimarães Garcez, vice-presidente do SEESP, que também integrou a mesa, fez uma saudação a todos os presentes, lembrando o papel da entidade no debate sobre temas  relacionados à inovação.

Confira as apresentações:

Isitec

Consultoria Pieracciani

Ranking com resultado da pesquisa sobre tendências tecnológicas

Geocontrol - carro autônomo

Deborah Moreira
Comunicação SEESP





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