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01/08/2017

Universidades paulistas querem melhorar gestão de pesquisa

A Universidade de São Paulo (USP) pretende aprimorar sua gestão de projetos de pesquisa para que seus pesquisadores possam se dedicar mais a sua atividade-fim e menos a tarefas burocráticas, como a de prestação de contas.

Com um orçamento de R$ 1 bilhão por ano para a pesquisa – do qual cerca de 50% é aportado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) –, a instituição tem estudado um modelo para melhor auxiliar seus pesquisadores na administração de seus projetos de pesquisa.

“Para ajudar nossos 6 mil pesquisadores na gestão de seus projetos de pesquisa não pode ser com uma estrutura que é criada em um departamento ou em uma unidade da universidade, por exemplo”, disse José Eduardo Krieger, pró-reitor de pesquisa pelo Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP. E completou: “É preciso nos aproximar cada vez mais do que vemos lá fora, como nas universidades dos Estados Unidos: em vez de vários escritórios de apoio à pesquisa há apenas um, onde são tratadas questões como prospecção de oportunidades de financiamento de projetos.”

De acordo com Krieger, ainda não há uma receita de como será o modelo de gestão de projetos a ser adotado e se a universidade terá um escritório de apoio ao pesquisador, por exemplo. “Isso ainda está aberto à discussão”, afirmou. “Essas pessoas estão pulverizadas em diferentes locais da universidade e com níveis variados de demanda de trabalho. Talvez elas pudessem ser remanejadas”, indicou.

Já a Universidade Estadual Paulista (Unesp) pretende criar três centros – sendo um nas áreas de Engenharias, Ciências Exatas e Tecnologias, outro em Ciências da Vida e um terceiro em Ciências Humanas – para auxiliar seus 33 escritórios de apoio, espalhados pelos 24 municípios onde a universidade está presente, a prospectar fontes de financiamento à pesquisa.

“A ideia de criar esses três centros de apoio é auxiliar nossos pesquisadores a buscar fontes alternativas de financiamento. É preciso que eles abram os olhos para a oportunidade de obter financiamento para seus projetos de pesquisa tanto de agências nacionais e internacionais de fomento à pesquisa como de empresas”, disse Carlos Graeff, pró-reitor de pesquisa da universidade paulista.

Falta de articulação
Na avaliação de Munir Skaf, pró-reitor de pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), algumas das ações fundamentais para profissionalizar a gestão de projetos de pesquisa são prospectar financiamento nos editais nacionais e internacionais, auxiliar na elaboração das propostas, no desenvolvimento e prestação de contas do projeto e o resguardo da propriedade intelectual resultante.

As universidades paulistas possuem experiência em cada um desses temas. O que falta, contudo, é uma articulação entre esses eixos, avaliou.

“É preciso ter coordenação entre essas funções e as pró-reitorias de pesquisa das universidades têm um papel fundamental em estimular a cooperação entre essas áreas. Além disso, elas podem aprender juntas e trocar experiências entre si”, afirmou.

 

Da Agência Fapesp |Elton Alisson
Comunicação SEESP

 

 

 

 

 

 

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