GRCS

08/01/2016

Sem acordo para as demissões na Usiminas

Nesta quinta-feira (7/1), foi realizada mais uma reunião para discutir a situação dos trabalhadores que serão demitidos pela Usiminas com a desativação da linha primária da empresa, no polo industrial de Cubatão (SP). Estima-se que mais de quatro mil empregados, entre diretos e terceirizados, serão dispensados até o final deste mês de janeiro. O encontro foi na sede do Ministério Público do Trabalho (MPT), em Santos, e contou com a presença dos sindicatos dos engenheiros (SEESP) e dos metalúrgicos da Baixada Santista, e da direção da empresa. Na ocasião, a siderúrgica apresentou um rol de itens para minimizar a situação dos demitidos, abrangendo os empregados já aposentados, os aposentáveis (ou igual a 70% do teto da Previdência Social) e aqueles que tenham problemas de saúde que exijam cuidados específicos. Os sindicatos não concordaram com a proposta, porque ela impõe condicionantes. Sem concordância entre as partes, o MPT determinou a realização de mais uma audiência no dia 14 próximo.


Foto: Reprodução de imagem da TV Tribuna
Usiminas MPT 07JAN2016 
Audiência no MPT de Santos, no dia 7 de janeiro último, com sindicatos e Usiminas
 

Newton Guenaga Filho, presidente da Delegacia Sindical do SEESP na Baixada Santista, que vem participando de todas as reuniões, disse que a empresa não deveria impor critérios para o recebimento dos benefícios adicionais, “pois não se trata de uma benevolência ou caridade da empresa, mas sim de uma demissão em massa que ela vai causar”.

Já o presidente dos metalúrgicos, Florêncio Resende de Sá, em entrevista a emissora de televisão local, lamentou que a siderúrgica, cuja matriz fica em Ipatinga (MG), está aproveitando o momento de crise para implantar um plano empresarial elaborado há muito tempo. “A Usiminas não vai acabar, ela vai mudar de ramo. Ela deixa de ser uma siderúrgica para ser tornar uma laminadora e uma operadora na área de logística”, criticou, referindo-se, no último caso, ao porto privativo que a empresa conseguiu, em 1995, com a edição da Portaria nº 94, que retirou o terminal portuário da jurisdição do porto organizado. A Usiminas, à época Cosipa, foi privatizada em 1993.

Já a siderúrgica reafirma que a decisão de acabar com a produção do aço no Estado de São Paulo se dá, sobretudo, para que a empresa possa sobreviver a pior crise do mercado siderúrgico.

Confira aqui reportagem sobre a reunião no MPT.

 


 

Rosângela Ribeiro Gil
Imprensa SEESP









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