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28/10/2016

Lideranças querem discutir saídas à crise econômica na Baixada Santista

O encerramento da produção de aço na Usiminas em Cubatão (SP), no final de 2015 e início deste ano, teve como reflexo a extinção de mais de sete mil postos de trabalho diretos na empresa, entre contratados e terceirizados, e dispensas também na área de fertilizantes e fabricação de cimento. Por isso, o Fórum Cresce Baixada, criado no bojo dessa situação de crise e formado por sindicatos de trabalhadores e outras representações sociais, está sugerindo a realização de uma conferência regional para discutir os reflexos dessa desativação à economia local, e principalmente alternativas ao caos criado. Tal demanda foi encaminhada, em 25 de outubro último, à presidência do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb) – órgão que reúne as nove prefeituras da Região Metropolitana da Baixada Santista (RMBS) e o Governo do Estado de São Paulo.

O presidente da Delegacia Sindical do SEESP na Baixada Santista, Newton Guenaga Filho, um dos signatários da proposta, observa que a conferência tem como intuito reunir diversos segmentos para discutir “de fato propostas para minorar os problemas do polo industrial de Cubatão bem como do restante das cidades da região. Estamos vendo a Baixada encolher, com reflexos diretos no seu desenvolvimento social”. Ele questiona: “Como ficar indiferente a uma situação que jogou milhares de pessoas no mundo do desemprego e faz a região retroceder nas suas atividades econômicas?”

Outra categoria afetada foi a dos trabalhadores de empreiteiras, mais de três mil perderam o emprego na siderúrgica. Para o diretor do sindicato da categoria (Sintracomos), Luiz Carlos Andrade, a região não pode abrir das atividades do polo industrial de Cubatão. “Não dá para desistir de uma luta que está ligada diretamente à sobrevivência das pessoas”, avalia.

A proposta do Fórum é que a conferência reúna representantes de todos os Executivos e Legislativos da RMBS; dos governos do Estado e Federal; das instituições ligadas à indústria, como Fiesp e Ciesp; associações comerciais; universidades; a área estudantil universitária; e os sindicatos de trabalhadores. “Acreditamos que precisamos sentar e discutir o futuro da Baixada Santista. Simplesmente ignorar a situação não vai resolver o problema”, salienta Guenaga.


JE494 capaLeia mais sobre as demissões da Usiminas aqui


Rosângela Ribeiro Gil
Comunicação SEESP







 

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